Equipamentos

Bancos já podem antecipar receita para fornecedor nacional

As fornecedoras de equipamentos inscritas no cadastro da Petrobras já podem recorrer aos novos certificados de garantia de pagamento da empresa estatal para tomar financiamentos junto a instituições bancárias convencionais.


26/03/2004 00:00
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As fornecedoras de equipamentos inscritas no cadastro da Petrobras já podem recorrer aos novos certificados de garantia de pagamento da empresa estatal para tomar financiamentos junto a instituições bancárias convencionais. O gerente administrativo da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip),  Rodolfo Fraenkel, afirma que as empresas não precisam esperar a constituição de fundos de investimentos para serem beneficiadas pelo novo sistema, que tem por objetivo aumentar a competitividade dos fornecedores nacionais de equipamentos.
Fraenkel ressaltou, no entanto, que o acesso aos bancos só está aberto, pelo menos por enquanto, às fornecedoras brasileiras que já estejam inscritas no cadastro da Petrobras. Além disso, acrescentou, apenas os bancos Mercantil do Brasil, Bradesco, BMG, Pactual, Alfa e Indusval Multistock estão abertos a esse tipo de operação, pelo menos por enquanto. O fornecedor que tiver um contrato com a Petrobras receberá um certificado, que poderá ser utilizado como garantia, junto aos bancos, para a tomada do financiamento. Na prática, a operação funciona como uma antecipação da receita do contrato.
O novo programa se propõe a facilitar o acesso dos fornecedores a recursos de capital de giro a custos inferiores aos praticados atualmente pelas instituições financeiras. Sua criação foi encarada como “um passo importante no apoio à tecnologia nacional” pelo coordenador empresarial da Rede Petro (RS), Marcus Coester. Ele ressalta, no entanto, que as taxas de juros e os prazos do financiamento devem ficar nos níveis internacionais, para viabilizar a competitividade das empresas brasileiras.
- Há informação de que as taxas de juros a serem praticadas seriam de 14,8% a 15%, o que ficaria distante das existentes no mercado internacional. O ideal seria entre 5% e 6% para haver maior competitividade. Não se pode esquecer que o fornecedor nacional compete com empresas estrangeiras fortes e precisa ter condições semelhantes às disponibilizadas para a concorrência - afirmou Coester
Segundo o executivo, "existe hoje um excelente apoio ao desenvolvimento tecnológico, mas as empresas carecem de um suporte para a comercialização dos produtos desenvolvidos". Para Coester, a viabilização da competitividade dos fornecedores nacionais da área do petróleo depende da garantia, no mercado doméstico, de condições semelhantes às oferecidas pelo Governo nos programas de exportação.   
As Redes de Fornecedores de Base Tecnológica para o Setor de Petróleo e Gás Natural reúnem hoje, no Brasil, cerca de um quarto dos 4 mil fornecedores nacionais da Petrobras, que no ano passado responderam por R$ 18 milhões em encomendas. Estão organizadas em estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Minas Gerais, articuladas pela Rede Brasil de Tecnologia, do Ministério de Ciência e Tecnologia.

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