Petroquímica

Braskem anuncia lucro de R$ 677 milhões em 2005

Os investimentos realizados em 2005 praticamente dobraram em relação ao ano anterior, passando de R$ 374 milhões para R$ 717 milhões. Para o futuro empresa aposta em parcerias com Petroquisa, ampliação de unidades no Brasil e construção de novas unidades na Venezuela e Bolívia.

Redação
08/02/2006 00:00
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A Braskem apresentou importantes avanços estratégicos e evoluiu de maneira consistente em seus resultados operacionais em 2005. O lucro líquido alcançado no exercício foi de R$ 677 milhões, em linha com o lucro de R$ 691 milhões obtido em 2004.O resultado do EBITDA no quarto trimestre refletiu expressivo progresso em relação ao trimestre anterior, partindo de R$ 353 milhões para R$ 480 milhões.

“Em 2005, a Braskem produziu e vendeu mais, aumentou fortemente as exportações, manteve EBITDA e lucro em patamares elevados e investiu quase o dobro de 2004, mesmo em um contexto desfavorável de altos preços da nafta e de apreciação do real”, afirma José Carlos Grubisich, presidente da empresa. “Essa performance reforçou ainda mais os principais fundamentos do nosso posicionamento estratégico, que são a liderança de mercado, competitividade em custos e autonomia tecnológica, tornando a Braskem mais bem preparada para acelerar seus programas de crescimento e seu processo de internacionalização”, explica.

Os investimentos realizados em 2005 praticamente dobraram em relação ao ano anterior, passando de R$ 374 milhões para R$ 717 milhões. “De acordo com o plano de negócios para 2006, a Braskem vai investir mais R$ 900 milhões ao longo deste ano, quase triplicando o montante aplicado em apenas dois anos”, diz Grubisich. “É uma clara demonstração da confiança da empresa no desenvolvimento do país e do mercado de resinas termoplásticas”, acrescenta.

Nesse contexto, a Braskem está implementando em parceria com a Petroquisa uma nova unidade industrial em Paulínia (SP0, com capacidade para produzir até 350 mil toneladas anuais de polipropileno. Também está ampliando a capacidade de produção de polietileno e isopreno em Camaçari (BA), assim como do seu parque de tancagem de matérias-primas.

Adicionalmente, a empresa tem projetos para a construção de novas unidades industriais na Venezuela e Bolívia, com acesso a matérias-primas competitivas. Vale destacar ainda o investimento de R$ 130 milhões a ser feito no programa Fórmula Braskem, que prevê a implantação de um novo sistema integrado de gestão ainda em 2006, e deverá proporcionar ganhos anuais estimados em R$ 150 milhões.

No que se refere à produtividade, os níveis de ocupação de capacidade produtiva em 2005 permaneceram elevados, superando 91% em todas as unidades industriais da Braskem.  Esse desempenho contribuiu para um incremento de 8% nos volumes de resinas termoplásticas comercializadas pela empresa nos mercados doméstico e externo em relação a 2004. As exportações registraram um crescimento de 35%, evoluindo de US$ 710 milhões para US$ 959 milhões.

Mesmo com a forte valorização do real verificada em 2005, a Braskem apurou receita líquida de R$ 11,6 bilhões em 2005, o que traduz um aumento de 5% em relação ao ano anterior. "Quando expressa em dólares, a receita líquida cresceu 26%, alcançando US$ 4,8 bilhões", ressalta a empresa em nota.

O EBITDA da Braskem totalizou R$ 2,1 bilhões em 2005, o equivalente a US$ 850 milhões, praticamente em linha com o EBITDA em dólar obtido em 2004.

A margem EBITDA ficou em 18%, frente aos 23% alcançados no ano anterior.

"A Braskem confirmou seu compromisso com a disciplina de capital e com o retorno sobre os capitais investidos. O endividamento da companhia em reais foi reduzido em 27%, para R$ 2,8 bilhões em dezembro de 2005, o seu prazo médio foi alongado para 11 anos, e a relação entre a dívida líquida e o EBITDA recuou de 1,52 para 1,36 no exercício. A classificação de risco da empresa em escala mundial e moeda estrangeira, medida pela S&P, evoluiu de BB – para BB + e encerrou o ano em posição melhor que a do Brasil", se lê no comunicado enviado à imprensa.

No final do exercício, a Braskem contava com um saldo de caixa e de aplicações financeiras de R$ 2,2 bilhões, equivalente a cerca de US$ 1,0 bilhão, o que proporciona à Companhia a flexibilidade operacional e financeira necessária para movimentos estratégicos previstos em seus planos de crescimento.

 Em 2005, prosseguiu em ritmo acelerado a implementação do programa, voltado à excelência operacional e melhoria de produtividade, o que permite à empresa prever que a captura total dos ganhos, estimados em R$ 420 milhões em bases anualizadas e recorrentes, deverá ser antecipada já para o final de 2006. Até dezembro passado, a Braskem alcançou ganhos anualizados de R$ 256 milhões, 51% a mais do que meta para essa etapa.

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