Rio de Janeiro

Boletim Rio Exporta da Firjan destaca recorde na corrente de comércio fluminense e nas importações em 2024

De acordo com o relatório da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, valor é o maior desde o início da série histórica, em 1996.

Redação TN Petróleo/Assessoria Firjan
24/03/2025 13:03
Boletim Rio Exporta da Firjan destaca recorde na corrente de comércio fluminense e nas importações em 2024 Imagem: TN Petróleo Visualizações: 271 (0) (0) (0) (0)

Os recordes na corrente de comércio e de importações fluminenses demonstram um crescimento sustentável e constante nos últimos anos. Esse é um resultado positivo da crescente internacionalização de empresas no estado do Rio e sua atuação mais competitiva no comércio exterior, segundo Rodrigo Santiago, presidente do Conselho Empresarial de Relações Internacionais da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Acesse o Rio Exporta 2024 AQUI www.firjan.com.br/rioexporta

Em 2024, as exportações fluminenses recuaram 3% ante o ano anterior. Segundo Giorgio Rossi, gerente da Firjan Internacional, esse cenário é reflexo dos embarques da indústria de petróleo e gás natural (US$ 35,3 bilhões), setor que representa 79% das vendas internacionais fluminenses e apresentou uma contração de 2%. "É uma commodity com grande influência do preço internacional e que operou abaixo das médias dos últimos dois anos (US$ 81,50) em 2024", pontua.

Além disso, destaca-se um aumento de 15% nas exportações da indústria de produtos químicos (US$ 399 milhões), devido à alta de 26% nas vendas de polímeros de etileno, propileno e estireno (US$ 128 milhões).  

As importações do estado do Rio subiram 7% ante 2023, com o crescimento de 28% nos desembarques da indústria de máquinas e equipamentos, (US$ 3 bilhões). "São produtos com alto valor agregado, o que demonstra que o empresário está importando para agregar valor na capacidade produtiva, nos produtos do estado do Rio", analisa Rossi.

Comércio de petróleo

As exportações do mercado de petróleo do Rio de Janeiro alcançaram US$ 35,3 bilhões em 2024, 2% inferior ao registrado em 2023, devido, em parte, à queda de 9% nas vendas de óleos brutos para a China (US$ 15,6 bilhões), que continua sendo o principal destino das exportações do setor, com 44% de participação. Ressaltam-se também os embarques de petróleo para a Espanha (US$ 4,3 bilhões), uma alta de 59%.

Quanto às importações, houve uma queda de 3%, e a Arábia Saudita se mantém como principal fornecedora de petróleo do estado.

Comércio exclusive petróleo

Em relação às exportações exceto petróleo, o Rio registrou um recuo de 5% em relação a 2023, em parte pela contração nas vendas destinadas ao mercado latino-americano (México, Chile e Colômbia). Em contrapartida, houve aumento de 28% nos embarques para a Ásia (US$ 2,6 bilhões), com incremento de 43% para Singapura.

O setor automotivo e sua cadeia de valor se destacaram com aumento de 13% das exportações de veículos de carga para o Chile e de 16% de automóveis de passageiro para a Argentina.

As importações exclusive petróleo somaram US$ 25 bilhões em 2024, 8% superior ao registrado em 2023, com avanço de 15% nas compras do USMCA, bloco com os EUA, que se manteve como a principal origem das importações exclusive petróleo do estado. Destacaram-se as altas de 33% nas importações de partes de motores e turbinas para aviação oriundas dos EUA e de 34% nas de partes e peças para automóveis do México. Segundo Rossi, o México é um tradicional parceiro econômico do estado do Rio e tem um acordo de comércio com o Brasil. Além disso, há uma grande sinergia entre as indústrias instaladas nos dois países.

As importações exclusive petróleo somaram US$ 25 bilhões em 2024, 8% superior ao registrado em 2023, com avanço de 15% nas compras do USMCA, bloco com os EUA, que se manteve como a principal origem das importações exclusive petróleo do estado. Destacaram-se as altas de 33% nas importações de partes de motores e turbinas para aviação oriundas dos EUA e de 34% nas de partes e peças para automóveis do México. Segundo lembra Rossi, o México é tradicional na indústria automobilística e tem um acordo de comércio com o Brasil. Além disso, há indústrias de mesma marca instaladas nos dois países.

 

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