Lobão

Brasil não corre risco de desabastecimento de energia elétrica

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou ontem (1º) que o Brasil está preparado um aumento de demanda de energia elétrica e deve elevar o estoque de 100 mil para 150 mil megawatts nos próximos dez anos. Segundo ele, a previsão é de que os investimentos no âmbito do Programa de Ac

Agência Brasil
02/06/2009 09:22
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O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou ontem (1º) que o Brasil está preparado um aumento de demanda de energia elétrica e deve elevar o estoque de 100 mil para 150 mil megawatts nos próximos dez anos. Segundo ele, a previsão é de que os investimentos no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) aumentem de R$ 275 bilhões para R$ 300 bilhões, no período de 2007 a 2010.

 

“Não haverá racionamento [na oferta de energia elétrica] nem agora, nem nunca”, afirmou Lobão, em discurso durante a abertura da 25ª Feira Internacional da Indústria Elétrica, Energia e Automação (Fiee) e 5ª Feira Internacional da Indústria de Componentes, Subconjuntos, Equipamentos para a Produção de Componentes, Tecnologia a Laser, Optoeletrônica e Instrumentação (electronicAmericas), no Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi, em São Paulo. Lobão representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia.


 

Lobão lembrou que o racionamento adotado em 2001 não foi em decorrência da falta na geração de energia, mas de problemas na distribuição. De  lá para cá, foram feitos investimentos maciços para que o país tivesse hoje o sistema interligado de redes de energia elétrica numa extensão de 100 mil quilômetros. O ministro explicou que, no caso de ruptura em uma das regiões, o fornecimento pode, imediatamente, ser suprido por outra. Além disso, a determinação do governo é de que “não se estanquem os investimentos” no setor, salientou.

 

Pouco antes do discurso de Lobão, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Eletro e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, tinha anunciado que o setor pretende elevar a participação de seu faturamento no Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) de 4,3% para 7% em 2020, com base em um estudo estratégico encomendado à empresa LCA Consultores. Na opinião do ministro, o estudo “demonstra como se modernizou a empresa brasileira”.

 

Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, essa meta de crescimento expressivo exigirá maior e mais constante diálogo entre os empresários e o governo em torno das medidas de incentivo e dos planos de evolução tecnológica. Segundo Miguel Jorge, hoje 506 empresas contam com incentivos da Lei de Informática. Para ele, o programa de habitação Minha Casa, Minha Vida também pode  impulsionar a indústria eletro-eletrônica. Com mais moradias, aumentará o consumo de  bens produzidos pelo setor para uso doméstico, afirmou.

 

Os executivos do setor, no entanto, temem "embaraços" nas tentativas de reverter o déficit comercial. De acordo com Barbato, as exportações reduziram a participação no faturamento em torno de 22,9%, em 2002, para 14,8%, em 2008. O déficit passou de US$ 6 bilhões, em 2002, para US$ 22 bilhões, em 2008.

 

O setor de eletro-eletrônicos requer investimentos complexos, que envolvem aprimoramento de mão de obra, conforme destacou, no encontro, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. "O governo tem investido nesse setor, que é prioritário”, ressaltou Coutinho. Ele apontou, entre as medidas adotadas, os incentivos fiscais e as pesquisas de inovação tecnológica.

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