Meio ambiente

Atlas mostra captura e armazenamento de carbono no Sul e Sudeste

Redação/Assessoria Fapesp
03/07/2018 11:27
Visualizações: 1346

Pesquisadores do Centro de Pesquisa de Inovação em Gás (RCGI) estudam um método para verificar a possibilidade de estocar gás carbônico em folhelhos da Bacia Sedimentar do Paraná, que ocorrem desde o Mato Grosso até o Uruguai, e nos turbiditos do offshore da Bacia de Santos, área de exploração petrolífera.

Segundo o RCGI, a ideia é verificar se essas rochas têm capacidade para armazenar o gás carbônico e se seria possível, no caso dos folhelhos, injetar o CO2 ao mesmo tempo em que se retira o gás de folhelho (popularmente chamado de gás de xisto) contido neles. O resultado será divulgado no Atlas de CCS das regiões Sul e Sudeste do Brasil, que será publicado no final do projeto, previsto para 2020.

Sediado na Escola Politécnica (Poli) da USP, o RCGI é um Centro de Pesquisa em Engenharia financiado por FAPESP e Shell.

No Atlas deverão constar todas as informações geológicas das unidades estudadas, os dados obtidos e a localização das áreas mais favoráveis para a utilização de tecnologias de captura e armazenamento de carbono (CCS na sigla em inglês) nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.

“O projeto também avaliará a viabilidade econômica de realização de CCS nos lugares selecionados geologicamente. E, ainda, critérios para avaliações de impactos ambientais e socioambientais da estocagem do CO2 nesses locais. Com base em todas essas informações poderá ser definido se uma área pode ou não receber CO2 com segurança”, disse Colombo Celso Gaeta Tassinari, coordenador do projeto e diretor do Instituto de Energia e Ambiente da USP.

Segundo Tassinari, os folhelhos possuem vantagens sobre as outras rochas. “Primeiro, eles retêm naturalmente o gás carbônico e não precisam de rochas selantes, que impedem o escape do CO2, a não ser que estejam completamente fraturados. Segundo, eles contêm gás de folhelho, então é possível injetar gás carbônico e retirar o gás que está armazenado na rocha”, disse ao RCGI.

Já os turbiditos da Bacia de Santos são rochas sedimentares de granulometria variável que contêm camadas de argila intercaladas, e é nessas argilas que a equipe vai focar os estudos.

Na pesquisa, as amostras das rochas estudadas serão submetidas a análises em laboratório para determinação dos minerais e das matérias orgânicas, sua porosidade, permeabilidade, quantidade de carbono disponível e outros.

“Iremos trabalhar dentro dos parâmetros usados em nível mundial para qualificar uma rocha como própria ou não para estocagem de CO2. E este será mais um desafio, pois esses parâmetros variam de um lugar para outro”, disse Tassinari.

Mais informações: www.rcgi.poli.usp.br.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
P&D
Centro de pesquisa na USP inaugura sede e impulsiona tec...
17/04/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 182 mil barris por ...
17/04/26
Reforma Tributária
MODEC patrocina debate sobre reforma tributária no setor...
17/04/26
E&P
Revisão de resolução sobre cessão de contratos de E&P é ...
17/04/26
Estudo
Consumo de gás natural cresce 3,8% em 2025 no Brasil
17/04/26
Apoio Marítimo
Mesmo com tensões globais, setor marítimo avança e refor...
17/04/26
Internacional
Petrobras assina participação em novo bloco exploratório...
17/04/26
PPSA
Petrochina arremata carga da União de Bacalhau em leilão...
17/04/26
Rio de Janeiro
Firjan calcula que, só em 2025, estado do Rio acumulou p...
16/04/26
Refino
Refinaria de Mataripe, da Acelen, reduz consumo total de...
16/04/26
Cana Summit
No Cana Summit 2026, ORPLANA e UNICA formalizam revisão ...
16/04/26
Royalties
Firjan anuncia mobilização para defender interesse do RJ...
16/04/26
Reconhecimento
3º Prêmio Foresea de Fornecedores premia melhores empres...
16/04/26
Cana Summit
Abertura do Cana Summit 2026: autoridades e especialista...
15/04/26
Gás Natural
TBG e SCGás inauguram nova estação em Santa Catarina e a...
15/04/26
Espírito Santo
Indústria de Petróleo e Gás no ES deve investir mais de ...
15/04/26
Investimentos
SEAP: Bacia Sergipe-Alagoas irá receber dois FPSOs
14/04/26
Petrobras
US$450 milhões serão investidos no maior projeto de moni...
14/04/26
Combustíveis
Etanol gera economia superior a R$ 2,5 bilhões em março ...
14/04/26
Espírito Santo
Próximo pico da produção de petróleo no ES será em 2027
14/04/26
ANP
Oferta Permanente de Concessão (OPC): edital com inclusã...
14/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23