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Agroenergia

Cenário positivo para biocombustível

14/10/2009 | 10h08

O cenário para os biocombustíveis poderá mudar a partir de 2010, com a recuperação da economia global e a maior disposição dos países desenvolvidos em discutir as mudanças climáticas. "Hoje a produção está concentrada nos EUA e no Brasil, mas há incentivos dos países desenvolvidos de estimularem a produção de biocombustíveis na África, que tem um clima muito parecido com o do Brasil", afirmou Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBI).

 

Estudo feito por Pires e Rafael Schechtman, também do CBI, mostra que a concentração da produção de biocombustíveis tende a diminuir, uma vez que muitos países têm estimulado o uso de biocombustíveis devido à questão ambiental. Um objetivo comum a todos os governos é a redução de emissão dos gases de efeito estufa e segurança energética, com diversificação das fontes. A Unica (União da Indústria da Cana-de-açúcar) divulga hoje esse estudo, em Brasília, no seminário organizado pela entidade.

 

Entre 2000 e 2008, a produção de etanol registrou alta de 18,6% por ano, em média, e a de biodiesel, 37,3%. A oferta global de etanol alcançou 67 bilhões de litros em 2008 e a de biodiesel 12 bilhões. Esses volumes equivalem a a cerca de 920 mil barris/dia de petróleo, ou 1,1% da produção mundial do combustível fóssil.

 

EUA e Brasil representam, juntos, quase 90% da produção mundial de etanol. Com relação ao biodiesel, o destaque é a Alemanha, cuja produção de 2,2 bilhões de litros representou 18% da produção mundial em 2008. A produção de biodiesel tem sido dominada pela União Europeia (UE), que responde por dois terços da oferta global.

 

De acordo com Pires, o Brasil deverá conduzir o processo, inclusive com a transferência de tecnologia agrícola e industrial.

 

Pires observa em seu estudo que boa parte dos países produtores de biocombustíveis se valem de políticas públicas, com apoio financeiro na forma de isenção ou redução de tributos ou de concessão de subsídios, e de cotas para estimular a produção local. Muitos também impõem restrições comerciais na forma de tarifas aduaneiras às importações.

 

"A questão ambiental deverá movimentar o setor. Isto não quer dizer que os biocombustíveis substituirão a gasolina e que o Brasil será a Arábia Saudita do etanol, mas a maior produção será uma alternativa ao combustível fóssil", disse Pires. "O mundo está se recuperando. Em 2010, veremos um novo ciclo de crescimento econômico."

 

Um ponto importante levantado no estudo é que, em muitos países, os biocombustíveis, como a maioria das novas fontes alternativas, têm custo significativamente maior do que o dos derivados de petróleo, o que justifica em parte os incentivos dados.

 



Fonte: Valor Econômico
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