Economia

Brasil vai adotar salvaguardas para garantir competitividade dos produtos nacionais

De acordo com a presidenta Dilma, os negociadores brasileiros irão a todas as instâncias possíveis para assegurar a competitividade dos produtos nacionais. Ela condenou medidas protecionistas, adotadas por alguns países ricos, e a desvalorização da moeda para beneficiar a produção local, com

Agência Brasil
03/04/2012 18:08
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A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (3), durante discurso na Cerimônia de anúncio de novas medidas do Plano Brasil Maior e instalação dos Conselhos Setoriais de Competitividade, que o Brasil vai redobrar os esforços para garantir as exportações indicando que os negociadores brasileiros irão a todas as instâncias possíveis para assegurar a competitividade dos produtos nacionais. A presidenta condenou medidas protecionistas, adotadas por alguns países ricos, e a desvalorização da moeda para beneficiar a produção local, como fazem os chineses.

Dilma adiantou que o governo vai adotar “todas as salvaguardas possíveis” que assegurem a competitividade dos produtos nacionais no exterior. Segundo ela, é fundamental a defesa de um mercado mais equilibrado e justo por meio de boas práticas.

“Nós também temos de lutar contra a concorrência predatória e desleal, contra o dumping, contra práticas protecionistas ilegítimas e diante disso vamos agir com firmeza nos organismos internacionais e adotar todas as salvaguardas possíveis para defender nossas empresas, nossos empregos e a renda dos nossos trabalhadores”, disse a presidenta, no lançamento de medidas de estímulo à indústria e incentivo à economia, no Palácio do Planalto.

Em seguida, Dilma reiterou que, apesar da insatisfação gerada por ações inadequadas de alguns países, está garantido o cumprimento de acordos internacionais. “Vamos agir sempre dentro das normas internacionais”, disse. “Mas vamos continuar a exigir que novas práticas, como a desvalorização da moeda, sejam condenadas como práticas competitivas predatórias”.

A presidenta reiterou ainda que decisões tomadas pelo governo, como as recentes alterações no regime automotivo brasileiro, não devem ser interpretadas como protecionismo, mas como ações de preservação do mercado interno.

“[Estava em curso] um processo de tentativa de canibalização de mercado, aqui representado algumas das maiores empresas automobilísticas do mundo, a nossa preocupação com a criação de um regime automobilístico. Não é protecionismo, mas defesa comercial que é radicalmente diferente”, disse a presidenta.

A presidenta lembrou que houve um “crescimento estarrecedor” do setor automobilístico nacional e disse que o Brasil é quarto mercado consumidor de veículos no mundo. Segundo ela, esse crescimento não é negativo. O que é condenável é a forma como alguns governos atuam para preservar os lucros e acabam prejudicando as nações concorrentes.

Dilma encerrou o discurso destacando que o “cenário [econômico] internacional é extremamente desfavorável”, mas que o governo se empenhará em buscar meios para fortalecer a indústria nacional, estimulando o que chamou de “investimento positivo” no Brasil e assegurando o mercado de trabalho.
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