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Chineses selam ingresso no capital da MMX

<p>A conclus&atilde;o do neg&oacute;cio entre o grupo chin&ecirc;s Wuhan Iron and Steel (Wisco) e a MMX Minera&ccedil;&atilde;o e Met&aacute;licos Met&aacute;licos, empresa controlada pelo grupo EBX, do empres&aacute;rio Eike Batista, foi celebrada na sexta-feira. Na ocasi&atilde;o, o grupo chin&ec

Valor Econômico
01/03/2010 07:50
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A conclusão do negócio entre o grupo chinês Wuhan Iron and Steel (Wisco) e a MMX Mineração e Metálicos Metálicos, empresa controlada pelo grupo EBX, do empresário Eike Batista, foi celebrada na sexta-feira. Na ocasião, o grupo chinês fez a integralização de capital na MMX via subscrição de 101,8 milhões de ações ordinárias (ON, com direito a voto), equivalentes a 21,52% do capital da mineradora. A integralização foi feita pela Wisco Brasil Investimento em Metalurgia, subsidiária brasileira da companhia chinesa, conforme previsto no cronograma da operação de aumento de capital da MMX em curso.

Os chineses pagaram pela parceira com Eike R$ 738,9 milhões, o equivalente a US$ 400 milhões convertidos pela cotação da moeda americana em 10 de fevereiro e já depositados na conta da mineradora, como adiantou Roger Downey, presidente-executivo da MMX ao Valor. Ainda faltam R$ 480 milhões para serem integralizados pelos minoritários, que poderão exercer seu direito de preferência de subscrição destes papéis ao custo de R$ 7,26 por ação, até o dia 18 de março. O aumento de capital da MMX deve totalizar R$ 1,2 bilhão.

"Quem achava que tinha risco na operação com os chineses agora concluiu que o risco era zero", disse Downey em resposta a investidores que tinham dúvidas em relação à transação com a Wisco. Peng Chen, diretor financeiro do terceiro maior conglomerado de mineração e siderurgia da China, veio ao Brasil especialmente para fechar a transação, acompanhado de 27 técnicos e consultores. Como minoritária, a Wisco terá direito a dois assentos no conselho de administração da MMX. Contudo, não foi assinado nenhum acordo de acionistas entre as partes.

Para Downey, a entrada da Wisco na MMX muda para melhor a situação da empresa, a começar pelo fechamento do contrato de compra e venda de 50% do minério de ferro a ser produzido pela mineradora, cuja meta é ampliar sua capacidade de produção para 33,7 milhões de toneladas, em princípio até 2013. Deste total, 32 milhões serão exportados, dos quais 16 milhões para a Wisco, nos próximos 20 anos.

O dinheiro dos chineses também vai ajudar a empresa a ficar "com balanços mais bonitos", como enfatizou Downey, que garantiu estar trabalhando para melhorar a situação operacional e reduzir a dívida da MMX em 2010. "Com estes recursos, minha dívida será bem mais baixa do que era", disse ele, sem informar o valor do débito, alegando que está para divulgar o balanço do quarto trimestre de 2009 da empresa no dia 12 de março.

Prévia dos resultados da companhia neste período, divulgada pela Itaú Securities, acena com melhora dos números da MMX no quarto trimestre de 2009, por conta de um volume recorde de vendas de minério no período, de 1,8 milhão de toneladas. Apesar das vendas contribuírem com receita estimada de US$ 117 milhões para a mineradora, a Itaú Securities avalia que ela deve fechar o balanço trimestral no vermelho.

A MMX deve amargar um prejuízo na faixa de R$ 25 milhões, valor 95% menor que o prejuízo de R$ 507 milhões obtido no mesmo período de 2008, avaliam os analistas Marcos Assunção e Alexandre Miguel. Eles prevêem ainda um lucro antes de juros, impostos, depreciaçao e amortização (lajida) negativo de R$ 18 milhões, superior aos R$ 8,5 milhões negativos do mesmo período de 2008. E uma margem lajida de menos 15,4%, ante uma margem de menos 8,5% no quarto trimestre de 2008.

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