Eletricidade

Brasil pode prevenir crise energética com reservatórios reguláveis

Comitê Brasileiro de Barragens estimula o debate.

Agência Brasil
05/08/2013 09:37
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O Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB) quer estimular no país um debate técnico sobre a importância do uso múltiplo dos reservatórios das usinas hidrelétricas, disse à 'Agência Brasil' o presidente do comitê, Erton Carvalho.
Segundo ele, o CBDB defende o uso do sistema de regularização de reservatórios. Esse tipo de reservatório tem capacidade para estocagem de água nos períodos chuvosos visando a sua utilização no período de seca. “Os estudos devem contemplar a formação de reservatórios que permitam estocar água, regularizar os cursos d'água e reter água para uso posterior nos períodos de estiagem”, manifestou.
Ele observou que os 42 reservatórios existentes na bacia dos rios Paraná e Rio Grande, até Itaipu, com 820 mil quilômetros quadrados, são reservatórios de vazão. “Essa cascata tem sido utilizada para gerar energia, para controle de cheias”, disse. Os reservatórios das usinas brasileiras têm sido usados também para projetos de irrigação. Um exemplo é a Bacia do Rio São Francisco, disse Carvalho, que permitiu o desenvolvimento da produção de frutas na região. Lembrou também que nas cabeceiras do Rio São Francisco existe a manutenção de uma vazão mínima para melhorar as condições de navegação.
“No momento em que [há] água armazenada, [há] energia armazenada. Água que pode atender a outras finalidades, como o abastecimento de água à população”, observou. Depois de 2007, com o surgimento de exigências ambientais mais rigorosas, não estão sendo feitas mais no Brasil usinas hidrelétricas com reservatórios de regularização.
“As usinas que fazem barragens para gerar energia estão trabalhando no que nós chamamos  de fio d'água. A barragem não acumula água. Ela [usina] gera à medida que o rio contribui. Na cheia, gera mais; na seca, gera muito pouco porque não há água acumulada, disse.
O comitê considera que essa política, imposta pelas restrições ambientais, tem de ser reavaliada. O segundo problema é a poluição. Disse que o impacto ambiental é muito mais severo nas térmicas que utilizam combustíveis fósseis, porque elas emitem gases de efeito estufa em quantidades consideráveis. “A sociedade tem que discutir isso, com profundidade”, asseverou. Disse que a energia eólica (gerada pelos ventos) é importante para a matriz energética brasileira, mas não entra na base do sistema porque sua produção não é constante no tempo. “Ela entra para complementar essa energia de base”.
O setor elétrico brasileiro tem atualmente um dos maiores sistemas interligados do mundo, com 12 mil quilômetros de linhas de alta tensão, acima de 230 quilovolts (kV), que interliga o sistema e permite o uso otimizado dos reservatórios de todo o país. Carvalho reiterou que isso só pode ser feito com o uso dos reservatórios que “estocam água, isto é, estocam energia”, permitindo que ela possa ser transportada por esse sistema.

O Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB) quer estimular no país um debate técnico sobre a importância do uso múltiplo dos reservatórios das usinas hidrelétricas, disse à 'Agência Brasil' o presidente do comitê, Erton Carvalho.


Segundo ele, o CBDB defende o uso do sistema de regularização de reservatórios. Esse tipo de reservatório tem capacidade para estocagem de água nos períodos chuvosos visando a sua utilização no período de seca. “Os estudos devem contemplar a formação de reservatórios que permitam estocar água, regularizar os cursos d'água e reter água para uso posterior nos períodos de estiagem”, manifestou.


Ele observou que os 42 reservatórios existentes na bacia dos rios Paraná e Rio Grande, até Itaipu, com 820 mil quilômetros quadrados, são reservatórios de vazão. “Essa cascata tem sido utilizada para gerar energia, para controle de cheias”, disse. Os reservatórios das usinas brasileiras têm sido usados também para projetos de irrigação. Um exemplo é a Bacia do Rio São Francisco, disse Carvalho, que permitiu o desenvolvimento da produção de frutas na região. Lembrou também que nas cabeceiras do Rio São Francisco existe a manutenção de uma vazão mínima para melhorar as condições de navegação.


“No momento em que [há] água armazenada, [há] energia armazenada. Água que pode atender a outras finalidades, como o abastecimento de água à população”, observou. Depois de 2007, com o surgimento de exigências ambientais mais rigorosas, não estão sendo feitas mais no Brasil usinas hidrelétricas com reservatórios de regularização.


“As usinas que fazem barragens para gerar energia estão trabalhando no que nós chamamos  de fio d'água. A barragem não acumula água. Ela [usina] gera à medida que o rio contribui. Na cheia, gera mais; na seca, gera muito pouco porque não há água acumulada, disse.


O comitê considera que essa política, imposta pelas restrições ambientais, tem de ser reavaliada. O segundo problema é a poluição. Disse que o impacto ambiental é muito mais severo nas térmicas que utilizam combustíveis fósseis, porque elas emitem gases de efeito estufa em quantidades consideráveis. “A sociedade tem que discutir isso, com profundidade”, asseverou. Disse que a energia eólica (gerada pelos ventos) é importante para a matriz energética brasileira, mas não entra na base do sistema porque sua produção não é constante no tempo. “Ela entra para complementar essa energia de base”.


O setor elétrico brasileiro tem atualmente um dos maiores sistemas interligados do mundo, com 12 mil quilômetros de linhas de alta tensão, acima de 230 quilovolts (kV), que interliga o sistema e permite o uso otimizado dos reservatórios de todo o país. Carvalho reiterou que isso só pode ser feito com o uso dos reservatórios que “estocam água, isto é, estocam energia”, permitindo que ela possa ser transportada por esse sistema.

 

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