Meio Ambiente

Air Products avança para reduzir pegada de carbono

Empresa adota novas tecnologias voltadas à eficiência energética e captura e sequestro de carbono, que contribuem para a redução da emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa

Redação TN Petróleo/Assessoria
31/10/2022 07:50
Air Products avança para reduzir pegada de carbono Imagem: Divulgação Visualizações: 2039

A COP27 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) traz ao debate as medidas efetivas tomadas pelos países até 2030. Dados do Climate Action Tracker (CAT), de junho deste ano, apontam que se as metas de redução de emissões estabelecidas até agora forem implementadas, o mundo aqueceria 2,4°C até 2100. Pelo Acordo de Paris, os líderes mundiais concordaram em manter o nível de aquecimento bem abaixo de 2°C.

As empresas têm mantido seus compromissos com relação à redução de emissão de gases de efeito estufa. A Air Products tem como um dos focos reduzir as pegadas ambientais por meio de aplicações de novas tecnologias voltadas à eficiência energética, captura e sequestro de carbono, que contribuem para essa redução. “Temos meta de reduzir 30% da nossa pegada de carbono até 2030. No Brasil estamos bem adiantados, com o Programa de Geração de Melhorias Contínuas para que essa relação de KW/h por tonelada produzida fique cada vez mais eficiente e que usemos cada vez mais energia limpa para a produção de nossos gases industriais”, conta Marcus Silva (foto), Gerente Geral da Air Products Brasil.

“Como somos eletrointensivos, alguns de nossos principais processos dependem muito de eletricidade, como por exemplo a destilação dos gases atmosféricos para separar oxigênio, argônio e nitrogênio. Por isso investimos em compra de energia renovável. No Brasil compramos cerca de 84% de nossa energia elétrica de fontes renováveis e na Argentina, 85%”, esclarece Silva.

Ele conta ainda que na parte dos reformadores de gás natural para a produção de hidrogênio, a empresa tem usado a captura de CO2. “Temos estabelecido estratégias futuras de uso desse CO2, bem como para o uso do biometano como combustível para a nossa frota, já que o metano tem um potencial de aquecimento 80 vezes maior que o CO2 e uma maneira de reduzir as emissões de biometano é usá-lo como combustível”, explica.

Silva afirma que o esforço da empresa tem sido para trazer mais eficiência às plantas. “No caso das plantas de craqueamento do metano para produção do hidrogênio, buscamos diminuir o uso do metano cada vez mais e migrar para a produção de hidrogênio a partir da eletrólise da água, com energia renovável.”

Ele reforça que as pessoas também podem contribuir no dia a dia e evitar o consumo de combustíveis fósseis, por meio da manutenção do trabalho híbrido, ao restringir viagens aéreas e rodoviárias, diminuir deslocamentos urbanos em veículos individuais com motores a combustão, e optar por meios digitais para comunicação, quando possível. “Reavaliamos a necessidade do trabalho presencial e mantemos nos escritórios e sites de operação as pessoas que são estritamente essenciais. Além disso, comunicamos continuamente nossas metas de redução para toda a organização”, conclui.

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