Mineração

Anglo American ainda depende de mais duas licenças

Licença de operação (LO) do mineroduto do Projeto Minas-Rio.

Valor Online
25/09/2014 09:51
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A Anglo American obteve na terça-feira a licença de operação (LO) do mineroduto do Projeto Minas-Rio. A autorização, concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), era uma das três últimas pendências para que o projeto possa entrar em operação. Para que o primeiro embarque seja realizado ainda no fim de 2014, como prevê a companhia, são necessárias a licença de operação da mina e da planta de beneficiamento, que será votada na próxima segunda-feira, e a autorização definitiva para a linha de transmissão de energia. A licença de operação do porto foi obtida em maio.
Atualmente, 95% das atividades necessárias para a realização do primeiro embarque já foram executadas, segundo a companhia.
A Anglo American afirma que o empreendimento está em fase final de testes de comissionamento. Em 24 de agosto, a companhia confirmou a chegada ao Porto do Açu da primeira polpa de minério bombeada pelo mineroduto, com material proveniente da mina e da planta de beneficiamento.
O Minas-Rio engloba a mina de minério de ferro e uma planta de beneficiamento em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas (MG); um mineroduto de 529 km de extensão; e o terminal de minério de ferro do Porto de Açu, em São João da Barra (RJ), no qual a Anglo American é parceira da Prumo Logística com 50% de participação.
Com previsão de produção de 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano, o Minas-Rio já recebeu investimentos de R$ 15 bilhões da Anglo American. Segundo a empresa, "as despesas de capital com a implantação do empreendimento continuam alinhadas com a estimativa de investimento (capex) informada em janeiro de 2013, de aproximadamente R$ 20 bilhões".
A empresa prevê desembolsar R$ 2,7 bilhões ao longo do segundo semestre de 2014. Do valor total, cerca de R$ 2,2 bilhões ficarão para 2015 para a conclusão completa do quebra-mar e aquisição de equipamentos da área da mina, que permitirão o início e aceleração da produção.
O minério de ferro do Minas-Rio chegará ao mercado em um momento desfavorável. O preço da commodity caiu 41% neste ano. Ontem, o minério com teor de 62% de ferro foi negociado a US$ 79,40 por tonelada no mercado à vista da China.
Na previsão do CRU Group, depois de ter rompido a faixa de US$ 80 por tonelada, o produto pode cair ainda mais e chegar a US$ 71 por tonelada nas próximas semanas. Com base em seu modelo, que leva em conta preços históricos e curva de custos de produção, o CRU estimou preço "realista" de US$ 76 a tonelada, mas afirma que também foi identificada em suas contas a possibilidade de um piso em US$ 71 por tonelada.
O analista Gunjan Aggarwal, autor do relatório que traz as estimativas, também levou em conta o aumento de oferta a baixos custos de produção, principalmente da Austrália. Segundo ele, os valores diários podem cair para níveis inferiores, mas as médias mensais não têm ficado tão baixas por causa de uma forte sensibilidade do mercado Ele diz ainda que a queda atual do preço é diferente da observada em anos anteriores, como em setembro de 2012. Desta vez, afirma, há um grande excedente de oferta chegando ao mercado, em um momento de falta de estímulos do governo chinês para crescimento da economia e da demanda por minério e aço.
Com uma análise muito parecida - de que o cenário é de aumento da produção e "crescimento moderado da demanda" -, o escritório de recursos e energia do governo australiano (Bree, na sigla em inglês) reduziu ontem sua projeção para o preço do minério de ferro neste ano e no próximo.
O Bree espera um preço médio de US$ 94 a tonelada em 2014, abaixo de sua previsão anterior, de US$ 105. Para 2015, a estimativa também é de um preço médio de US$ 94 por tonelada, inferior à projeção anterior, de US$ 97. Em seu relatório trimestral, o órgão menciona que, somente na Austrália, 200 milhões de toneladas de nova capacidade entraram em produção nos últimos 12 meses.

