Petroquímica

América Latina terá oferta restrita e alta demanda de petroquímicos até o final de 2021

Redação TN Petróleo/Assessoria
29/06/2021 16:45
Visualizações: 1765

Relatório de tendências para o setor elaborado pela S&P Global Platts Analytics aponta preços do polietileno, polipropileno e PVC em alta no segundo semestre de 2021

A América Latina continua esperando dificuldades com o fornecimento de polímeros em meio à forte demanda no segundo semestre de 2021, já que a escassez de resina deve se estender até 2022. É o que mostra o relatório de tendências petroquímicas para o segundo semestre de 2021, elaborado pela S&P Global Platts Analytics.

DivulgaçãoO cenário favorece a alta dos preços do polietileno, polipropileno (PP) e cloreto de polivinila (PVC) na região, embora fontes do mercado vejam pouco espaço para que os valores continuem subindo acima dos preços alcançados com a oferta escassa no primeiro semestre de 2021.

Em 2020, a pandemia de COVID-19 afetou negativamente a produção de matérias-primas, ao mesmo tempo que impulsionou a demanda por produtos de saúde e higiene, bem como embalagens descartáveis. Essa demanda continua forte, e os setores automotivo e de construção que usam PP e PVC mais duráveis apresentam melhora na demanda.

O setor automotivo, categoria pesada de polipropileno, começou a se recuperar em 2021 no Brasil, após quase paralisação da atividade em 2020. As associações oficiais esperam que a produção de veículos aumente 25% em 2021. No entanto, a demanda por automóveis ainda não atingiu os níveis pré-COVID. De acordo com o relatório da S&P Global Platts Analytics, produtores como Argentina, Brasil e México - centro da demanda de polipropileno para o setor automotivo - têm preocupações com o fraco crescimento da demanda no médio prazo.

Na embalagem, mais dominada pelo polietileno, os participantes do mercado viram mais espaço para crescer durante a pandemia, devido ao crescimento do comércio eletrônico e de comidas e bebidas para viagem. Espera-se que a demanda por embalagens plásticas mantenha o ritmo de 2020 pelo resto de 2021, com um aumento ainda mais contínuo na região. Os preços altos, no entanto, ainda desafiam o setor, uma vez que a oferta restrita parece persistir.

PublicidadeNa América Latina, os países também devem enfrentar a desvalorização da moeda em relação ao dólar à medida que as perspectivas econômicas para os EUA melhoram, adicionando ainda mais pressão sobre a oferta e os preços da resina.

Os produtores latino-americanos esperam que as taxas de câmbio aumentem com suas políticas de preços domésticas. Na Argentina e no Brasil, os preços atingiram níveis recordes, tanto em moedas locais quanto em dólares. Os participantes do mercado esperam que os altos preços do polietileno durem em meio à contínua disponibilidade limitada de oferta nos Estados Unidos.

Congelamento nos EUA provoca mudanças no fluxo comercial

Os fluxos comerciais tradicionais para os mercados do Brasil e da Costa Oeste da América do Sul sofreram uma mudança no segundo trimestre de 2021, após um congelamento histórico que forçou paralisações petroquímicas generalizadas na Costa do Golfo dos EUA e em grande parte do país em meados de fevereiro. As paralisações, que duraram semanas, drenaram drasticamente a disponibilidade do volume de exportação, já que os produtores dos EUA se concentraram nos mercados domésticos, levando o Brasil a buscar mais material na Ásia e na Europa.

Além disso, fontes do mercado disseram que as resinas asiáticas já existentes foram redirecionadas para a América Latina a preços mais competitivos do que o material dos Estados Unidos.

Os compradores sul-americanos com mais estoque optaram por materiais asiáticos com custos menores e tempos de trânsito mais longos, principalmente em meio a uma cadeia de suprimentos congestionada com escassez de contêineres e taxas de frete recordes. Os compradores que precisam de entrega imediata continuam buscando cargas dos EUA a preços mais altos, pagando mais pela conveniência de trânsitos curtos.

Os participantes do mercado esperam que ambos os cenários durem até que o fornecimento nos EUA se estabilize e os desafios de logística asiáticos sejam resolvidos – o que pode levar até o final de 2021.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Pré-Sal
Cerimônia marca início da produção do campo de Bacalhau,...
17/12/25
Logística
Santos Brasil recebe autorização para operar com capacid...
16/12/25
Indicadores
ETANOL/CEPEA: Indicadores são os maiores da safra 25/26
16/12/25
Sergipe
Projeto Sergipe Águas Profundas reforça expansão da ofer...
15/12/25
Etanol
Hidratado sobe pela 9ª semana seguida
15/12/25
Meio Ambiente
Shell Brasil, Petrobras e CCARBON/USP lançam o Carbon Co...
12/12/25
Energia Solar
Desafios de topografia na geração de energia solar: conh...
12/12/25
Oferta Permanente
Seminário da ANP apresenta informações sobre a Oferta Pe...
12/12/25
Drilling
SLB conclui a construção do primeiro poço de injeção de ...
12/12/25
Drilling
Shell assina contrato com a Valaris para uso de sonda of...
12/12/25
Royalties
Estudo revela proporção de royalties na receita municipa...
12/12/25
Sergipe Oil & Gas 2026
SOG26 destaca Sergipe como nova fronteira na produção de...
12/12/25
Biocombustíveis
Sessão especial celebra 8 anos do RenovaBio e reforça su...
12/12/25
Navegação Interior
A Revolução Livre de Graxa no setor de embarcações de se...
12/12/25
Reconhecimento
IBP conquista novamente o "Oscar dos Eventos" com a ROG....
11/12/25
Firjan
Rio pode ganhar mais 676 mil empregos com estímulo a 9 n...
10/12/25
Reconhecimento
Programa Nacional de Transparência Pública concede certi...
10/12/25
Combustíveis
Com novo aumento do ICMS para 2026, impacto nos preços d...
10/12/25
PPSA
Contratos de partilha vão produzir 2 milhões de barris a...
10/12/25
Logística
Transpetro amplia atuação logística com integração da PB...
09/12/25
Posicionamento IBP
Imposto Seletivo sobre petróleo e gás ameaça exportações...
09/12/25
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.