Mineração

BHP e Rio Tinto juntas elevam disputa com Vale

A Vale deve enfrentar maior competição no longo prazo depois que a BHP e a Rio Tinto confirmaram, no fim de semana, uma joint venture operacional que pode levar a projetos mais ambiciosos e de custos menores, beneficiados pela sinergia entre as companhias.

Valor Econômico
08/12/2009 08:01
Visualizações: 419

A Vale deve enfrentar maior competição no longo prazo depois que a BHP e a Rio Tinto confirmaram, no fim de semana, uma joint venture operacional que pode levar a projetos mais ambiciosos e de custos menores, beneficiados pela sinergia entre as companhias.

Segundo analistas no Brasil, a parceria entre as gigantes da mineração pode, por outro lado, ajudar mineradoras a conseguirem preços mais elevados para o minério de ferro, já que o setor estará mais consolidado para enfrentar as negociações com seus clientes.

"No curto prazo não deve afetar muito, porque a joint venture deve ser concluída só no ano que vem, mas no longo prazo você cria um poder de barganha muito maior", avaliou Alexandre Miguel, analista do Itaú.

Ele lembrou que em relação aos clientes asiáticos - os maiores consumidores do minério -, as australianas já ganham vantagem sobre a Vale por causa do frete, e agora terão a seu favor também a sinergia para realizar projetos de expansão a custos mais baixos.

A BHP e a Rio Tinto anunciaram no sábado a concretização de uma joint venture que pode economizar pelo menos US$ 10 bilhões por ano em custos operacionais e de capital. Ainda sob avaliações sobre concentração de mercado, a parceria formaria uma empresa com capacidade de produção de 350 milhões de toneladas, superando a capacidade atual de cerca de 300 milhões de toneladas da Vale.

"É uma forma de ganhar corpo nas negociações com os clientes para o preço do minério, que começam agora", disse o analista da corretora SLW Pedro Galdi. "Não sei como a Vale vai se comportar, mas já vem investindo pesado para aumentar rapidamente a produção e não deve ser muito afetada." Para a analista Cristiane Viana, da Ágora, ainda é cedo para avaliar o impacto na mineradora brasileira.

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