A Anglo American obteve na terça-feira a licença de operação (LO) do mineroduto do Projeto Minas-Rio.

A autorização, concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), era uma das três últimas pendências para que o projeto possa entrar em operação.

Para que o primeiro embarque seja realizado ainda no fim de 2014, como prevê a companhia, são necessárias a licença de operação da mina e da planta de beneficiamento, que será votada na próxima segunda-feira, e a autorização definitiva para a linha de transmissão de energia.

A licença de operação do porto foi obtida em maio.

Atualmente, 95% das atividades necessárias para a realização do primeiro embarque já foram executadas, segundo a companhia.

A Anglo American afirma que o empreendimento está em fase final de testes de comissionamento.

Em 24 de agosto, a companhia confirmou a chegada ao Porto do Açu da primeira polpa de minério bombeada pelo mineroduto, com material proveniente da mina e da planta de beneficiamento.

O Minas-Rio engloba a mina de minério de ferro e uma planta de beneficiamento em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas (MG); um mineroduto de 529 km de extensão; e o terminal de minério de ferro do Porto de Açu, em São João da Barra (RJ), no qual a Anglo American é parceira da Prumo Logística com 50% de participação.

Com previsão de produção de 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano, o Minas-Rio já recebeu investimentos de R$ 15 bilhões da Anglo American.

Segundo a empresa, "as despesas de capital com a implantação do empreendimento continuam alinhadas com a estimativa de investimento (capex) informada em janeiro de 2013, de aproximadamente R$ 20 bilhões".

A empresa prevê desembolsar R$ 2,7 bilhões ao longo do segundo semestre de 2014.

Do valor total, cerca de R$ 2,2 bilhões ficarão para 2015 para a conclusão completa do quebra-mar e aquisição de equipamentos da área da mina, que permitirão o início e aceleração da produção.

O minério de ferro do Minas-Rio chegará ao mercado em um momento desfavorável.

O preço da commodity caiu 41% neste ano. Ontem, o minério com teor de 62% de ferro foi negociado a US$ 79,40 por tonelada no mercado à vista da China.

Na previsão do CRU Group, depois de ter rompido a faixa de US$ 80 por tonelada, o produto pode cair ainda mais e chegar a US$ 71 por tonelada nas próximas semanas.

Com base em seu modelo, que leva em conta preços históricos e curva de custos de produção, o CRU estimou preço "realista" de US$ 76 a tonelada, mas afirma que também foi identificada em suas contas a possibilidade de um piso em US$ 71 por tonelada.

O analista Gunjan Aggarwal, autor do relatório que traz as estimativas, também levou em conta o aumento de oferta a baixos custos de produção, principalmente da Austrália. Segundo ele, os valores diários podem cair para níveis inferiores, mas as médias mensais não têm ficado tão baixas por causa de uma forte sensibilidade do mercado Ele diz ainda que a queda atual do preço é diferente da observada em anos anteriores, como em setembro de 2012.

Desta vez, afirma, há um grande excedente de oferta chegando ao mercado, em um momento de falta de estímulos do governo chinês para crescimento da economia e da demanda por minério e aço.

Com uma análise muito parecida - de que o cenário é de aumento da produção e "crescimento moderado da demanda" -, o escritório de recursos e energia do governo australiano (Bree, na sigla em inglês) reduziu ontem sua projeção para o preço do minério de ferro neste ano e no próximo.

O Bree espera um preço médio de US$ 94 a tonelada em 2014, abaixo de sua previsão anterior, de US$ 105. Para 2015, a estimativa também é de um preço médio de US$ 94 por tonelada, inferior à projeção anterior, de US$ 97.

Em seu relatório trimestral, o órgão menciona que, somente na Austrália, 200 milhões de toneladas de nova capacidade entraram em produção nos últimos 12 meses.

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