Produção

ANP nega pedido de mais prazo para a OGX

Empresa terá que apresentar planos de desenvolvimento.

Valor Econômico
08/10/2013 10:26
Visualizações: 980

 

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) negou pedido feito pela OGX, petroleira do grupo EBX, de Eike Batista, de suspensão, por um prazo de até cinco anos, da fase de produção dos Campos de Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, todos na Bacia de Campos. Na mesma decisão, a agência também negou pedido de postergação da entrega dos planos de desenvolvimento desses três ativos. Ao 'Valor', Helder Queiroz explicou que a OGX poderá recorrer da decisão.
De acordo com a agência reguladora, a petroleira será intimada para a apresentação dos planos de desenvolvimento. Caso não apresente, deverá ser instaurado um processo administrativo para a extinção do contrato de concessão, que foram adquiridos pela OGX na 9ª Rodada de Licitação de blocos exploratórios de petróleo da ANP, por descumprimento do seu objeto. Procurada pelo 'Valor', a OGX prefere não comentar.
Em julho, no mesmo comunicado que a petroleira informou que o Campo de Tubarão Azul, também na Bacia de Campos, deixaria de produzir, a companhia explicou que não existia, naquele momento, tecnologia capaz de tornar economicamente viável o desenvolvimento dos Tubarões Tigre, Areia e Gato. Também informou que submeteria à ANP requerimento no sentido de suspender o desenvolvimento dos campos nos termos do contrato de concessão.
No comunicado, a OGX informou ainda que a plataforma OSX-2, que seria utilizada nos três campos, seria paga a OSX, estaleiro do grupo, e vendida ou destinada a outro local. Desde a publicação desse comunicado, onde a empresa mostrou ao mercado que não acreditava mais nesses campos, a aposta da OGX passou a ser o Campo de Tubarão Martelo, onde espera iniciar a produção até o fim deste ano.
Entretanto, a empresa esbarra nos problemas financeiros e também no descrédito do mercado, após uma série de frustrações. Executivos da OGX estão nos Estados Unidos, conforme adiantou o 'Valor PRO', desde a semana passada, com o objetivo de renegociar com credores o atraso no pagamento de US$ 45 milhões, valor referente aos bônus emitidos no exterior. O atraso no pagamento, que deveria ter ocorrido no último dia 30, pode, tecnicamente, desencadear um pedido de recuperação judicial da OGX ou até mesmo de falência.
Queiroz afirmou que o relatório apresentado pela DeGolyer and MacNaughton (D&M) sobre a perspectiva de reservas de petróleo que a OGX tem em Tubarão Martelo não impacta a atuação da agência em relação à petroleira. "A DeGolyer atesta um volume importante de reserva. Isso não altera em nada a situação que ela tem perante à ANP", disse Queiroz, em evento realizado pelo Grupo de Economia da Energia da UFRJ. Segundo o diretor, o volume apontado pela DeGolyer é menor que o estimado antes pela OGX. "Mas você hoje tem uma certificação que dá segurança maior", ponderou.
Queiroz reiterou que, caso a OGX entre em recuperação judicial, haverá diferentes decisões em relação a cada bloco que a empresa tenha concessão. "A OGX para nós é a participação dela em cada um dos blocos que ela detém como concessionário. Então cada concessão vai ser analisada conforme essa questão venha a ser colocada".

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) negou pedido feito pela OGX, petroleira do grupo EBX, de Eike Batista, de suspensão, por um prazo de até cinco anos, da fase de produção dos Campos de Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, todos na Bacia de Campos. Na mesma decisão, a agência também negou pedido de postergação da entrega dos planos de desenvolvimento desses três ativos. Ao 'Valor', Helder Queiroz explicou que a OGX poderá recorrer da decisão.

De acordo com a agência reguladora, a petroleira será intimada para a apresentação dos planos de desenvolvimento. Caso não apresente, deverá ser instaurado um processo administrativo para a extinção do contrato de concessão, que foram adquiridos pela OGX na 9ª Rodada de Licitação de blocos exploratórios de petróleo da ANP, por descumprimento do seu objeto. Procurada pelo 'Valor', a OGX prefere não comentar.

