Economia

CNI aponta maior queda na produção industrial para meses de dezembro desde 2010

Índice caiu para 40,2 pontos.

Agência Brasil
24/01/2014 15:08
Visualizações: 180

 

CNI aponta maior queda na produção industrial para meses de dezembro desde 2010
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou hoje (24) que o setor industrial registrou em dezembro passado a maior queda de produção mensal desde 2010, para meses de dezembro. Os números estão no informativo Sondagem Industrial, divulgada nessa manhã, e indicam que o índice caiu para 40,2 pontos.
“É o menor da série história que começou em 2010. Esse índice, mais distante, mostra que a comparação mensal foi a mais intensa [atingiu um número maior de empresas] da série. É comum essa queda em dezembro, mas foi mais intensa”, disse Marcelo Azevedo, economista da CNI.
O maior problema foi registrado nas grandes empresas, onde o índice chegou a 38,3 pontos. Os indicadores variam de 0 a 100 e abaixo de 50 indicam queda na produção e no número de empregados. A CNI informou ainda que as empresas de grande porte foram as que mais demitiram. O índice de evolução do número de empregados caiu para 46,4 pontos no mês passado, acima dos 45,9 pontos registrados nas grandes indústrias.
A CNI indica também que, com uma produção menor,  houve um recuo na capacidade instalada em relação ao usual. O indicador caiu para 41,7 pontos em dezembro. Como ficou abaixo de 50 pontos, mostra que esteve abaixo do usual para o mês. Além disso, conforme critérios da CNI, quanto mais distante do referencial de 50 pontos, maior o desaquecimento da economia.
A média de utilização da capacidade instalada (UCI) da indústria recuou 4 pontos percentuais entre novembro e dezembro, para 70%. Nas grandes empresas, porém, a queda alcançou 5 pontos percentuais. A variação é maior do que os 2 pontos percentuais das pequenas empresas e dos 4 pontos percentuais das médias empresas.
“A boa notícia é que os estoque continuam ajustados em níveis aceitáveis. Em dezembro, logicamente, tivemos uma queda nos estoque, mas uma variação esperada, porque a indústria se prepara para atender à demanda do período”, disse Azevedo.
A CNI continua a reclamar do alto custo de insumos e matérias-primas, mas também insiste na alta carga tributária. Esses fatores teriam influenciado na queda da produção industrial, na análise da entidade, que detectou uma retração no setor.
“Isso é um sinal de alerta, porque as grandes indústria compram das médias e pequenas empresas. Essa retração pode criar um efeito, repassando para as demais indústrias esse mau desempenho, o que vai dificultar, certamente, a recuperação do setor no primeiro trimestre”, avalia Renato Fonseca, gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI.
Segundo ele, desde 2000, a principal reclamação da indústria é a elevada tributação, mas, agora, existe a questão da matéria-prima também. Renato Fonseca destaca que a indústria tem problemas de demanda e de competição com produtos importados. “O principal problema da indústria continua sendo o de custos. Isso vem gerando um problema na lucratividade e de investimento, principalmente”, enfatizou.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou hoje (24) que o setor industrial registrou em dezembro passado a maior queda de produção mensal desde 2010, para meses de dezembro. Os números estão no informativo Sondagem Industrial, divulgada nessa manhã, e indicam que o índice caiu para 40,2 pontos.

“É o menor da série história que começou em 2010. Esse índice, mais distante, mostra que a comparação mensal foi a mais intensa [atingiu um número maior de empresas] da série. É comum essa queda em dezembro, mas foi mais intensa”, disse Marcelo Azevedo, economista da CNI.

O maior problema foi registrado nas grandes empresas, onde o índice chegou a 38,3 pontos. Os indicadores variam de 0 a 100 e abaixo de 50 indicam queda na produção e no número de empregados. A CNI informou ainda que as empresas de grande porte foram as que mais demitiram. O índice de evolução do número de empregados caiu para 46,4 pontos no mês passado, acima dos 45,9 pontos registrados nas grandes indústrias.

