Distribuição

ALE e SAT se unem para formar nova distribuidora nacional

Distribuidoras regionais celebraram a criação da Alesat, nesta quarta-feira (05/04), no Rio de Janeiro. A nova empresa nasce com faturamento de R$ 4,3 bilhões, participação de 3,7% do mercado brasileiro e presença em 20 estados. O plano de investimento da Alesat é de R$ 125 milhões até 2010


05/04/2006 00:00
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As distribuidoras regionais de combustíveis ALE e SAT celebraram sua fusão, nesta quarta-feira (05/04), no Rio de Janeiro. Unidas as empresas formam a Alesat, companhia de alcance nacional, que já nasce posicionada em sexto lugar no ranking das distribuidoras do país com 3,7% do mercado brasileiro.

O plano de investimento das empresa é de R$ 125 milhões para a inauguração de 700 postos durante os próximos cinco anos, chegando a 1800 postos em 2010.

Segundo informam os principais executivos da nova empresa, Sérgio Cavalieri, até então presidente da ALE, e Marcelo Alecrim, que foi presidente da SAT, a negociação para a fusão foi feita por uma troca de ações através da qual as cada uma das empresas ficou com 50% da nova companhia.

A SAT, no entanto, tem 34% de capital do fundo de investimentos Darby Investments Overseas, que tem ainda a opção de adquirir mais 13% do capital da empresa. Além dos executivos das duas distribuidoras, também esteve presente à cerimônia de apresentação da Alesat, o presidente-executivo do Darby, Richard Frank, que afirmou que a empresa financeira está investindo ainda mais na fusão, mas não quis revelar o montante nem o percentual de participação. Frank destacou, entretanto, que de todos os empreendimentos que possui na América Latina, Ásia e África, este, com a SAT, é o de maior confiabilidade.

A soma do faturamento das duas empresas em 2005 chegou a R$ 4,3 bilhões e o volume de vendas foi de 2,5 bilhões litros de gasolina, álcool e diesel anuais, sendo 1,4 bilhão de litros/ano vendidos pela ALE e 1,1 bilhão de litros/ano vendidos pela SAT. Com a fusão, as empresas esperam chegar a 2010 faturando R$ 6 bilhões e vendendo 3,5 bilhões de litros de combustíveis, além do biodiesel e gás natural veicular (GNV), disponíveis apenas nos postos ALE nas localidades onde existem os combustíveis.

Segundo Cavalieri, que assumiu o cargo de presidente do conselho administrativo da nova companhia, a distribuição dos novos combustíveis será estendida para os postos SAT no decorrer do tempo. Por outro lado as empresas mantém alguns negócios fora da fusão: a SAT tem fábricas de lubrificantes e a ALE adequiriu blocos exploratórios em acumulações marginais em Sergipe e Alagoas. "Ainda vamos analisar os outros empreendimentos de cada empresa e negociar o que poderá ser compartilhado e o que permanecerá separado", comenta Alecrim, que assumiu o cargo de presidente-executivo da Alesat.

Os dois executivos explicaram que, além das afinidades empresariais, as duas companhias optaram pela fusão em razão do processo de expansão operado por cada uma individualmente. A ALE, que é integrande do grupo Asamar, de Minas Gerais, tinha forte participação no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, começou a se expandir para o Nordeste. Por outro lado, a SAT tinha participação destacada no Norte e Nordeste e começou a se posicionar no Sudeste.

"Com a expansão das duas começamos a concorrer nos mercados, decidimos então realizar algumas operações conjuntas para conquistar ganhos operacionais até que decidimos pela fusão", justifica Cavalieri, que afirmou, no entanto, que os postos continuaram com as duas bandeiras até que haja uma decisão sobre a necessidade de criar uma marca única.

A Alesat tem participação em 20 estados brasileiros e planeja se estabelecer no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul em breve. O lançamento da nova empresa feito no Rio de Janeiro contou com a presença da governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, e do secretário de Energia, Indústria naval e do Petróleo do Rio de Janeiro, Wagner Victer.

A empresa afirmou que ainda não há decisão sobre a localização da nova sede da Alesat, no entanto o secretário Victer comentou aos jornalistas que já está praticamente certa a instalação da sede no Rio. A governadora do Rio Grande do Norte comentou que o governo oferece apoio tanto à empresa local, a SAT, do grupo Caraú, quanto aos seus parceiros.

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