Porto

Chega à Maceió o programa que identifica e classifica resíduos

Pesquisadores do Programa de Planejamento Energético (PPE) da Coppe/UFRJ iniciam hoje (13), em Maceió, o projeto "Conformidade Gerencial de Resíduos Sólidos e Efluentes dos Portos", que coleta e classifica resíduos e efluentes. O programa tem investimento

Redação
13/02/2012 09:52
Visualizações: 417
Pesquisadores do Programa de Planejamento Energético (PPE) da Coppe/UFRJ iniciam hoje (13), em Maceió, o projeto "Conformidade Gerencial de Resíduos Sólidos e Efluentes dos Portos", que é a coleta de resíduos e efluentes, que passarão a ser registrados e classificados. O trabalho já começou no ano passado no Rio de Janeiro e Itaguaí e é executado pela COPPE /UFRJ em parceria com a Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP-PR). Desde o dia 6 de Fevereiro, a equipe já passou pelos portos de Fortaleza, Natal, Recife, Suape e Cabedelo.

Com investimentos de R$ 16 milhões, o programa está contemplado nas ações do PAC 2 e trata de uma questão fundamental para o desenvolvimento do setor portuário brasileiro. O trabalho terá duração de um ano e ao fim deste prazo trará, não apenas soluções para melhor coleta e gestão dos resíduos deixados pela operação portuária, como sugestões para seu uso comercial. Parte do resíduo poderá, por exemplo, ser transformada em energia, gerando economia para os portos ou mesmo receita extra.

Em cada porto, os pesquisadores do PPE/Coppe/UFRJ contarão com a ajuda de profissionais locais, por meio de uma Rede de Competências, que está sendo estabelecida com Universidades Federais ou Estaduais, Institutos Federais de Pesquisas e consultorias especializadas. Em Maceió, o convênio será com a universidade federal.

"Nesta etapa, organizamos o trabalho e iniciamos a coleta, já com a equipe local. Os dados serão enviados para o centro de coleta e tratamento. Aplicaremos então modelos matemático-estatísticos e iremos gerar indicadores de cada porto. Até abril, todos os portos terão iniciado o programa", explicou Aurélio Murta, um dos coordenadores do programa.

Para o diretor da SEP, Antonio Maurício Ferreira Netto, o trabalho traz ganhos diversos para o país, que passa a tratar seus resíduos adequadamente e oferece às universidades possibilidade de novos conhecimentos, que certamente trarão desdobramentos científicos relevantes.

Segundo Marcos Freitas, coordenador do PPE/Coppe/UFRJ este trabalho identificará todos os resíduos e efluentes gerados nos portos e indicará as boas práticas para a sua gestão, elevando o Brasil a um padrão internacional no cumprimento de normas nas áreas de meio ambiente e vigilância sanitária e agropecuária.

O programa fará três tipos de diagnóstico: resíduos sólidos; efluentes líquidos e fauna sinantrópica nociva (pombos, ratos, insetos e outros animais). Os resíduos incluem desde alimentos dos navios de passageiros à acúmulo de grãos resultante das operações portuárias ou mesmo papel descartado pelas empresas. Efluentes líquidos contemplam, entre outros, esgoto e óleo combustível. Já a fauna é classificada de duas formas: fauna sinantrópica: espécies animais que se adaptaram a viver junto ao homem, a despeito da vontade deste; e fauna sinantrópica Nociva: fauna que interage de forma negativa com a população humana, com risco à saúde pública.

O diagnóstico contempla ainda os seguintes portos: Porto de Vila do Conde e Porto de Belém/PA; Porto de Itaqui/MA;  Porto de Salvador, Porto de Aratu e Porto de Ilhéus/BA; Porto de Vitória/ES; Porto do Rio de Janeiro e Porto de Itaguaí/RJ; Porto de São Sebastião e Porto de Santos/SP; Porto de São Francisco do Sul, Porto de Itajaí e Porto de Imbituba/SC; Porto de Paranaguá/PR e Porto de Rio Grande/RS.
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