Economia
Valorização do real frente ao dólar contribuiu para alívio das perdas.
Valor EconômicoA valorização do real frente ao dólar no segundo trimestre deve contribuir para um alívio das perdas da Petrobras causadas pela defasagem do preço dos combustíveis no período.
A avaliação é de casas de análises com relação às estimativas para o resultado da petroleira entre abril e junho, cujos números serão divulgados na noite de hoje, após o fechamento do mercado.
A média entre as projeções de seis corretoras ou bancos de investimentos - Morgan Stanley, Bradesco, HSBC, Credit Suisse, Itaú BBA e BTG Pactual - obtidas pelo Valor indica um crescimento de 7,76% do lucro líquido da estatal no segundo trimestre frente a igual intervalo de 2013, totalizando R$ 6,682 bilhões.
A previsão mais otimista é do Itaú BBA (R$ 7,287 bilhões), enquanto a mais baixa é do Credit Suisse (R$ 5,8 bilhões).
Na mesma base comparativa, porém, os analistas estimam uma queda de 4,83% do lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês), para R$ 17,2 bilhões.
Enquanto o BTG Pactual prevê R$ 17,6 bilhões (a estimativa mais alta), o banco suíço tem expectativa de R$ 16,7 bilhões, a mais baixa entre as projeções compiladas pelo Valor.
Com relação à receita, os analistas preveem uma cifra entre R$ 80,7 bilhões (HSBC) e R$ 83,5 bilhões (BTG Pactual). O consenso entre as seis casas de análise indica um crescimento de 11,57%, alcançando R$ 82,147 bilhões, contra os R$ 73,6 bilhões reportados pela petroleira no segundo trimestre do ano passado.
"No downstream [refino e abastecimento], enquanto não houve um aumento dos preços [dos combustíveis] no trimestre, o real mais forte deve contribuir para um melhor resultado", diz o Morgan Stanley, em relatório enviado para clientes.
Dado o impacto das perdas causadas pela defasagem de preços, e a pouca disposição do governo de criar um mecanismo de repasse automático da variação do petróleo no mercado internacional para o mercado interno, os analisas têm avaliado mais intensamente as pesquisas de intenção de voto nas eleições de outubro do que os números propriamente ditos da estatal.
O comportamento da economia também afeta a empresa, como observaram os analistas do Credit Suisse, ao considerarem positivo para a Petrobras a queda das vendas de automóveis no país.
"Para a Petrobras, um mercado de combustíveis mais fraco é marginalmente positivo no curto e médio prazos, já que diminui marginalmente a quantidade de gasolina e diesel importados, que atualmente são deficitários para a empresa", afirmaram os analistas Vinicius Canheu e André Sobreira, do Credit Suisse.
Ao projetar o resultado da Petrobras que será divulgado amanhã, o Bradesco pondera que o segundo trimestre deve ser similar ao primeiro, excluídos fatores não recorrentes, como o programa de incentivo às demissões, para o qual foram provisionados R$ 2,4 bilhões nos primeiros três meses deste ano.
Em relatório do analista Auro Rozenbaum, o Bradesco destaca que o comportamento dos preços dos combustíveis e do câmbio têm impactado positivamente a Petrobras, reduzindo a defasagem de preços e o que ele chama de "as grandes perdas" observadas ao longo dos últimos três anos.
A influência do dólar se dá pela valorização de 5,7% do real em relação à moeda americana e pelo preço do petróleo brent, que aumentou 1,7%.
Rozenbaum estima perdas de R$ 4,9 bilhões para a Petrobras com importações no trimestre, que, apesar de elevadas, são menores que os R$ 6,3 bilhões verificados entre janeiro e março. Pelos cálculos do Bradesco, os atuais preços do diesel estão equiparados aos do mercado internacional, enquanto na gasolina a defasagem é de 12%. "Se estes números persistirem, irão trazer impacto positivo significativo para os resultados da Petrobras em 2014", avalia.
O Bradesco prevê queda de 0,9% nas vendas da Petrobras no trimestre, impulsionadas principalmente pelo menor volume de vendas de energia elétrica e pelo impacto negativo da taxa de câmbio.
Esses dois fatores negativos podem ser parcialmente compensados por um aumento de 1,7% das vendas de combustíveis (apesar da queda de 1,2% no preço médio de realização) e aumento das exportações de petróleo bruto.
Apesar de a companhia não ter praticado reajuste da gasolina e diesel, o Bradesco estima queda de 7% no preço da nafta e de 5% no querosene de aviação.
Já na linha de comercialização, a previsão é de aumento de 5,3% nas vendas de diesel, de 2% nas de gasolina e 6% nas de GLP, enquanto na ponta contrária são estimadas reduções de 5,5% nas vendas de óleo combustível e de 13,5% nas de nafta.
no segundo trimestre deve contribuir para um alívio das perdas da Petrobras causadas pela defasagem do preço dos combustíveis no período.
