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Brasil está entre prioridades para 2013, diz E.ON

Empresa pretende comprar parte da MPX Energia.

Valor Online
13/03/2013 16:26
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A empresa alemã de energia E.ON tem como prioridade o reforço de suas operações em países emergentes em 2013. “Nós objetivamos mercados como a Turquia, a Rússia e o Brasil, fazendo investimentos acima da média em energia renovável”, afirmou nesta quarta-feira (13) Johannes Teyssen, presidente do grupo, no comentário da administração divulgado junto como balanço anual de 2012.
A companhia tenta vender negócios não lucrativos para melhorar seus resultados. Ao mesmo tempo em que ganha com a venda de ativos, a empresa elevou o nível de investimentos em 7%, para 7 bilhões de euros. Entre as aplicações de recursos, aparece a compra de 10% da brasileira MPX Energia, de Eike Batista, para a criação de um empreendimento conjunto.
As sinergias por conta da geração termelétrica da controlada do grupo EBX e a vontade de fincar presença em mercados emergentes podem fazer com que a alemã acabe levando toda a MPX. Fontes de mercado afirmam de que Eike negocia a venda de toda a geradora de energia para a parceira.
Mesmo com o maior grau de gastos de capital, a dívida líquida da alemã caiu no ano passado. Segundo a empresa, foram cortados 26,5% em obrigações, para um endividamento de 14,7 bilhões de euros. No fim de 2008, a dívida da E.ON chegava a quase 30 bilhões de euros.
Em dois anos, até 2014, a E.ON aguarda aproximadamente 2 bilhões de euros em vendas de ativos. A empresa pretende alienar o controle de duas operações de geração e transmissão alemãs, a Wesfalen Weser e a Mitte, e da subsidiária de energia nuclear Urenco.
No ano passado, o grupo assinou a venda de negócios de 13,5 bilhões de euros. Parte desses ganhos não foi contabilizada no balanço de 2012 e é relativa a participações na russa Gazprom, na Open Grid Europe e em outras filiais da empresa de energia.
No primeiro trimestre deste ano, estão previstas mais quatro vendas - informadas pela companhia anteriormente - que garantirão, segundo a E.ON, cerca de 3,5 bilhões de euros. Entre os ativos, aparecem os três parques eólicos que a alemã possui nos Estados Unidos. A companhia planeja se livrar de metade dessa participação.
Já levando em conta esses ganhos não recorrentes, a empresa prevê um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) entre 9,2 bilhões de euros e 9,8 bilhões de euros neste ano. Frente ao observado em 2012, a queda seria de 9% a 15%.
Em 2012, a alemã reverteu um prejuízo de 2,2 bilhões de euros registrado um ano antes e alcançou um lucro líquido atribuível aos acionistas de mesmo valor, de 2,2 bilhões de euros. As informações financeiras não foram auditadas e representam um balanço prévio da companhia, divulgado hoje.
Ao mesmo tempo, a receita líquida da E.ON subiu 17%, chegando a 132,09 bilhões de euros. Superado os custos e despesas da operação, o Ebitda da companhia avançou 16% e atingiu 10,79 bilhões de euros.
O segmento que mais contribuiu para o resultado da E.ON mais uma vez foi o de geração de energia. As termelétricas garantiram um Ebitda de 1,23 bilhão de euros em 2012, queda de 11%, enquanto a área nuclear ficou com 792 milhões de euros, com alta de 191%. No total, a divisão garantiu 2,4 bilhões de euros em Ebitda, 14% a mais do que em 2011.
O resultado anual também foi melhor por conta de baixas contábeis 44% menores, em 1,69 bilhão de euros.

A empresa alemã de energia E.ON tem como prioridade o reforço de suas operações em países emergentes em 2013. “Nós objetivamos mercados como a Turquia, a Rússia e o Brasil, fazendo investimentos acima da média em energia renovável”, afirmou nesta quarta-feira (13) Johannes Teyssen, presidente do grupo, no comentário da administração divulgado junto como balanço anual de 2012.


A companhia tenta vender negócios não lucrativos para melhorar seus resultados. Ao mesmo tempo em que ganha com a venda de ativos, a empresa elevou o nível de investimentos em 7%, para 7 bilhões de euros. Entre as aplicações de recursos, aparece a compra de 10% da brasileira MPX Energia, de Eike Batista, para a criação de um empreendimento conjunto.


As sinergias por conta da geração termelétrica da controlada do grupo EBX e a vontade de fincar presença em mercados emergentes podem fazer com que a alemã acabe levando toda a MPX. Fontes de mercado afirmam de que Eike negocia a venda de toda a geradora de energia para a parceira.


Mesmo com o maior grau de gastos de capital, a dívida líquida da alemã caiu no ano passado. Segundo a empresa, foram cortados 26,5% em obrigações, para um endividamento de 14,7 bilhões de euros. No fim de 2008, a dívida da E.ON chegava a quase 30 bilhões de euros.


Em dois anos, até 2014, a E.ON aguarda aproximadamente 2 bilhões de euros em vendas de ativos. A empresa pretende alienar o controle de duas operações de geração e transmissão alemãs, a Wesfalen Weser e a Mitte, e da subsidiária de energia nuclear Urenco.


No ano passado, o grupo assinou a venda de negócios de 13,5 bilhões de euros. Parte desses ganhos não foi contabilizada no balanço de 2012 e é relativa a participações na russa Gazprom, na Open Grid Europe e em outras filiais da empresa de energia.


No primeiro trimestre deste ano, estão previstas mais quatro vendas - informadas pela companhia anteriormente - que garantirão, segundo a E.ON, cerca de 3,5 bilhões de euros. Entre os ativos, aparecem os três parques eólicos que a alemã possui nos Estados Unidos. A companhia planeja se livrar de metade dessa participação.


Já levando em conta esses ganhos não recorrentes, a empresa prevê um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) entre 9,2 bilhões de euros e 9,8 bilhões de euros neste ano. Frente ao observado em 2012, a queda seria de 9% a 15%.


Em 2012, a alemã reverteu um prejuízo de 2,2 bilhões de euros registrado um ano antes e alcançou um lucro líquido atribuível aos acionistas de mesmo valor, de 2,2 bilhões de euros. As informações financeiras não foram auditadas e representam um balanço prévio da companhia, divulgado hoje.


Ao mesmo tempo, a receita líquida da E.ON subiu 17%, chegando a 132,09 bilhões de euros. Superado os custos e despesas da operação, o Ebitda da companhia avançou 16% e atingiu 10,79 bilhões de euros.


O segmento que mais contribuiu para o resultado da E.ON mais uma vez foi o de geração de energia. As termelétricas garantiram um Ebitda de 1,23 bilhão de euros em 2012, queda de 11%, enquanto a área nuclear ficou com 792 milhões de euros, com alta de 191%. No total, a divisão garantiu 2,4 bilhões de euros em Ebitda, 14% a mais do que em 2011.


O resultado anual também foi melhor por conta de baixas contábeis 44% menores, em 1,69 bilhão de euros.

 

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