Petroquímica

Braskem vai comprar nafta da PDVSA e avança em projeto conjunto com a Pequiven

Braskem passará a comprar cerca de 15% do seu consumo de nafta da PDVSA e acelera a parceria com a Pequiven para construção de unidade de polipropileno na Venezuela.

Redação
16/12/2005 00:00
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A Braskem assinou, nesta sexta-feira (16/12), um contrato com a PDVSA pelo qual a companhia petrolífera estatal da Venezuela passará a ser sua fornecedora regular de nafta a partir de fevereiro de 2006. O acordo fixa em 25 mil a 35 mil toneladas o volume de nafta a ser fornecido mensalmente pela empresa venezuelana, podendo atingir o limite de até 50 mil t. Anualmente o fornecimento máximo chegaria a 600 mil toneladas, o que representa cerca de 15% da atual demanda da Braskem por nafta no período.

“O acesso a matéria-prima de boa qualidade e em condições competitivas é essencial no setor petroquímico e a Venezuela possui as maiores reservas de petróleo da América Latina”, diz José Carlos Grubisich, presidente da Braskem. “Esse contrato é um marco para a consolidação de um relacionamento de longo prazo com a PDVSA”, acrescenta Grubisich.

Segundo informa a assessoria da Braskem, a empresa terá mais agilidade flexibilidade na gestão de suprimentos em função da proximidade do fornecedor, a PDVSA. Antes deste contrato a empresa adquiria parte de nafta necessária para suas operaçãoes de fornecedores internacionais, provenientes da Argélia e da Líbia, entre a outros, além de manter um contrato com a Petrobras para adquirir de seu fornecedor local cerca de 60% a 70% do volume de nafta utilizado na indústria.  

O contrato, assinado em Suape (PE) na presença dos presidentes do Brasil e da Venezuela, Luís Inácio Lula da Silva e Hugo Chavez, durante a cerimônia do lançamento da pedra fundamental da Refinaria de Pernambuco, compartilhada pela PDVSA e pela Petrobras.

No mesmo evento, a Braskem e a Pequiven, o braço petroquímico da PDVSA, avançaram no acordo assinado em junho, para a instalação de uma unidade de polipropileno na Venezuela, com capacidade para produzir 400 mil t/ano e previsão de começar a operar em 2008. Depois que os estudos preliminares concluíram pela viabilidade técnica e econômica do projeto, as empresas firmaram agora um novo acordo para acelerar o detalhamento desses estudos e fixaram um cronograma para a implementação da parceria.

Segundo informa a empresa, o projeto é parte integrante da estratégia da Braskem de consolidar sua liderança no mercado de polipropileno na região e é atraente para ambas as partes devido às suas condições extremamente privilegiadas. "Escala de produção mundial, acesso à matéria-prima competitiva – propeno a ser fornecido pela PDVSA - e tecnologia de classe mundial aportada pela Braskem são algumas dessas características que, combinadas, vão assegurar importantes vantagens competitivas ao empreendimento", especifica a empresa.

“A nova unidade industrial ocupará uma posição geopolítica estratégica e deverá suprir o mercado local e regional de polipropileno, além de se tornar uma plataforma de exportação para outros mercados”, afirma Grubisich. O investimento a ser feito na nova planta está estimado em US$ 250 milhões.

Pelo acordo assinado hoje, a modelagem societária do projeto será concluída até julho do próximo ano e a constituição da joint venture entre a Braskem e a Pequiven deverá ocorrer até o final de 2006.

A associação contempla a identificação e análise de outras oportunidades de negócios conjuntos na Venezuela que criem valor para as empresas parceiras. “A implementação da unidade de polipropileno pode se tornar o marco inicial do processo de internacionalização da Braskem”, diz Grubisich.

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