Economia

Chile investe no Brasil

Setor de energia é o principal destino do IED chileno.

Agência Brasil
13/11/2012 09:40
Visualizações: 643

 

O Chile é atualmente o principal investidor direto da América do Sul no país, segundo dados do Banco Central do Brasil (BC) e da Direção-Geral de Relações Econômicas Internacionais do Ministério das Relações Exteriores do Chile (Direcon). Pelos dados da Direcon, o Chile ocupa a sexta posição entre os países com maior ingresso bruto de Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil, respondendo por 3,9% do fluxo total.
Apesar de a taxa de participação do país ser ainda pequena quando comparada a economias como a da China ou dos Estados Unidos, o Chile supera parceiros comerciais mais conhecidos do Brasil na região, como a Argentina. "Há dez anos, o Chile não figurava entre os 25 maiores investidores diretos no Brasil, e o fluxo bruto não tinha sido superior a 0,1% do total", informou, em nota, o BC.
Em relação ao estoque (de IED), no fim de 2010 o Chile ocupava a 14ª posição no ranking, de acordo com o Banco Central. Segundo a Direcon, os investimentos diretos do Chile estão presentes de Norte a Sul do Brasil, em 15 estados (Alagoas, Bahia, Ceará, Sergipe, Pará, Rio Grande do Norte, Tocantins, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).
Pelos levantamentos da Embaixada do Brasil em Santiago e a Direcon, o setor de energia é o principal destino do IED chileno no Brasil, respondendo por quase 35% do total, ou US$ 4,27 bilhões (R$ 8,54 bilhões). O setor industrial representa 33% do IED chileno no Brasil, somando US$ 4,02 bilhões (R$ 8,04 bilhões).
Em março de 2005, por exemplo, o conglomerado chileno Arauco, do ramo de celulose, comprou as empresas LD Forest Products e Placas do Paraná, sediadas em Curitiba, do grupo francês Louis Dreyfus. O valor da operação não foi revelado. Em 2009, a gigante chilena CMPC adquiriu uma unidade no Rio Grande do Sul da Fibria, empresa resultante da fusão da Aracruz e Votorantim Celulose e Papel (VCP), por US$ 1,4 bilhão (R$ 2,8 bilhão).
Além da energia e indústria, o Chile passou a ter maior participação no setor de serviços no Brasil. O segmento já representa 25,4% do IED chileno, com US$ 3,4 bilhões, de acordo com análise da Embaixada do Brasil em Santiago. Nessa área, o grupo Cencosud é o quarto maior proprietário de supermercados no país com as compras do Gbarbosa, em Sergipe, e Prezunic, no Rio de Janeiro, entre outros.
Em junho deste ano, as companhias de aviação comercial LAN, do Chile, e TAM, do Brasil, anunciaram que completaram o processo de fusão, criando a Latam Airlines Group, que já nasce como a maior aérea da América Latina. Os dados da Direcon mostram que o Chile gera 22,8 mil empregos diretos e 15.328 indiretos no Brasil.
Na outra ponta, diante da estabilidade da economia chilena e do acesso ao oceano Pacífico, empresas brasileiras também aumentaram a presença no Chile. A Embaixada do Brasil em Santiago identificou cerca de 70 delas instaladas no Chile, com investimentos estimados em mais de US$ 3,2 bilhões (R$ 6,4 bilhões).

O Chile é atualmente o principal investidor direto da América do Sul no país, segundo dados do Banco Central do Brasil (BC) e da Direção-Geral de Relações Econômicas Internacionais do Ministério das Relações Exteriores do Chile (Direcon). Pelos dados da Direcon, o Chile ocupa a sexta posição entre os países com maior ingresso bruto de Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil, respondendo por 3,9% do fluxo total.


Apesar de a taxa de participação do país ser ainda pequena quando comparada a economias como a da China ou dos Estados Unidos, o Chile supera parceiros comerciais mais conhecidos do Brasil na região, como a Argentina. "Há dez anos, o Chile não figurava entre os 25 maiores investidores diretos no Brasil, e o fluxo bruto não tinha sido superior a 0,1% do total", informou, em nota, o BC.


