Internacionalização

Brasil tem de buscar globalização, diz Sobena

<P>O presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena), Armando de Senna Bittencourt, informa que, não por acaso, o tema do próximo congresso da entidade - a se realizar este mês, na Associação Comercial do Rio - será internacionalização. Cita que, na concorrência da Transpetr...

Monitor Mercantil
15/11/2006 22:00
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O presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena), Armando de Senna Bittencourt, informa que, não por acaso, o tema do próximo congresso da entidade - a se realizar este mês, na Associação Comercial do Rio - será internacionalização. Cita que, na concorrência da Transpetro, todos os estaleiros se associaram a uma empresa estrangeira para obter tecnologia mais recente.

No entanto, ele frisa que seu pensamento sobre internacionalização é uma operação de mão dupla e, nesse ponto, ele acha que, em breve, os estaleiros brasileiros, além de voltar a exportar, deverão igualmente ceder tecnologia ao exterior, comprar quotas de estaleiros estrangeiros e ampliar todo tipo de intercâmbio.

- A globalização e a internacionalização não podem ser deixadas de lado, pois nosso setor também precisa estar inserido no mercado externo. Temos de partir para fora, de diversas maneiras. Vamos aceitar a tecnologia deles mas também pensar em fazer o contrário, algum dia.

Em relação ao sobrepreço cobrado pelos estaleiros na encomenda da Transpetro, Senna Bittencourt salienta ser isso normal, tendo em vista o grande período de paralisação de operações, uma vez que os principais estaleiros não têm construído grandes navios, apenas barcos de apoio e convertido plataformas - embora essas atividades também exijam alta tecnologia.

Acrescenta que, com a paralisação das atividades, os estaleiros passaram a não saber o preço exato de seu trabalho e, assim, de forma preventiva, impõem um valor mais alto. No entanto, ele faz um alerta:

- É admissível um sobrepreço, mas tem de ser módico. Não pode ser absurdo e há formas de se averiguar isso com certa acuidade.

Para Senna Bittencourt, o Brasil já teve tecnologia de ponta, nos anos 70 e 80, e, embora atualmente defasado, tem amplas condições de competir, pois possui excelente material humano, centros universitários de primeira qualidade no Rio de Janeiro e em São Paulo e ainda o excelente tanque de provas da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

- Está faltando acertar o passo. É como um time que treina, mas não joga. Quando os contratos com os estaleiros forem assinados, em pouco tempo a tecnologia será aplicada e a construção naval irá incorporar o que de mais moderno existe no mundo. Até os preços vão cair.

Fonte: Monitor Mercantil

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