Produtividade

Brasil Mais Produtivo vai ampliar a produtividade industrial

O objetivo é aumentar em pelo menos 20% a produtividade das pequenas e médias indústrias participantes do programa.

MDIC/Portal Brasil/Redação
07/04/2016 10:54
Brasil Mais Produtivo vai ampliar a produtividade industrial Imagem: Divulgação/Armando Monteiro Visualizações: 587

De olho na melhoria de produtividade das pequenas e médias empresas do setor industrial, o governo lançou nesta quarta-feira (6) o Programa Brasil Mais Produtivo. A ideia é prestar serviços de consultoria, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), visando uma melhoria de pelo menos 20% nos processos produtivos dessas empresas.

"Há um diagnóstico, sobre o qual não há muita divergência, de que a produtividade média da indústria brasileira ainda está longe de um patamar desejado. É preciso atuar", disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro. "É um programa de baixo custo, de rápido impacto e que deve beneficiar todas as regiões do Brasil".

A estimativa do ministério é que três mil empresas sejam atendidas até o final de 2017. Elas receberão consultoria realizada por profissionais do Senai, que vão realizar diagnósticos baseados na metodologia de manufatura enxuta, que consiste na redução dos desperdícios mais comuns do processo produtivo, como superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimentos e defeitos.

O atendimento completo das consultorias terá duração de 120 horas e terá um custo total de R$ 18 mil por empresa. Desse total, R$ 15 mil será subsidiado pelo Brasil Mais Produtivo e o valor restante poderá ser pago com o Cartão BNDES.

O programa vai atender empresas de dez unidades federativas a partir do mês que vem. A meta é que o atendimento esteja disponível até o final deste ano.

“O programa vai trazer ganhos de eficiência em curto prazo para as pequenas e médias empresas participantes, atuando na dimensão microeconômica da política industrial. O programa é uma semente, uma iniciativa que pode ser ampliada, e que oferece contribuição a um desafio importante, que é melhorar o padrão médio de desempenho da indústria brasileira", disse o ministro.

São aptas a participar do programa indústrias manufatureiras de pequeno e médio porte, que tenham entre 11 e 200 empregados e, preferencialmente, estejam inseridas em Arranjos Produtivos Locais (APLs). Na primeira fase do programa, os setores elegíveis, em função de sua maior aderência à ferramenta de manufatura enxuta, são metalmecânico, vestuário e calçados, moveleiro e de alimentos e bebidas.

Empresas interessadas devem fazer a inscrição por meio de formulário a ser preenchido na internet, no site do Brasil Mais Produtivo.

Até maio de 2016, o programa será iniciado em dez Estados: Bahia, Ceará, Pernambuco, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso. A meta é implantar as ações do Brasil Mais Produtivo em todas as Unidades da Federação até o final do ano.

O Brasil Mais Produtivo é realizado pelo MDIC em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Além disso, o programa conta com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A primeira fase do Brasil Mais Produtivo, que vai de abril de 2016 a maio de 2017, terá orçamento de R$ 50 milhões, dos quais R$ 25 milhões foram aportados pelo Sistema MDIC e os outros R$ 25 milhões pelo Senai.

Papel dos parceiros

MDIC – Coordena todas as ações; preside os Comitês de Governança do programa.

Senai – Executa as consultorias técnicas. A metodologia aplicada neste programa foi desenvolvida pelo próprio Senai.

Apex-Brasil – Apoia financeiramente o programa e auxilia na seleção das empresas que participarão, a partir da análise com base nos critérios estabelecidos e identificando aquelas que têm potencial exportador.

ABDI – Apoia financeiramente o programa e auxilia na seleção das empresas que participarão a partir da análise com base nos critérios estabelecidos.

BNDES – As empresas poderão pagar a contrapartida do programa utilizando o Cartão BNDES. Além disso, as empresas também poderão solicitar recursos do BNDES MPME Inovadora, voltado para investimentos em inovação.

Sebrae – Atua complementarmente, disponibilizando consultores do Sebraetec, para atendimentos de soluções tecnológicas, depois que a empresa já tiver sido atendida pelo Brasil Mais Produtivo.

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