Em relação ao estoque (de IED), no fim de 2010 o Chile ocupava a 14ª posição no ranking, de acordo com o Banco Central. Segundo a Direcon, os investimentos diretos do Chile estão presentes de Norte a Sul do Brasil, em 15 estados (Alagoas, Bahia, Ceará, Sergipe, Pará, Rio Grande do Norte, Tocantins, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).


Pelos levantamentos da Embaixada do Brasil em Santiago e a Direcon, o setor de energia é o principal destino do IED chileno no Brasil, respondendo por quase 35% do total, ou US$ 4,27 bilhões (R$ 8,54 bilhões). O setor industrial representa 33% do IED chileno no Brasil, somando US$ 4,02 bilhões (R$ 8,04 bilhões).


Em março de 2005, por exemplo, o conglomerado chileno Arauco, do ramo de celulose, comprou as empresas LD Forest Products e Placas do Paraná, sediadas em Curitiba, do grupo francês Louis Dreyfus. O valor da operação não foi revelado. Em 2009, a gigante chilena CMPC adquiriu uma unidade no Rio Grande do Sul da Fibria, empresa resultante da fusão da Aracruz e Votorantim Celulose e Papel (VCP), por US$ 1,4 bilhão (R$ 2,8 bilhão).


Além da energia e indústria, o Chile passou a ter maior participação no setor de serviços no Brasil. O segmento já representa 25,4% do IED chileno, com US$ 3,4 bilhões, de acordo com análise da Embaixada do Brasil em Santiago. Nessa área, o grupo Cencosud é o quarto maior proprietário de supermercados no país com as compras do Gbarbosa, em Sergipe, e Prezunic, no Rio de Janeiro, entre outros.


Em junho deste ano, as companhias de aviação comercial LAN, do Chile, e TAM, do Brasil, anunciaram que completaram o processo de fusão, criando a Latam Airlines Group, que já nasce como a maior aérea da América Latina. Os dados da Direcon mostram que o Chile gera 22,8 mil empregos diretos e 15.328 indiretos no Brasil.


Na outra ponta, diante da estabilidade da economia chilena e do acesso ao oceano Pacífico, empresas brasileiras também aumentaram a presença no Chile. A Embaixada do Brasil em Santiago identificou cerca de 70 delas instaladas no Chile, com investimentos estimados em mais de US$ 3,2 bilhões (R$ 6,4 bilhões).

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Internacional
Brasil reafirma protagonismo tecnológico na OTC Houston ...
02/05/26
Combustíveis
Diesel lidera alta dos combustíveis em abril, mostra Mon...
30/04/26
Reconhecimento
BRAVA Energia recebe prêmio máximo global do setor pelo ...
30/04/26
Etanol
E32 impulsiona etanol e reforça liderança do Brasil em b...
30/04/26
Meio Ambiente
Brasil aparece entre maiores emissores de metano em ater...
30/04/26
Oferta Permanente
Audiência pública debate inclusão de novos blocos no edi...
30/04/26
Exportações
Setor de óleo e gás e parlamentares discutem Imposto de ...
29/04/26
Evento
PortosRio participa do Rio de Janeiro Export 2026 e dest...
29/04/26
Royalties
Valores referentes à produção de fevereiro para contrato...
29/04/26
Resultado
Foresea registra melhor ano de sua história e consolida ...
29/04/26
Internacional
OTC Houston: ANP participa de painéis e realiza evento c...
29/04/26
Apoio Offshore
Wilson Sons revoluciona logística offshore com entrega p...
29/04/26
Internacional
PPSA e ANP promovem evento em Houston para apresentar o...
28/04/26
Segurança no Trabalho
Gasmig bate recorde de 1300 dias sem acidentes do trabalho
28/04/26
Workshop
ANP realiza workshop sobre proposta de novo modelo de li...
28/04/26
GLP
Subvenção ao GLP: ANP publica roteiro com orientações ao...
27/04/26
Diesel
Subvenção ao óleo diesel: ANP altera cálculo do preço de...
27/04/26
Combustíveis
E32 reforça estratégia consistente do Brasil em seguranç...
27/04/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Partilha (OPP): ANP aprova estudos ...
27/04/26
Royalties
Hidrelétricas da ENGIE Brasil repassam R$ 49,8 milhões e...
23/04/26
BOGE 2026
Maior encontro de petróleo e gás do Norte e Nordeste te...
23/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23