Intercâmbio

Alemanha quer trocar experiências com o Brasil em bioeconomia

Comitiva alemã visitou a Fapesp para troca de informações.

Agência Fapesp
24/08/2012 16:16
Visualizações: 578

 

A Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp) recebeu, no dia 22 de agosto, a visita de uma delegação de representantes do Ministério Federal de Educação e Pesquisa, de instituições científicas e de empresas do setor de biotecnologia da Alemanha.
O objetivo do encontro foi prospectar oportunidades de cooperação científica entre pesquisadores da Alemanha com os do estado de São Paulo, especialmente na área de bioeconomia.
A Alemanha lançou em novembro de 2010 um projeto com duração de seis anos, intitulado “Estratégia nacional de pesquisa em bioeconomia 2030”, que pretende utilizar de forma sustentável recursos biológicos, como plantas, animais e microrganismos, para desenvolver novos produtos e processos baseados em biotecnologia, de forma a potencializar o aproveitamento das oportunidades econômicas criadas pela “economia verde”.
De modo a atingir esse objetivo, as 89 universidades, 104 instituições de pesquisa e 531 empresas na área de biotecnologia existentes na Alemanha pretendem intensificar a cooperação internacional com pesquisadores de outros países, como o Brasil, para trocar experiências e transferir tecnologias.
“O Brasil será um importante parceiro neste projeto, porque tem experiências muito interessantes e já bem estabelecidas de aproveitamento e conversão de biomassa para o desenvolvimento de novos produtos. Queremos aprender e trocar experiências em biotecnologia com pesquisadores brasileiros”, disse Henk van Liempt, chefe da divisão de bioeconomia do Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha.
De acordo com Liempt, uma das iniciativas recém-lançadas para promover a aproximação entre pesquisadores do Brasil e da Alemanha foi o BioInnovationHub.
O objetivo da iniciativa, que começou a ser planejada em 2011, é reunir as experiências do Brasil e da Alemanha para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e inovação em diferentes temas relacionados à biotecnologia.
“O Brasil é líder mundial na produção de combustíveis renováveis, como o etanol, e a Alemanha se destaca na área de biotecnologia. Podemos aprender e trocar experiências”, disse Liempt.
A delegação alemã foi recebida por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, e por Glaucia Mendes Souza, membro da coordenação do Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (Bioen) e professora no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP).
Na ocasião, Brito Cruz fez uma apresentação sobre a instituição e de alguns de seus principais programas relacionados à bioeconomia, como o Bioen.
Lançado em 2008, o programa de pesquisa tem cinco divisões: “Biomassa para Bioenergia" (com foco em cana-de-açúcar), "Processo de Fabricação de Biocombustíveis", "Biorrefinarias e Alcoolquímica", "Aplicações do Etanol para Motores Automotivos: motores de combustão interna e células a combustível" e "Pesquisa sobre sustentabilidade e impactos socioeconômicos, ambientais e de uso da terra".
“A Fapesp tem um grande número de acordos para financiamento conjunto de pesquisas com instituições como a DFG, na Alemanha, com o objetivo de criar oportunidades para pesquisadores do estado de São Paulo trabalhar juntos com cientistas de outros países. Na área de bioeconomia temos um acordo, por exemplo, com o BE-Basic, da Holanda”, destacou Brito Cruz.
Os integrantes da delegação alemã disseram terem ficado bastante impressionados com a autonomia orçamentária e com o processo de decisão da Fapesp sobre quais projetos deve apoiar, que é realizado fundamentalmente com base no mérito científico.
“Essa forma de realizar o processo de seleção de projetos de pesquisa representa uma abordagem muito interessante e moderna, que deveria ser adotada por outras agências de fomento à pesquisa no mundo”, disse Liempt à "Agência Fapesp".

A Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp) recebeu, no dia 22 de agosto, a visita de uma delegação de representantes do Ministério Federal de Educação e Pesquisa, de instituições científicas e de empresas do setor de biotecnologia da Alemanha. O objetivo do encontro foi prospectar oportunidades de cooperação científica entre pesquisadores da Alemanha com os do estado de São Paulo, especialmente na área de bioeconomia.


A Alemanha lançou em novembro de 2010 um projeto com duração de seis anos, intitulado “Estratégia nacional de pesquisa em bioeconomia 2030”, que pretende utilizar de forma sustentável recursos biológicos, como plantas, animais e microrganismos, para desenvolver novos produtos e processos baseados em biotecnologia, de forma a potencializar o aproveitamento das oportunidades econômicas criadas pela “economia verde”.


