Crise

Bolívia atenua críticas à Petrobras e vê ‘relação diáfana’

Críticas do presidente da estatal boliviana YPFB.

Valor Econômico
17/10/2014 10:31
Visualizações: 825

 

O presidente da YPFB, a estatal boliviana de gás e petróleo, Carlos Villegas, buscou atenuar em entrevista ao Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor, as críticas feitas pelo embaixador da Bolívia em Brasília, Jerjes Justiniano, à Petrobras.
Justiniano disse ao Valor no mês passado que a Petrobras não tem nada de estatal – é, em sua opinião, “uma multinacional com capitais norte-americanos”. E acusou a empresa de saber e esconder do governo onde há reservas de gás na Bolívia, que precisa encontrar novas jazidas para garantir o fornecimento futuro ao Brasil.
As declarações do embaixador tiveram grande repercussão na imprensa boliviana e geraram mal estar no governo brasileiro. Villegas, no entanto, preferiu ressaltar a relação “transparente” entre YPFB e Petrobras.
“Eu não posso opinar sobre esse tema. Que opine o embaixador Jerjes Justiniano”, afirmou. “Aqui estamos em uma relação contratual, transparente, diáfana entre YPFB e a Petrobras.”
Os dois países se preparam para iniciar as negociações para a renovação do contrato de fornecimento de gás, que expira em 2019. O Brasil é mercado para 70% das vendas bolivianas do combustível, que responde por mais da metade das exportações totais do país. Enquanto analistas, até locais, veem um cenário mais favorável ao Brasil na futura negociação, por conta da falta de opções boliviana e do pré-sal brasileiro, Villegas vê um cenário de “complementariedade”.
Segundo ele, as negociações ainda não começaram efetivamente, e a Bolívia ainda não tem uma proposta formulada para entregar ao Brasil. “Nós já conversamos com a Petrobras e chegamos a uma coincidência da necessidade recíproca de poder iniciar uma negociação em busca de um novo contrato a partir de 2020. Este é o acordo até o momento”, disse. “Eu ainda não posso sinalizar absolutamente nada, porque nem sequer começamos uma negociação.”
Villegas afirmou que o país está investindo US$ 3 bilhões em exploração de novas áreas. E afirmou que a Bolívia possui jazidas de 10 trilhões de pés cúbicos (TCF), o que garante o fornecimento a Brasil, Argentina e ao mercado interno até 2025. O número difere do de analistas, que estimam que as reservas atuais girem em torno de 7 TCF.
O executivo também buscou desfazer a correlação apontada ao Valor PRO por algumas fontes do governo brasileiro entre o fornecimento extra de gás à usina térmica de Cuiabá e o pagamento, pela Petrobras, de uma “dívida” de US$ 434 milhões correspondente ao “gás rico” enviado pelo gasoduto Brasil-Bolívia entre 2008 e 2013.
Esses componentes poderiam ser utilizados pela indústria petroquímica, caso houvesse uma planta separadora ao longo do gasoduto. Mas não havia. A Bolívia cobrava o pagamento por esses componentes, algo que a Petrobras só aceitou fazer no mês passado, quando precisou de mais gás boliviano para produzir eletricidade, em meio à crise nos reservatórios brasileiros. Os dois contratos foram assinados no mesmo dia. Mas, para Villegas, isso foi apenas uma “coincidência”.
“Esses contratos foram negociados conjuntamente, mas não houve um condicionamento. Somente a coincidência de que nesse dia foram assinados ambos os documentos”, afirmou Villegas. “Nunca houve condicionamentos, isso eu lhe garanto. Só houve uma coincidência de datas”.

O presidente da YPFB, a estatal boliviana de gás e petróleo, Carlos Villegas, buscou atenuar em entrevista ao Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor, as críticas feitas pelo embaixador da Bolívia em Brasília, Jerjes Justiniano, à Petrobras.

Justiniano disse ao Valor no mês passado que a Petrobras não tem nada de estatal – é, em sua opinião, “uma multinacional com capitais norte-americanos”.

E acusou a empresa de saber e esconder do governo onde há reservas de gás na Bolívia, que precisa encontrar novas jazidas para garantir o fornecimento futuro ao Brasil.

As declarações do embaixador tiveram grande repercussão na imprensa boliviana e geraram mal estar no governo brasileiro. Villegas, no entanto, preferiu ressaltar a relação “transparente” entre YPFB e Petrobras.

