Sísmica

CGGVeritas e PGS Investigações Petrolíferas pesquisam petróleo na costa brasileira

<p>Cinco navios est&atilde;o na Costa Leste do Brasil realizando campanhas de aquisi&ccedil;&atilde;o de dados s&iacute;smicos. Tr&ecirc;s deles est&atilde;o na Bacia de Campos fazendo levantamentos exclusivos 4D para a Petrobras e os outros dois navios realizam campanhas multiclientes na Bacia de

Geofísica Brasil
21/09/2011 07:57
CGGVeritas e PGS Investigações Petrolíferas pesquisam petróleo na costa brasileira Visualizações: 1879

Cinco navios estão na Costa Leste do Brasil realizando campanhas de aquisição de dados sísmicos. Três deles estão na Bacia de Campos fazendo levantamentos exclusivos 4D para a Petrobras, visando o desenvolvimento da produção. Duas embarcações realizam campanhas multiclientes na Bacia de Santos visando obter dados sobre as áreas do pré-sal.

Ainda não se configura um novo boom exploratório, como ocorreu no início dos anos 2000, já que apenas duas empresas (CGGVeritas e PGS Investigações Petrolíferas) estão fazendo levantamentos de dados sísmicos em áreas de fronteira exploratória. Os projetos multiclientes (também chamados especulativos ou spec) na Bacia de Santos visam aumentar o conhecimento das áreas que deverão ser oferecidas para licitação na 12ª Rodada da ANP, a primeira prevista para oferecer blocos do pré-sal e que deverá acontecer no final de 2012 ou no início de 2013.

O NPS Symphony, da CGGVeritas, está ao Sul de Cabo Frio (RJ) fazendo um levantamento sísmico multicliente (spec), em torno da área do campo de Libra no pré-sal da Bacia de Santos. Ele está rebocando 10 cabos com 3 milhas náuticas (5.556 metros) de comprimento.

Outro que também faz um levantamento spec na Bacia de Santos é o Ramform Valiant, da PGS. O barco está ao Sul de Sepetiba (RJ), rebocando 14 cabos sísmicos com 8.100 m de comprimento.

O Western Monarch, da Schlumberger/WesternGeco, realiza uma campanha de aquisição de dados exclusivos para a Petrobras, à Leste do Cabo de São Tomé, na Bacia de Campos, em frente ao litoral do Espírito Santo. Ele está rebocando (número não informado) cabos com 3 milhas náuticas (5.556 metros) de comprimento.

O navio WG Cook, também da Schlumberger/WesternGeco, está fazendo um levantamento não exclusivo, em parceria com a Petrobras, na Bacia de Santos, ao Sul do Rio de Janeiro. Está rebocando 12 cabos sísmicos com 5 milhas náuticas (9.260 metros) de comprimento.

O navio Ramform Sovereign, da PGS, está ao Sul de Maricá (RJ) na Bacia de Santos, está à serviço da Petrobras para fazer levantamentos exclusivos 3D/4D visando o desenvolvimento da produção. Ele está rebocando 14 cabos sísmicos com 8.100 m de comprimento.

As informações sobre o posicionamento dos navios e os cabos sísmicos foram obtidas no site da Diretoria de Hidronavegação da Marinha do Brasil.


Momento de expectativa

Para o gerente geral da TGS no Brasil, Mario Kieling, o momento é muito bom para a indústria sísmica e a presença de cinco navios de pesquisa demonstra que existe a expectativa das empresas de geofísica de que as rodadas de licitação da ANP vão acontecer. Segundo Kieling, este é o momento adequado para se dar início aos projetos multiclientes visando a 12ª Rodada, a primeira que será realizada com blocos do pré-sal, no final de 2012 ou no início de 2013.

"As empresas ficam em torno de seis ou sete meses adquirindo dados não exclusivos, depois levam mais de um ano processando tudo. Para ficar com o trabalho pronto antes do bid, então esta é a hora certa de se começar," resumiu Kieling.

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