EUA

Álcool celulósico já esbarra na carência de recursos

Valor Econômico
03/03/2009 03:24
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Usinas americanas de etanol estão perto de atingir os limites criados pelo Congresso dos Estados Unidos para conter o uso do milho na produção de combustível, mas a indústria ainda parece longe de dar o salto tecnológico necessário para tornar viável comercialmente o uso de outras matérias-primas.

 


De acordo com a legislação americana, a produção de etanol de milho deverá atingir 57 bilhões de litros em 2015 e não poderá ir além disso, para não causar problemas para criadores de gado e indústrias alimentícias que também usam o milho como matéria-prima. As usinas de etanol consumiram quase um quarto da produção americana de milho na última safra.

 

Para continuar ampliando o consumo de biocombustíveis no país, os americanos estão investindo no desenvolvimento do etanol celulósico, que pode ser feito com madeira, capim e diversos resíduos vegetais. As metas estabelecidas pelo Congresso determinam que o consumo de etanol celulósico atinja 61 bilhões de litros por ano em 2022.

 

O problema é que nenhuma das empresas que estão investindo nas novas tecnologias conseguiu até agora demonstrar sua viabilidade econômica. Há 24 usinas de etanol celulósico em construção ou em planejamento nos EUA atualmente, mas muitas são plantas-piloto de pequena escala cujo objetivo é testar e aperfeiçoar as novas tecnologias.

 

A crise internacional ampliou as dificuldades que essas empresas encontram para financiar seu desenvolvimento. “As condições oferecidas pelo mercado hoje são impraticáveis”, diz Gerson Santos-Leon, vice-presidente do grupo espanhol Abengoa, que planeja construir nos EUA duas usinas de etanol celulósico.

 

A incerteza sobre esses projetos está aumentando com a proximidade de 2010, ano em que as refinarias americanas terão que comprar 380 milhões de litros de etanol celulósico para atender às metas previstas em lei. Ninguém sabe se o produto estará disponível. “Se não confiássemos no processo que estamos desenvolvendo, não estaríamos investindo nosso próprio capital nisso”, afirma Larry Ward, vice-presidente da POET, dona de 26 usinas de etanol nos Estados Unidos.

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