Lucro

BNDES registra alta de 5,4% no lucro líquido de R$ 8,594 bilhões em 2014

É o terceiro maior lucro da história do banco.

Agência Brasil
31/03/2015 10:46
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O lucro líquido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teve um crescimento de 5,4% em 2014, na comparação com o ano anterior. Os valores alcançaram R$ 8,594 bilhões, ante R$ 8,150 bilhões registrados em 2013. De acordo com o órgão, é o terceiro maior lucro da história do banco.

Para o BNDES, o resultado com financiamentos a projetos de investimentos, que são os de intermediação financeira, e a manutenção do índice de inadimplência no mais baixo nível de sua história contribuíram para o desempenho. Os financiamentos subiram de R$ 11,7 bilhões em 2013 para R$ 13,4 bilhões em 2014. Já o índice de inadimplência permaneceu em 0,01%. Para a instituição, isso “reflete a boa gestão operacional do BNDES, alinhada às prioridades estratégicas do governo”.

O banco comparou o nível de inadimplência com a média do Sistema Financeiro Nacional em dezembro de 2014, que era 2,9% em dados divulgados pelo Banco Central. A direção do banco acrescentou que os critérios da instituição são mais conservadores. No Sistema BNDES, é considerado inadimplente quem está com parcelas em atraso há mais de 30 dias. Nos cálculos do BC são consideradas em atraso parcelas com 90 dias.

Segundo o BNDES, o resultado com participações societárias também contribuiu para o crescimento do lucro líquido. Elas subiram de R$ 2,5 bilhões em 2013 para R$ 2,9 bilhões em 2014. “Cabe destacar que tal crescimento foi realizado num cenário de intensa volatilidade no mercado de capitais, o que elevou o montante de provisões para perdas em investimentos de R$ 2,04 bilhões em 2013 para R$ 2,8 bilhões em 2014”, analisou a instituição.

Dados do banco apontam perdas equivalentes a R$ 2,6 bilhões e destacam que o principal componente foi o investimento na Petrobras. Por causa da queda prolongada e significativa no valor de mercado das ações da petroleira, a instituição fez “uma análise qualitativa do investimento, a fim de quantificar a existência de eventual montante não recuperável do ativo”.

De acordo com o BNDES, foram levadas em conta as características específicas de atuação do banco e do ativo. Os dados mostram que a perda passível de não recuperação foi estimada em R$ 2,6 bilhões, descontados os efeitos tributários. O banco destacou que, conforme a característica das ações por ele detidas, que são de transferência da União para aumento de capital, nas quais existem condições específicas, como restrição de venda, as perdas são reclassificadas para o resultado apenas quando da venda ou transferência do respectivo ativo.

“Consequentemente, sobre o total de R$ 2,6 bilhões de perda no valor recuperável, já líquido dos efeitos tributários, parcela no montante de R$ 1 bilhão foi reconhecida no resultado do exercício de 2014, permanecendo o saldo residual no patrimônio líquido, na rubrica de ajuste de avaliação patrimonial (Outros resultados Abrangentes)”, acrescentou. A pendência na divulgação das demonstrações financeiras recentes da Petrobras foi lembrada no relatório dos auditores independentes no balanço do BNDES.

O patrimônio líquido do Sistema BNDES também cresceu. Em dezembro do ano passado, alcançou R$ 66,3 bilhões. No mesmo mês do ano anterior, registrou R$ 60,6 bilhões. O total de ativos do sistema atingiu R$ 877,3 bilhões em 31 de dezembro último, com alta de R$ 42,5 bilhões na comparação com 30 de setembro de 2014 e de R$ 95,2 bilhões em relação a 31 de dezembro de 2013.

Conforme o BNDES, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio do sistema atingiu 13,05% no exercício corrente, mas o Índice de Basileia alcançou 15,9%. Para o BNDES, esses percentuais representam “situação confortável diante dos 11,0% exigidos pelo Banco Central”.

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