América do Sul

Brasil e Equador firmam acordos no setor de energia

Depois de mais de um ano de estudos de impacto ambiental, o Equador permite que a Petrobras comece a perfurar o bloco 31, em área de proteção ambiental, na região amazônica. As reservas provavéis do bloco são de 230 milhões de barris de petróleo. O acordo entre os dois países, firmado nest

Com agências
26/08/2004 00:00
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Depois de mais de um ano de estudos de impacto ambiental, o Equador permite que a Petrobras comece a perfurar o bloco 31, em área de proteção ambiental, na região amazônica. As reservas provavéis do bloco são de 230 milhões de barris de petróleo. O acordo entre os dois países, firmado nesta quarta-feira (25/08), em Quito, também inclui o financiamento de US$ 243 milhões, liberado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) do Brasil, para a construção da Hidrelétrica de San Francisco, no Equador.
Segundo o presidente equatoriano, Lucio Gutierrez, o financiamento "permitirá a realização de um sonho de 30 anos: levar energia, água e desenvolvimento econômico para uma região carente do país."
Com relação ao bloco 31, grupos ambientalistas e indianistas equatorianos criticaram a decisão com uma manifestação contra a licença. O bloco 31 está localizado no meio da Floresta Amazônica na região do Parque Nacional Yasuni, que foi designado pela Unesco como reserva de proteção da biosfera. Os ambientalistas ressaltaram que a concessão inclui dois outros acordos com a Repsol-YPF e a Ocidental Petroleum, e significa que as três companhias petroleiras podem virtualmente perfurar a reserva.
O ministro da Energia, Eduardo Lopez, reduziu a importância dos protestos, dizendo a Dow Jones Neswires que a Petrobras preecheu todos os requerimentos legais para a concessão. Ele ainda comentou que a petroleira brasileira vai investir US$ 100 milhões no país durante os próximos cinco anos. O Ministro do Meio Ambiente, Ruben Moreno, acrescentou que seu ministério vai garantir que a Petrobras utilize as mais modernas tecnologias para evitar qualquer dano ambiental ou conflitos com as comunidades indígenas na área.
Segundo o embaixador brasileiro em Quito, Sérgio Florêncio, o acordo entre Petrobras e PetroEcuador levará a petroleira equatoriana a experiência de uma "reestruturação constitucional". O embaixador informa que a empresa equatoriana não consegue aumentar sua produção apesar da alta dos preços do petróleo.
Depois de adquirir a Perez Companc, a Petrobras tomou posse da parte que a companhia energética argentina tinha nos blocos 31 e 18. A empresa também assumiu o controle das ações da Perez Companc no oleoduto de óleo pesado no Equador.
Em contrapartida à extração petroleira, a Petrobras deverá apoiar as empresas locais para que se tornem fornecedores nacionais eficazes, além de auxiliar a implementação de um programa para produção de álcool. Atualmente, o Equador importa US$ 150 milhões em nafta.
Os acordos de cooperação entre Brasil e Equador foram assinados entre os presidentes Luis Inácio Lula da Silva e Lucio Gutierrez na quarta-feira (25/08) em Quito. Além de projetos energéticos, os acordos incluem a implantação de programas de aleitamento materno e agentes comunitários de saúde e apoio à agência de telecomunicações Equatoriana. No Equador, já funcionam o programa brasileiro Bolsa-Família, de transferência de renda, além dos programas de combate à Aids.

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