De modo a atingir esse objetivo, as 89 universidades, 104 instituições de pesquisa e 531 empresas na área de biotecnologia existentes na Alemanha pretendem intensificar a cooperação internacional com pesquisadores de outros países, como o Brasil, para trocar experiências e transferir tecnologias.


“O Brasil será um importante parceiro neste projeto, porque tem experiências muito interessantes e já bem estabelecidas de aproveitamento e conversão de biomassa para o desenvolvimento de novos produtos. Queremos aprender e trocar experiências em biotecnologia com pesquisadores brasileiros”, disse Henk van Liempt, chefe da divisão de bioeconomia do Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha.


De acordo com Liempt, uma das iniciativas recém-lançadas para promover a aproximação entre pesquisadores do Brasil e da Alemanha foi o BioInnovationHub.


O objetivo da iniciativa, que começou a ser planejada em 2011, é reunir as experiências do Brasil e da Alemanha para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e inovação em diferentes temas relacionados à biotecnologia.


“O Brasil é líder mundial na produção de combustíveis renováveis, como o etanol, e a Alemanha se destaca na área de biotecnologia. Podemos aprender e trocar experiências”, disse Liempt.


A delegação alemã foi recebida por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, e por Glaucia Mendes Souza, membro da coordenação do Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (Bioen) e professora no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP).


Na ocasião, Brito Cruz fez uma apresentação sobre a instituição e de alguns de seus principais programas relacionados à bioeconomia, como o Bioen.


Lançado em 2008, o programa de pesquisa tem cinco divisões: “Biomassa para Bioenergia" (com foco em cana-de-açúcar), "Processo de Fabricação de Biocombustíveis", "Biorrefinarias e Alcoolquímica", "Aplicações do Etanol para Motores Automotivos: motores de combustão interna e células a combustível" e "Pesquisa sobre sustentabilidade e impactos socioeconômicos, ambientais e de uso da terra".


“A Fapesp tem um grande número de acordos para financiamento conjunto de pesquisas com instituições como a DFG, na Alemanha, com o objetivo de criar oportunidades para pesquisadores do estado de São Paulo trabalhar juntos com cientistas de outros países. Na área de bioeconomia temos um acordo, por exemplo, com o BE-Basic, da Holanda”, destacou Brito Cruz.


Os integrantes da delegação alemã disseram terem ficado bastante impressionados com a autonomia orçamentária e com o processo de decisão da Fapesp sobre quais projetos deve apoiar, que é realizado fundamentalmente com base no mérito científico.


“Essa forma de realizar o processo de seleção de projetos de pesquisa representa uma abordagem muito interessante e moderna, que deveria ser adotada por outras agências de fomento à pesquisa no mundo”, disse Liempt à "Agência Fapesp".

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Tecnologia e Inovação
Brasil estrutura marco normativo para gêmeos digitais e ...
07/02/26
PD&I
Firjan SENAI SESI traz primeira edição do "Finep pelo Br...
06/02/26
Bacia de Campos
Em janeiro, BRAVA Energia renova recorde de produção em ...
06/02/26
Pessoas
Mauricio Fernandes Teixeira é o novo vice-presidente exe...
06/02/26
Internacional
Petrobras fica com 42,5% de bloco exploratório offshore ...
06/02/26
Sergipe Oil & Gas 2026
Ampliação de espaço no Sergipe Oil & Gas vai garantir ma...
05/02/26
Resultado
Produção dos associados da ABPIP cresce 22,8% em 2025 e ...
05/02/26
Descomissionamento
ONIP apresenta ao Governo Federal propostas para transfo...
04/02/26
Pessoas
Daniela Lopes Coutinho é a nova vice-presidente executiv...
04/02/26
Resultado
Com 4,897 milhões boe/d, produção de petróleo e gás em 2...
03/02/26
Pré-Sal
Três FPSOs operados pela MODEC fecharam 2025 entre os 10...
03/02/26
Pré-Sal
Shell dá boas-vindas à KUFPEC como parceira no Projeto O...
03/02/26
Gás Natural
GNLink recebe autorização da ANP e inicia operação da pr...
02/02/26
Gás Natural
Firjan percebe cenário positivo com redução nos preços d...
02/02/26
Etanol
Anidro e hidratado fecham mistos na última semana de jan...
02/02/26
GNV
Sindirepa: preço do GNV terá redução de até 12,5% no Rio...
30/01/26
Descomissionamento
SLB inaugura Centro de Excelência em Descomissionamento
30/01/26
Apoio Offshore
Wilson Sons lança rebocador da nova série para atender d...
30/01/26
Gás Natural
Firjan lança publicação e promove debate sobre futuro do...
28/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 terá programação diversa e foco na pro...
28/01/26
Internacional
Petrobras amplia venda de petróleo para a Índia
28/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.