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Infraestrutura

Brasil tem déficit de US$ 64 bi em obras estruturantes

11/06/2014 | 09h59

Os atuais investimentos em obras de infraestrutura não conseguem suprir todas as necessidades que o país tem de obras de rodovias, ferrovias e portos. A conclusão é da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a entidade, o déficit soma US$ 64 bilhões, e por mais que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tenha ampliado a média anual de investimentos - de US$ 2 bilhões para US$ 5 bilhões entre 2001 e 2006 - o valor não consegue suprir as demandas.

 

Essa foi a mensagem da CNI durante o Briefing Diplomático, a primeira reunião promovida com 118 diplomatas, de 78 países, em Brasília. A instituição está empenhada em apresentar às embaixadas estrangeiras, a cada seis meses, sua agenda de prioridades para as políticas públicas e, assim, se tornar fonte primária das informações enviadas às outras nações.

 

Diferentemente do Chile, por exemplo, que investe 6,2% do PIB em infraestrutura, o  Brasil investe apenas 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB) e, por isso, precisa abrir concessões públicas e melhorar o ambiente de negócios para atrair mais investimentos do setor privado nacional e estrangeiro.

 

“Vamos criar um diálogo estreito com os diferentes países para integrar mais e melhor as indústrias brasileiras”, afirmou o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

 

Aos governos estrangeiros a CNI disse que deseja uma rápida conclusão do acordo de livre comércio entre Mercosul-União Europeia, mas que quer acordos com outros países, principalmente para derrubar barreiras ao comércio. Segundo Abijaodi, a Confederação vai intensificar seus esforços por acordos contra dupla tributação e a implementação das regras de facilitar o comércio aprovadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC) em dezembro do ano passado.



Fonte: Ascom CNI
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