Negócios

Alstom adquire participação de 40% na AWS Ocean Energy

A Alstom adquiriu participação de 40% na empresa de energia renovável escocesa AWS Ocean Energy. A empresa será acionista, ao lado do Shell Technology Ventures Fund 1 e do Scottish Investment Bank, que continuam apoiando a AWS. O negócio marca a entrada da Alstom no mercado de energia das ondas

Redação
15/07/2011 09:19
Visualizações: 900
A Alstom marca sua entrada no mercado de energia das ondas e adquire uma participação de 40% na empresa de energia renovável escocesa AWS Ocean Energy. A empresa será acionista, ao lado do Shell Technology Ventures Fund 1 e do Scottish Investment Bank, que continuam apoiando a AWS. A energia das ondas, assim como a energia das marés, é livre de CO2 e tem o maior potencial de todas as tecnologias marítimas existentes, com recursos mundiais estimados entre 200 e 300 GW.
 

A transação complementa as atividades existentes do negócio de energia oceânica da Alstom em Nantes, na França, onde a empresa está desenvolvendo seu protótipo de turbina de marés em escala comercial de 1 MW, a Beluga 9.
 

Criada em 2004, a AWS Ocean Energy está atualmente focada no desenvolvimento e na entrega de seu conversor de energia de ondas AWS-III, um dispositivo flutuante com saída de energia nominal de 2,5 MW. O apoio do fundo Waters (Wave and Tidal Energy: Research, Development and Demonstration Support), administrado pela empresa escocesa, permitiu que um modelo em escala 1:9 do AWS-III fosse testado em Loch Ness em 2010.
 

Philippe Cochet, vice-presidente sênior de hydro & wind da Alstom, afirmou: “Estamos extremamente entusiasmados de entrar para o mercado de energia de ondas neste momento. Nosso envolvimento com a AWS hoje é uma parte importante do desenvolvimento estratégico de nossa recém-criada atividade comercial, a Alstom Ocean. Após analisarmos várias tecnologias diferentes e realizarmos análises mais detalhadas, estamos absolutamente confiantes de que a AWS-III é uma tecnologia que complementa perfeitamente nossas atividades oceânicas atuais de energia de marés e eólica offshore, reforçando ainda mais a posição da Alstom como fornecedora líder de soluções de energia limpa”.
 

Em relação a esse investimento, Simon Grey, CEO da AWS Ocean Energy, disse: “Estamos satisfeitos em trabalhar com a Alstom para desenvolver ainda mais a tecnologia AWS-III. O investimento é um importante passo à frente para a AWS e para o setor de energia de ondas como um todo. Seu apoio, bem como o do governo escocês, é tanto um endosso daquilo que conquistamos até o momento quanto uma importante fonte de motivação para continuarmos desenvolvendo essa tecnologia”.
 

O governo do Reino Unido tem a ambição de aumentar a participação da eletricidade gerada a partir de fontes renováveis dos 6,7% atuais para cerca de 30% até 2020. A energia das ondas e das marés, juntas, tem o potencial de atender até 20% da demanda atual de energia do Reino Unido, representando uma capacidade instalada de 30-50 GW, com o Reino Unido detendo cerca de 50% dos recursos totais de energia de marés da Europa. A Alstom tem uma forte base comercial no Reino Unido e está comprometida com a indústria de renováveis da região, que está em rápido crescimento, notadamente através do desenvolvimento de uma turbina eólica offshore de 6 MW e da entrega de três parques eólicos onshore.
 
 
A Escócia está na vanguarda do desenvolvimento de energia marítima, tendo criado um Centro Europeu de Energia Marítima em Orkney em 2003, e com mais de 1,6 GW de concessões já garantidas para projetos de marés e ondas em águas escocesas. O primeiro-ministro escocês anunciou recentemente a meta de produzir o equivalente a no mínimo 100% da eletricidade da Escócia a partir de fontes renováveis até o ano de 2020. Portugal, Espanha e França também estão demonstrando um forte interesse em energia marítima e em energia de ondas, em particular.
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