“Eu não posso opinar sobre esse tema. Que opine o embaixador Jerjes Justiniano”, afirmou. “Aqui estamos em uma relação contratual, transparente, diáfana entre YPFB e a Petrobras”.

Os dois países se preparam para iniciar as negociações para a renovação do contrato de fornecimento de gás, que expira em 2019.

O Brasil é mercado para 70% das vendas bolivianas do combustível, que responde por mais da metade das exportações totais do país.

Enquanto analistas, até locais, veem um cenário mais favorável ao Brasil na futura negociação, por conta da falta de opções boliviana e do pré-sal brasileiro, Villegas vê um cenário de “complementariedade”.

Segundo ele, as negociações ainda não começaram efetivamente, e a Bolívia ainda não tem uma proposta formulada para entregar ao Brasil. “Nós já conversamos com a Petrobras e chegamos a uma coincidência da necessidade recíproca de poder iniciar uma negociação em busca de um novo contrato a partir de 2020. Este é o acordo até o momento”, disse. “Eu ainda não posso sinalizar absolutamente nada, porque nem sequer começamos uma negociação”.

Villegas afirmou que o país está investindo US$ 3 bilhões em exploração de novas áreas.

E afirmou que a Bolívia possui jazidas de 10 trilhões de pés cúbicos (TCF), o que garante o fornecimento a Brasil, Argentina e ao mercado interno até 2025.

O número difere do de analistas, que estimam que as reservas atuais girem em torno de 7 TCF.

O executivo também buscou desfazer a correlação apontada ao Valor PRO por algumas fontes do governo brasileiro entre o fornecimento extra de gás à usina térmica de Cuiabá e o pagamento, pela Petrobras, de uma “dívida” de US$ 434 milhões correspondente ao “gás rico” enviado pelo gasoduto Brasil-Bolívia entre 2008 e 2013.

Esses componentes poderiam ser utilizados pela indústria petroquímica, caso houvesse uma planta separadora ao longo do gasoduto. Mas não havia.

A Bolívia cobrava o pagamento por esses componentes, algo que a Petrobras só aceitou fazer no mês passado, quando precisou de mais gás boliviano para produzir eletricidade, em meio à crise nos reservatórios brasileiros.

Os dois contratos foram assinados no mesmo dia. Mas, para Villegas, isso foi apenas uma “coincidência”.

“Esses contratos foram negociados conjuntamente, mas não houve um condicionamento. Somente a coincidência de que nesse dia foram assinados ambos os documentos”, afirmou Villegas. “Nunca houve condicionamentos, isso eu lhe garanto. Só houve uma coincidência de datas”.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Bacia de Santos
Brasil: Início da Operação de Lapa Sudoeste
11/03/26
Pré-Sal
Seatrium impulsiona P-78 à injeção do primeiro gás após ...
11/03/26
PPSA
Assinatura de contratos de Mero e Atapu consolida result...
11/03/26
Empresas
Justiça suspende aumento de IRPJ e CSLL e decisão pode i...
10/03/26
Biodiesel
Setor de Combustíveis Defende Liberação da Importação de...
10/03/26
Macaé Energy
No Macaé Energy 2026, Firjan promove edição especial do ...
09/03/26
Dia Internacional da Mulher
Dia da Mulher: elas contribuem para avanços no setor ene...
09/03/26
FEPE
PRECISAMOS DE P&D DE LONGO PRAZO - Entrevista com Isabel...
09/03/26
Internacional
Efeitos de preços do petróleo sobre a economia brasileira
09/03/26
Dutos
Transpetro aplica tecnologia com IA para ampliar eficiên...
09/03/26
Dia Internacional da Mulher
Constellation amplia em mais de 300% a presença feminina...
09/03/26
Combustível
Etanol volta a subir no indicador semanal
09/03/26
Resultado
Com um aumento de 11% na produção total de petróleo e gá...
06/03/26
FEPE
EMPREENDER DEMANDA RELAÇÕES DE CONFIANÇA - Entrevista co...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
IBP amplia agenda de equidade de gênero com segundo cicl...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Repsol Sinopec Brasil tem 38% de mulheres na liderança e...
06/03/26
Indústria Naval
SPE Águas Azuis realiza entrega da Fragata "Tamandaré" -...
06/03/26
Economia
Indústria volta a crescer em janeiro, mas Firjan alerta ...
06/03/26
Transpetro
Lucro líquido é 22% superior a 2024 e reflete novo momen...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Presença feminina cresce em cargos de liderança no setor...
06/03/26
Acordo
Firjan considera avanço significativo a aprovação do Aco...
06/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23