COP26

Brasil pode gerar até US$ 100 bilhões em receitas de crédito de carbono até 2030

Redação TN Petróleo/Assessoria
03/11/2021 13:55
Brasil pode gerar até US$ 100 bilhões em receitas de crédito de carbono até 2030 Imagem: Divulgação Visualizações: 1127

Em 2021, estaremos sofrendo o impacto direto das mudanças climáticas, com recordes de temperatura, aumento de desastres naturais e danos à biodiversidade em todo o mundo.

Esses sinais geram um alerta urgente e direcionam as discussões e políticas públicas em torno do combate às mudanças em curso, principalmente durante a COP26.

Nesse contexto, a ICC Brasil em parceria com a WayCarbon, maior consultoria estratégica com foco exclusivo em sustentabilidade e mudanças climáticas da AL, desenvolveu um estudo inédito sobre oportunidades para o Brasil nos mercados de carbono. Com o apoio de Suzano, Microsoft, Shell, Natura, Bayer e bp, as instituições descobriram que o potencial de geração de receita com créditos de carbono até 2030 para o Brasil seria em torno de US $ 493 milhões e US $ 100 bilhões. Isso equivaleria a 1 gigaton (1 bilhão de toneladas de CO2 equivalente) na próxima década para os setores agro, florestal e de energia.

Hoje, há um registro acumulado de mais de 14.500 projetos de crédito de carbono em todo o mundo, o que correspondeu à geração de quase 4 gigatoneladas de créditos de tCO2 até 2020.

Mercado de carbono e oportunidades para o Brasil

Os créditos de carbono são um instrumento econômico voltado para a redução dos gases de efeito estufa, que levam ao agravamento das mudanças climáticas. Esses créditos fazem parte de um mecanismo de flexibilidade, que ajuda países ou empresas que possuem metas de redução de emissões de gases de efeito estufa a alcançá-las de forma mais econômica. A cada tonelada reduzida ou não emitida desses gases, é gerado um crédito de carbono. Assim, quando um país ou empresa consegue reduzir as emissões, dependendo das metodologias envolvidas, ele recebe um crédito.

O estudo aponta que na próxima década o Brasil tem potencial para atender de 5% a 37,5% da demanda global do mercado voluntário e de 2% a 22% da demanda global do mercado regulado no âmbito da ONU . E mais ainda considerando as políticas públicas nos mecanismos do art. 6º, gerando receitas de 100 bilhões de dólares.

Dada a oportunidade de atuação nos mercados globais de carbono e a ênfase nos setores agrícola, florestal e de energia, entende-se que existe um caminho a ser seguido pelo governo brasileiro e pelo setor privado para desbloquear e aproveitar essas oportunidades de geração de renda , saúde e bem-estar social. O estudo tem mais de 10 recomendações essenciais, mas existem duas etapas principais. O primeiro é entender os mercados de carbono como o potencial para desbloquear oportunidades financeiras para planos de recuperação econômica e acelerar o crescimento sustentável da economia brasileira e o segundo é desenvolver sistemas robustos de monitoramento, relatório, verificação e redução de emissões que cobrem todos os setores produtivos do NDC Brasileiro (Contribuição Nacionalmente Determinada).

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