América do Sul

Bolívia não venderá gás mais barato para Argentina

Morales se reunirá com Kirschner para apresentar proposta de novo convênio com preços de mercado. Segundo ex subsecretário de Energia da Argentina, "não há preço solidário, mas preço atrasado".

Redação
06/01/2006 00:00
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O presidente eleito da Bolívia, Evo Morales, anunciou que pretende acabar com "preço solidário" do gás natural vendido a Argentina e que a partir de sua posse, em 22 de janeiro, deverá ser assinado um novo convênio, informou o jornal boliviano El Diário.

No dia 17 de janeiro, Morales e o vice-presidente eleito da Bolívia, Álvaro Garcia Linera, se reunirão com o presidente argentino Néstor Kirchner, em Buenos Aires, para tratar de integração regional, cooperação bilateral e da nova proposta de venda de gás natural. De acordo com o El Diário, autoridades argentinas deveriam ter conhecido a proposta nesta sexta-feira (06/01), mas a apresentação foi adiada para a data da reunião.

No dia seguinte (18/01), Kirchner terá um encontro com o presidente Luis Inácio Lula da Silva, em Brasília, onde também será recebido o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em 19 de janeiro. A integração regional e o gasoduto ligando Venezuela a Argentina, passando pelo Brasil serão temas do encontro.

De acordo com o Ministério de Hidrocarbonetos da Bolívia, o gás vendido a Argentina custa US$ 3,18 por milhão de BTU, enquanto o gás vendido ao Brasil custa US$ 3,23 por milhão de BTU, ambos preços na fronteira.

Por outro lado, na opinião do ex-subsecretário de Energia da Argentina, Luis Sbertoli, "não há preço solidário, mas preço atrasado". O jornal El Diário destaca que o chamado preço solidário só foi cobrado durante o segundo semestre de 2004, no auge da crise Argentina de suprimento de gás natural, e que posteriormente o valor do milhão de BTU se equiparou ao vendido ao Brasil.

O preço solidário foi aditado durante o governo do presidente deposto Carlos Mesa durante a crise Argentina de suprimento. Desde o final de maio passado, segundo informa El Diário, iniciou-se a exportação de 6,5 milhões de m³ diários de gás natural para Argentia a um valor de fronteira de US$ 1,59 por milhão de BTU.

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