Biocombustível

CGTEE testa biodiesel na termoelétrica de Candiota

Mamona cultivada por pequenos agricultores será usada na produção do biocombustível. A Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), uma das empresas do grupo Eletrobrás, deve concluir em cerca de trinta dias os testes com o biodiesel na termoelétrica Candiota, no Rio Grande do

Gazeta Mercantil
16/11/2006 00:00
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Mamona cultivada por pequenos agricultores será usada na produção do biocombustível. A Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), uma das empresas do grupo Eletrobrás, deve concluir em cerca de trinta dias os testes com o biodiesel na termoelétrica Candiota, no Rio Grande do Sul. A usina, com capacidade de 446 megawatts (MW), utiliza óleo numa mistura com furol (combustível altamente poluente) nos geradores, para o arranque necessário que possibilita a queima do carvão.

 

O biodiesel que substituirá o carvão é produzido de sementes oleaginosas cultivadas por agricultores da região. Nessa etapa de testes, a CGTEE adquiriu da Petrobras através de licitação, cerca de 30 mil litros de biodiesel. "Estamos esperando apenas a autorização da Agência Nacional do Petróleo, para oficializarmos a compra", afirmou o assistente da presidência, Carlos Roberto Hebeche.

 

Os estudos para a substituição do combustível, começaram há um ano com o B-100 ( biodiesel in natura) e a meta é substituir aos poucos, os 22 milhões de litros consumidos anualmente. Logo depois dos testes e com a entrada em operação, já com o biodiesel, a Biopampa - empresa regional que fica há 30 quilômetros da usinas - ficará encarregada do abastecimento.

 

A cultura escolhida para a produção do biodiesel na região, foi a mamona porque o custo de produção é baixo, se comparado às outras culturas. Essa decisão envolveu também o lado social. "Vamos beneficiar numa primeira etapa, cerca de 4.500 famílias. Cada uma delas vai utilizar em torno de 7 hectares para o plantio da mamona", informou Hebeche, acrescentando que o foco é o mesmo do Programa Nacional de Biodiesel do governo federal, que tem como metas a inclusão social e o desenvolvimento regional .

 

A expectativa da Eletrobrás e da CGTEE, é que com a expansão da capacidade da térmica, conhecida como Fase C, cuja previsão para ser concluída é no final de 2009, o número de famílias envolvidas na produção da matéria-prima para o biodiesel seja dobrado.

Ainda no Sul do País, outra empresa controlada pela Eletrobrás, a Eletrosul, já assinou convênio com a Fundação de Desenvolvimento, Educação e Pesquisa da Região Celeiro (Fundep) para pesquisas sobre o uso do biodiesel em 63 municípios gaúchos. O convênio, que terá recursos da ordem de R$ 1 milhão, prevê a elaboração de um diagnóstico da cadeia de produção do insumo e seus subprodutos na região noroeste do Rio Grande do Sul. Também será a mamona a matéria-prima usada nas pesquisas.

 

Na região Norte, a Eletronorte já desenvolve projeto piloto em áreas que estão fora do Sistema Interligado Nacional (SIN). Em Rio Branco (AC), numa parceria com o governo estadual, e universidades está instalando uma usina de biodiesel. A capacidade de produção diária será de dois mil litros.

 

Na fase de comissionamento (teste para o início da operação comercial) a termelétrica será abastecida com o novo combustível, cuja matéria-prima será a mamona, o buriti e as palmeiras de murumuru e ouricuri.

 

A partir de janeiro de 2008, serão misturados 2% do biodiesel a todo óleo diesel comercializado no País. Até 2013, 5%, formando o chamado B5. Para misturar 2% do biodiesel ao óleo diesel, no próximo, o governo terá de ter disponível pelo menos 840 milhões de litros do biocombustível.

 

Fonte: Gazeta Mercantil

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