Em julho, no mesmo comunicado que a petroleira informou que o Campo de Tubarão Azul, também na Bacia de Campos, deixaria de produzir, a companhia explicou que não existia, naquele momento, tecnologia capaz de tornar economicamente viável o desenvolvimento dos Tubarões Tigre, Areia e Gato. Também informou que submeteria à ANP requerimento no sentido de suspender o desenvolvimento dos campos nos termos do contrato de concessão.

No comunicado, a OGX informou ainda que a plataforma OSX-2, que seria utilizada nos três campos, seria paga a OSX, estaleiro do grupo, e vendida ou destinada a outro local. Desde a publicação desse comunicado, onde a empresa mostrou ao mercado que não acreditava mais nesses campos, a aposta da OGX passou a ser o Campo de Tubarão Martelo, onde espera iniciar a produção até o fim deste ano.

Entretanto, a empresa esbarra nos problemas financeiros e também no descrédito do mercado, após uma série de frustrações. Executivos da OGX estão nos Estados Unidos, conforme adiantou o 'Valor PRO', desde a semana passada, com o objetivo de renegociar com credores o atraso no pagamento de US$ 45 milhões, valor referente aos bônus emitidos no exterior. O atraso no pagamento, que deveria ter ocorrido no último dia 30, pode, tecnicamente, desencadear um pedido de recuperação judicial da OGX ou até mesmo de falência.

Queiroz afirmou que o relatório apresentado pela DeGolyer and MacNaughton (D&M) sobre a perspectiva de reservas de petróleo que a OGX tem em Tubarão Martelo não impacta a atuação da agência em relação à petroleira. "A DeGolyer atesta um volume importante de reserva. Isso não altera em nada a situação que ela tem perante à ANP", disse Queiroz, em evento realizado pelo Grupo de Economia da Energia da UFRJ. Segundo o diretor, o volume apontado pela DeGolyer é menor que o estimado antes pela OGX. "Mas você hoje tem uma certificação que dá segurança maior", ponderou.

Queiroz reiterou que, caso a OGX entre em recuperação judicial, haverá diferentes decisões em relação a cada bloco que a empresa tenha concessão. "A OGX para nós é a participação dela em cada um dos blocos que ela detém como concessionário. Então cada concessão vai ser analisada conforme essa questão venha a ser colocada".

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Macaé Energy
Lumina Group marca presença na Macaé Energy 2026
20/03/26
Resultado
Gasmig encerra 2025 com lucro líquido de R$ 515 milhões ...
20/03/26
Combustíveis
Fiscalização nacional alcança São Paulo e amplia ações s...
20/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 encerra com público recorde de 15 mil ...
19/03/26
Exportações
Firjan manifesta preocupação com a oneração das exportaç...
19/03/26
Energia Solar
Newave Energia e Gerdau inauguram Complexo Solar de Barr...
19/03/26
Combustíveis
Diesel chega a R$ 7,17 com conflito entre EUA e Irã, apo...
19/03/26
Petrobras
Museu do Petróleo e Novas Energias irá funcionar no préd...
19/03/26
Pesquisa e Inovação
MODEC impulsiona inovação e P&D com ideias que apontam o...
19/03/26
Etanol
Geopolítica e energia redesenham o papel do etanol no ce...
19/03/26
Energia Elétrica
Copel vence leilão federal e vai aumentar em 33% a capac...
19/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy: debates focam no papel estratégico do gás ...
18/03/26
Economia
Firjan vê início da queda da Selic como positivo para a ...
18/03/26
Internacional
Petrobras confirma nova descoberta de gás na Colômbia
18/03/26
Publicações
IBP fortalece editora institucional, amplia publicações ...
18/03/26
Macaé Energy
Acro Cabos de Aço participa da Macaé Energy 2026
18/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 consolida município como capital nacio...
17/03/26
Macaé Energy
Com recorde de público, feira e congresso do Macaé Energ...
17/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy debate segurança energética e inovação no s...
16/03/26
Macaé Energy
Firjan: congresso técnico é um dos pontos altos do Macaé...
16/03/26
Combustíveis
Etanol mantém leve alta no indicador semanal, enquanto P...
16/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23