Gás natural
Jornal do Commercio/RJ
A Bolívia vai aumentar em 15% sua produção de gás natural este ano, como primeiro passo de um plano ambicioso para duplicar sua oferta em cinco anos e satisfazer as necessidades da Argentina, do Brasil e de seu próprio mercado, disse o ministro dos Hidrocarbonetos.
Em entrevista concedida à Reuters na noite de terça-feira, o ministro Saúl Avalos anunciou que os investimentos na exploração e aumento da produção da YPFB e uma dúzia de empresas estrangeiras chegarão a US$ 1,5 bilhão este ano, pondo fim a um ciclo de estagnação do setor.
Esses investimentos não incluem projetos de industrialização e planos ambiciosos de exploração em parceria com a estatal petrolífera venezuelana PDVSA, a russa Gazprom e uma empresa chinesa, que dariam à Bolívia, maior exportadora de gás na América do Sul, a possibilidade de atender também a novos mercados, como Paraguai e Uruguai, assinalou o ministro.
"Não serão modificadas as prioridades (de exportação). Primeiro o mercado nacional, segundo, o Brasil e a Argentina continuará a depender dos volumes excedentes que tivermos", disse Avalos.
A produção boliviana de gás está estagnada em cerca de 40 milhões de metros cúbicos diários (mmcd) desde o início da década, e o governo de esquerda de Evo Morales, que nacionalizou o setor em maio de 2006, não conseguiu até agora reativar os investimentos. Avalos disse que, até maio, a Bolívia programa bombear 26,2 mmcd aos mercados brasileiros de São Paulo e Cuiabá, 6 mmcd à Argentina e 5,8 mmcd ao mercado interno. Outros 2 mmcd são gastos no transporte.
A partir de junho, quando se prevê que a demanda brasileira suba para pelo menos 30 mmcd, estará disponível um primeiro aumento da produção, o que evitará uma redução drástica do fornecimento à Argentina, como o que foi registrado nos últimos dois anos. "Para este ano estamos falando de um incremento de 6 milhões de metros cúbicos por dia. Essa é nossa projeção preliminar", disse Avalos.
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