CNI

Ajuste para cima da projeção de crescimento da economia

Gazeta Mercantil
06/10/2008 04:44
Visualizações: 663

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 5,3% neste ano. A estimativa anterior, feita em junho, era de alta de 4,7%. Essa revisão para cima, segundo os economistas da CNI, ocorreu porque a crise internacional não deverá afetar o desempenho da economia neste ano, por causa da forte demanda interna. No entanto, para o próximo ano os economistas da entidade prevêem que os efeitos da crise irão reduzir o ritmo de crescimento da economia para 3,5%.

 

Já a inflação, medida pelo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 6,2% neste ano, acima do centro da meta do governo, de 4,5%, mas dentro da margem de dois pontos percentuais. A estimativa anterior era de 6,4%. Os técnicos da CNI prevêem que a taxa de juros deverá terminar o ano em 14,5%, ligeiramente acima da previsão anterior de 14,25%.

 

A explicação da CNI para o bom desempenho da economia neste ano está na solidez de seus fundamentos, como as reservas cambiais elevadas (próximas a US$ 205 bilhões), o superávit primário (R$ 10 bilhões, posição de agosto), um sistema de regulação bancária desenvolvido e a menor dependência externa. "Não obstante, essas condições não impedem que os desdobramentos da crise mundial alcancem o Brasil", diz o texto do Informe Conjuntural da entidade.

 

De acordo com a CNI, a menor disponibilidade de crédito internacional e a redução da demanda externa por produtos brasileiros são os pontos críticos da crise para a economia brasileira. "O primeiro tem efeito mais imediato, enquanto o segundo irá se apresentar de forma progressiva à medida que o comércio mundial perca dinamismo", avaliam os economistas. Eles alertam que se as linhas externas de financiamento não forem renovadas, em especial o crédito para exportação, vai gerar dificuldades para a operação das empresas, principalmente se não houver uma substituição integral dessas linhas por opções internas.

 

A CNI quer que o Banco Central aumente a liquidez do mercado para enfrentar a escassez do crédito e reveja a política monetária "como já fez com a flexibilização dos compulsórios bancários", reconhece o economista-chefe da CNI, Flávio Castelo Branco.

 

No entanto, segundo Castelo Branco, o BC deveria "dar uma parada em sua política de elevação dos juros". Na visão do economista, isso serviria para avaliar o que realmente vai transbordar da crise americana para o Brasil e qual o impacto que terá nos preços no mercado doméstico. Castelo Branco disse que a política monetária adotada pelo BC (de elevar os juros) não foi dimensio-nada para esse momento de crise e que, por isso, deveria ser reavaliada.

 

A previsão da CNI para o setor industrial indica que deverá haver crescimento de 5,5% neste ano. Esse indicador é puxado para cima pela estimativa de crescimento de 8,7% da produção da indústria da construção civil. A indústria de transformação, a maior do segmento industrial, deverá crescer 5,1% no ano.

 

A avaliação da CNI é de que o aumento da demanda interna, de quase 8% em relação a 2007, é o que sustenta o crescimento da indústria. Esse crescimento é robusto porque está sendo acompanhado pelos investimentos no setor, como mostra a alta da formação bruta de capital fixo que, no ano passado, cresceu 13,4%, ante 10% de crescimento em 2006. Para este ano, a CNI reviu a sua previsão de crescimento do PIB industrial para 13,5%. A projeção anterior, de junho, era de 10,5%.

 

A CNI prevê que a balança comercial deverá fechar 2008 com um superávit de US$ 25 bilhões, ante a estimativa anterior de US$ 20 bilhões. Esse resultado será obtido devido a exportações de US$ 208 bilhões, ante previsão anterior de US$ 190 bilhões, e de importações de US$ 183 bilhões (a estimativa em junho era de US$ 170 bilhões).

Mais Lidas De Hoje
veja Também
BOGE 2026
Bahiagás destaca protagonismo da Bahia na Transição Ener...
29/05/26
BOGE 2026
Benel marca presença no Bahia Oil & Gas Energy e anuncia...
29/05/26
Investimentos
Petrobras anuncia aportes de mais de R$ 70 bilhões em Se...
29/05/26
BOGE 2026
Oil States reforça compromisso com inovação e excelência...
29/05/26
PPSA
PPSA publica Relato Integrado e Carta Anual
29/05/26
Royalties
Valores referentes à produção de março para contratos de...
29/05/26
BOGE 2026
PetroReconcavo discute futuro de Óleo e Gás na Bahia Oil...
29/05/26
BOGE 2026
Lumina Group marca presença na Bahia Oil & Gas Energy 20...
29/05/26
Gás Natural
Naturgy destaca importância do gás natural na matriz ene...
29/05/26
IBP
Manifesto em defesa da regulação adequada na valoração d...
29/05/26
BOGE 2026
Bahia reúne indústria, inovação e negócios na abertura d...
28/05/26
Biometano
Equinor, Embrapii, Unicamp e CNPEM lançam projeto para a...
28/05/26
Royalties
Valores referentes à produção de março para contratos de...
28/05/26
BOGE 2026
Expansão do óleo e gás amplia demanda por hubs de transf...
28/05/26
Combustíveis
ANP participa da "Operação Fluxo Oculto" para combater d...
28/05/26
Investimentos
Retomada dos investimentos da Petrobras no Amazonas
27/05/26
BOGE 2026
BRAVA Energia marca presença no Bahia Oil & Gas Energy 2...
27/05/26
IBP
Brasil pode ampliar protagonismo como fornecedor global ...
27/05/26
Etanol de milho
Etanol de milho avança no país e muda a dinâmica de merc...
27/05/26
Parceria
Grupo Bravante anuncia associação à Abeemar e reforça co...
27/05/26
Firjan
No Dia da Indústria 2026, Firjan anuncia medidas para im...
27/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25