Indonésia

Brasil defende uso de biocombustíveis em evento da ONU sobre o clima

Bali - Na abertura da etapa ministerial da 13ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-13), o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu hoje (12) metas de redução de emissões de gases de efeito estufa mais ambiciosas para países desenvolvidos, cobrou compromissos financeiros

Agência Brasil
12/12/2007 00:00
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Bali - Na abertura da etapa ministerial da 13ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-13), o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu hoje (12) metas de redução de emissões de gases de efeito estufa mais ambiciosas para países desenvolvidos, cobrou compromissos financeiros dessas nações e afirmou que os biocombustíveis têm um potencial ainda não explorado no combate ao aquecimento global.



O ministro destacou o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas para cobrar atitudes mais enérgicas dos países industrializados do mundo, que contribuíram historicamente para as emissões de gases estufa. "Eles devem ter novos e mais ambiciosos objetivos de redução das emissões que sejam legalmente obrigatórios e devem cumprir suas obrigações financeiras, a fim de ajudar os países mais pobres a fezer sua parte".



Ser citar nominalmente os Estados Unidos, mas em uma referência direta, Amorim classificou como "extremamente preocupante" o fato de o maior emissor de gases estufa ainda se recusar a aderir ao Protocolo de Quioto



Amorim também criticou os Estados Unidos e a União Européia ao defender o uso de biocombustíveis como possibilidade de enfrentamento do aquecimento global. Há uma semana, os países propuseram destarifar uma lista de produtos ambientais, mas não incluíram o etanol, o que o ministro classificou de protecionismo.



"Os biocombustíveis produzidos nos países em desenvolvimento apresentam grande potencial para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. No entanto, grandes consumidores de energia do mundo desenvolvido têm colocado todo tipo de barreira aos biocombustíveis dos países em desenvolvimento, mas ao mesmo tempo gastam bilhões de euros e dólares

subsidiando seus produtos ineficientes", afirmou.



A posição brasileira contrária à inclusão dos mecanismos de mercado como resposta preferencial às mudanças climáticas também foi destacada durante o discurso e reafirmada em entrevista a jornalistas brasileiros.



Sobre uma possível mudança de posição do Brasil nas negociações, que ao longo da semana ampliou o diálogo com outros países e aceitou concessões inclusive em relação a temas de desmatamento, Amorim afirmou que "quando se está num nível técnico e passa para o político, sempre há uma mudança de tom".



Amorim disse que espera que a elaboração efetiva do Mapa do Caminho - roteiro para o futuro regime global de mudanças climáticas que sucederá o primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto - seja o resultado dessa COP, que termina na próxima sexta-feira (14).
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