Porto

Cetesb aprova recuperação ambiental de terminal da BTP

Considerado um dos maiores passivos ambientais do estado de São Paulo, o terreno situado à margem direita do Porto de Santos e que abrigava o Lixão da Alemoa, foi totalmente remediado. Durante o processo de limpeza, foram transportados para o maior aterro sanitário do Bra

A Tribuna
20/07/2012 12:13
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Depois de aproximadamente 30 meses de obras, o trabalho de recuperação ambiental do terreno onde estão sendo construídas as instalações da Brasil Terminal Portuário (BTP), na Alemoa, recebeu o parecer técnico da Cetesb, que avaliou como atingidas as metas estabelecidas entre as partes.

Considerado um dos maiores passivos ambientais do estado de São Paulo, o terreno situado à margem direita do Porto de Santos e que abrigava o Lixão da Alemoa, foi totalmente remediado - como é chamado o processo de recuperação - pela BTP.

Quando deu início aos trabalhos no local, a empresa acreditava que seria necessário retirar um total de 670 mil toneladas de resíduos de solo contaminados. No entanto, durante o processo de limpeza, foram transportados para o maior aterro sanitário do Brasil, em Caieiras, no interior do estado, mais de 711 mil toneladas de resíduos contaminados.

O tamanho exato de terreno remediado é de 340 mil metros quadrados. Ao longo dos meses de recuperação, a BTP contou com a parceria de outras quatro empresas especializadas. Enquanto as execuções ficavam sob a responsabilidade da Andrade Gutierrez, Essencis Soluções Ambientais e Dec do Brasil, o gerenciamento foi realizado pela Waterloo Brasil.

A BTP ocupará uma área total de cerca de 490 mil metros quadrados, incluindo as obras sobre água.

O parecer positivo do órgão ambiental deixou o diretor-presidente da companhia, Henry Robinson, entusiasmado. “Essa avaliação muito nos orgulha, pois corrobora a seriedade e empenho dedicados em todas as etapas do trabalho e o comprometimento com a meta de atingir 100% de remediação ambiental da área portuária contaminada”, disse.


Investimento

Ainda de acordo com Robinson, para chegar ao resultado final a empresa precisou investir cerca de R$ 260 milhões apenas na remediação do terreno. A partir de agora, o foco da empresa é de acompanhar as águas subterrâneas para garantir a efetividade do processo de remediação.

E para que isso ocorra, o diretor revela que poços de monitoramento estão sendo instalados. “No total, uma malha de mais de 50 poços estará aferindo permanentemente o resultado, com a emissão de relatórios regulares para a Cetesb”.

Com a conclusão dos trabalhos de remediação, a BTP segue investindo na construção do seu terminal multiuso de movimentação de contêine-res e granéis líquidos. Ao todo a empresa injetará R$1,8 bilhão investidos no empreendimento, que tem o início de suas operações previstos para o primeiro trimestre de 2013.

O terminal contará com oito portêineres - que transportam a carga entre o cais e o navio - e 26 transtêineres, para a utilização nos pátios. O navio que carrega o primeiro lote desses equipamentos já saiu de Shangai, na China, e segue com destino ao Brasil. A chegada ao Porto de Santos está prevista para a primeira quinzena de agosto.

O cais do terminal da BTP, que terá 1.108 metros de extensão, já teve 100% de suas estacas cravadas. Ao todo, foram prendidas cerca de 2.500 estacas. Com isso, o píer de atracação está com sua primeira fase concluída. A previsão é que, na entrega da fase inicial do terminal, estejam prontos 800 metros do costado.

A estimativa é de que 1.200 funcionários atuem no terminal quando a instalação estiver em plena atividade. Atualmente, 2.600 funcionários participam da construção do terminal, a cargo da Andrade Gutierrez.

Quando totalmente implantada, o empreendimento da BTP poderá operar 1,4 milhão de toneladas de granéis líquidos e1,2 milhão de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano, aumentando em cerca de 30% a capacidade de movimentação de contêineres do porto.
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