A CNI indica também que, com uma produção menor,  houve um recuo na capacidade instalada em relação ao usual. O indicador caiu para 41,7 pontos em dezembro. Como ficou abaixo de 50 pontos, mostra que esteve abaixo do usual para o mês. Além disso, conforme critérios da CNI, quanto mais distante do referencial de 50 pontos, maior o desaquecimento da economia.

A média de utilização da capacidade instalada (UCI) da indústria recuou 4 pontos percentuais entre novembro e dezembro, para 70%. Nas grandes empresas, porém, a queda alcançou 5 pontos percentuais. A variação é maior do que os 2 pontos percentuais das pequenas empresas e dos 4 pontos percentuais das médias empresas.

“A boa notícia é que os estoque continuam ajustados em níveis aceitáveis. Em dezembro, logicamente, tivemos uma queda nos estoque, mas uma variação esperada, porque a indústria se prepara para atender à demanda do período”, disse Azevedo.

A CNI continua a reclamar do alto custo de insumos e matérias-primas, mas também insiste na alta carga tributária. Esses fatores teriam influenciado na queda da produção industrial, na análise da entidade, que detectou uma retração no setor.

“Isso é um sinal de alerta, porque as grandes indústria compram das médias e pequenas empresas. Essa retração pode criar um efeito, repassando para as demais indústrias esse mau desempenho, o que vai dificultar, certamente, a recuperação do setor no primeiro trimestre”, avalia Renato Fonseca, gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI.

Segundo ele, desde 2000, a principal reclamação da indústria é a elevada tributação, mas, agora, existe a questão da matéria-prima também. Renato Fonseca destaca que a indústria tem problemas de demanda e de competição com produtos importados. “O principal problema da indústria continua sendo o de custos. Isso vem gerando um problema na lucratividade e de investimento, principalmente”, enfatizou.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Pré-Sal
Três FPSOs operados pela MODEC fecharam 2025 entre os 10...
03/02/26
Pré-Sal
Shell dá boas-vindas à KUFPEC como parceira no Projeto O...
03/02/26
Gás Natural
GNLink recebe autorização da ANP e inicia operação da pr...
02/02/26
Gás Natural
Firjan percebe cenário positivo com redução nos preços d...
02/02/26
Etanol
Anidro e hidratado fecham mistos na última semana de jan...
02/02/26
GNV
Sindirepa: preço do GNV terá redução de até 12,5% no Rio...
30/01/26
Descomissionamento
SLB inaugura Centro de Excelência em Descomissionamento
30/01/26
Apoio Offshore
Wilson Sons lança rebocador da nova série para atender d...
30/01/26
Gás Natural
Firjan lança publicação e promove debate sobre futuro do...
28/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 terá programação diversa e foco na pro...
28/01/26
Internacional
Petrobras amplia venda de petróleo para a Índia
28/01/26
Offshore
Projeto Sergipe Águas Profundas tem plano de desenvolvim...
28/01/26
Royalties
Valores referentes à produção de novembro para contratos...
28/01/26
Gás Natural
Petrobras reduz preços do gás natural para distribuidoras
28/01/26
Gás Natural
Renovação das concessões de gás no Rio exige transparênc...
28/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 antecipa grandes debates e inicia cont...
27/01/26
Gás Natural
Firjan: Rio de Janeiro consolida papel de "hub do gás" e...
27/01/26
Combustíveis
Petrobras reduz preços de gasolina em 5,2% para distribu...
26/01/26
Brasil-Alemanha
PMEs Go Green realiza ciclo de workshops gratuitos com f...
26/01/26
Etanol
Hidratado registra valorização no mercado semanal e diário
26/01/26
Logística
Terminais Ageo captam R$ 450 milhões em debêntures incen...
23/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.