O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, assinou na segunda-feira (26/02) um decreto que converte quatro grupos petroleiros que operam na Faixa do Orinoco em empresas mistas, sob o controle acionário do Estado.
Da redação
27/02/2007 00:00
Visualizações:
472
A mudança atinge os grupos Petrozuata, Ameriven, Cerro Negro e Sincor, mas envolve multinacionais do petróleo como Total, Statoil, ConocoPhillips, Chevron, Exxon-Mobil e BP. O decreto estipula um prazo de quatro meses para as empresas negociarem a transformação com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), e mais dois meses para sua aprovação na Assembléia Nacional venezuelana. Desde a sua reeleição, em dezembro último, Hugo Chávez vinha anunciando que adotaria a medida. As empresas devem negociar com a PDVSA de modo que o Estado venezuelano passe a ter o controle de no mínimo 60% das ações. Em pronunciamento feito em Caracas, Chávez anunciou que no próximo dia 1º de maio a Venezuela estará ocupando os campos do Orinoco, e que não é sua intenção expulsar as empresas estrangeiras do local, apenas que sejam minoritárias. Três dias antes, o presidente venezuelano reuniu-se com o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, para revisar acordos vigentes entre os dois países dentro da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba). Entre os acordos está o que prevê o fornecimento de petróleo venezuelano em condições especiais à Nicarágua. A Alba é uma resposta de Chávez à Área de Livre-Comércio das Américas (Alca), promovida pelos Estados Unidos.
Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a
usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa
política de privacidade, termos de uso
e cookies.