A avaliação é de casas de análises com relação às estimativas para o resultado da petroleira entre abril e junho, cujos números serão divulgados na noite de hoje, após o fechamento do mercado.
A média entre as projeções de seis corretoras ou bancos de investimentos - Morgan Stanley, Bradesco, HSBC, Credit Suisse, Itaú BBA e BTG Pactual - obtidas pelo Valor indica um crescimento de 7,76% do lucro líquido da estatal no segundo trimestre frente a igual intervalo de 2013, totalizando R$ 6,682 bilhões.
A previsão mais otimista é do Itaú BBA (R$ 7,287 bilhões), enquanto a mais baixa é do Credit Suisse (R$ 5,8 bilhões).
Na mesma base comparativa, porém, os analistas estimam uma queda de 4,83% do lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês), para R$ 17,2 bilhões.
Enquanto o BTG Pactual prevê R$ 17,6 bilhões (a estimativa mais alta), o banco suíço tem expectativa de R$ 16,7 bilhões, a mais baixa entre as projeções compiladas pelo Valor.
Com relação à receita, os analistas preveem uma cifra entre R$ 80,7 bilhões (HSBC) e R$ 83,5 bilhões (BTG Pactual). O consenso entre as seis casas de análise indica um crescimento de 11,57%, alcançando R$ 82,147 bilhões, contra os R$ 73,6 bilhões reportados pela petroleira no segundo trimestre do ano passado.
"No downstream [refino e abastecimento], enquanto não houve um aumento dos preços [dos combustíveis] no trimestre, o real mais forte deve contribuir para um melhor resultado", diz o Morgan Stanley, em relatório enviado para clientes.
Dado o impacto das perdas causadas pela defasagem de preços, e a pouca disposição do governo de criar um mecanismo de repasse automático da variação do petróleo no mercado internacional para o mercado interno, os analisas têm avaliado mais intensamente as pesquisas de intenção de voto nas eleições de outubro do que os números propriamente ditos da estatal.
O comportamento da economia também afeta a empresa, como observaram os analistas do Credit Suisse, ao considerarem positivo para a Petrobras a queda das vendas de automóveis no país.
"Para a Petrobras, um mercado de combustíveis mais fraco é marginalmente positivo no curto e médio prazos, já que diminui marginalmente a quantidade de gasolina e diesel importados, que atualmente são deficitários para a empresa", afirmaram os analistas Vinicius Canheu e André Sobreira, do Credit Suisse.
Ao projetar o resultado da Petrobras que será divulgado amanhã, o Bradesco pondera que o segundo trimestre deve ser similar ao primeiro, excluídos fatores não recorrentes, como o programa de incentivo às demissões, para o qual foram provisionados R$ 2,4 bilhões nos primeiros três meses deste ano.
Em relatório do analista Auro Rozenbaum, o Bradesco destaca que o comportamento dos preços dos combustíveis e do câmbio têm impactado positivamente a Petrobras, reduzindo a defasagem de preços e o que ele chama de "as grandes perdas" observadas ao longo dos últimos três anos.
A influência do dólar se dá pela valorização de 5,7% do real em relação à moeda americana e pelo preço do petróleo brent, que aumentou 1,7%.
Rozenbaum estima perdas de R$ 4,9 bilhões para a Petrobras com importações no trimestre, que, apesar de elevadas, são menores que os R$ 6,3 bilhões verificados entre janeiro e março. Pelos cálculos do Bradesco, os atuais preços do diesel estão equiparados aos do mercado internacional, enquanto na gasolina a defasagem é de 12%. "Se estes números persistirem, irão trazer impacto positivo significativo para os resultados da Petrobras em 2014", avalia.
O Bradesco prevê queda de 0,9% nas vendas da Petrobras no trimestre, impulsionadas principalmente pelo menor volume de vendas de energia elétrica e pelo impacto negativo da taxa de câmbio.
Esses dois fatores negativos podem ser parcialmente compensados por um aumento de 1,7% das vendas de combustíveis (apesar da queda de 1,2% no preço médio de realização) e aumento das exportações de petróleo bruto.
Apesar de a companhia não ter praticado reajuste da gasolina e diesel, o Bradesco estima queda de 7% no preço da nafta e de 5% no querosene de aviação.
Já na linha de comercialização, a previsão é de aumento de 5,3% nas vendas de diesel, de 2% nas de gasolina e 6% nas de GLP, enquanto na ponta contrária são estimadas reduções de 5,5% nas vendas de óleo combustível e de 13,5% nas de nafta.
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