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Estudo

Água deve ser tema primordial da indústria e órgãos reguladores

22/03/2012 | 17h08
A responsabilidade com o meio ambiente está presente na pauta geral das empresas, e isto coloca o tema água como um dos elementos mais importantes da atualidade. Na indústria, especificamente, a água é utilizada em diferentes processos e em muitos casos acaba sendo contaminada por metais ou substâncias tóxicas.

O Brasil implantou em 1997 a Política Nacional de Recursos Hídricos, que criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos do país. A lei tem o objetivo de assegurar água de qualidade e promover a utilização racional e integrada do recurso. Em 2005, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) promulgou a resolução 357, com padrões de lançamento de efluentes e impôs limites para a emissão de corantes em rios. Essas medidas fizeram com que as empresas aumentassem os investimentos em tecnologias sustentáveis.

Atualmente, o mercado desenvolve tecnologias que a partir de processos físicos (gradeamento, peneiramento, separação de óleos e gorduras, sedimentação ou flotação), químicos ou biológicos, dependendo dos poluentes que serão ser removidos, purificam a água para que ela seja descartada sem oferecer riscos de contaminação dos lençóis freáticos e rios. Muitas empresas já investem na tecnologia de reúso, gerando uma diminuição nos custos e garantindo o abastecimento interno para outras demandas, como obtenção de energia elétrica.

A Petrobras, por exemplo, a partir do programa Petrobras Ambiental, anunciou investimentos de R$ 500 milhões - nos últimos cinco anos - em projetos de conservação ambiental relacionados ao tema “Água e Clima”, em todo o Brasil. Outra empresa, a Klabin - produtora, exportadora e recicladora de papéis -, reduziu, nos últimos 26 anos, a utilização de água em 62% enquanto o volume da produção de papel aumentou 126%. De acordo com a empresa, em 2011 o consumo específico de água da Unidade Monte Alegre (PR), maior fábrica da Klabin, foi de 36,60 m³/t, o melhor valor já registrado na unidade, que está entre os melhores índices em fábricas integradas de papel e celulose em todo o mundo, conforme indicadores do IPPC (Integrated Pollution Prevention and Control).

Estudos elaborados pela Organização das Nações Unidas (ONU), demonstram que é necessária uma mudança radical na forma como utilizamos a água se quisermos evitar a escassez. Uma das últimas pesquisas ressaltou que as mudanças climáticas, com suas consequentes secas e inundações, estão agravando a situação, ao derreter as geleiras e provocar mudanças nos padrões de chuva, o que impacta diretamente as fontes de água.

Ainda segundo a ONU, é estimado que até o ano de 2015 cerca de 92% da população global terá acesso à água potável melhorada. No entanto, pelo menos 11% da população mundial, o equivalente a 783 milhões de pessoas, continuará sem acesso à água potável. O levantamento mostra também que 1,1 bilhão de pessoas continua sem redes de esgoto e cerca de 4 mil crianças morrem diariamente apenas por doenças relacionadas à falta de água de qualidade. Outro número alarmante é que, nas áreas rurais, 97 em cada 100 pessoas não têm água canalizada e 14% da população bebe água de superfície – dos rios, das lagoas e dos lagos.


Água é um dos elementos mais afetados pelas alterações climáticas, diz presidente da ANA

A água é o principal veículo afetado pelas alterações climáticas e o Pacto das Águas - documento firmado no 6º Fórum Mundial das Águas, na semana passada, em Marselha, na França - não tratou da questão devidamente. A declaração é do presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente de Andreu Guillo. Ele participou nesta quinta-feira (22), quando se comemora o Dia Mundial da Água, de audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

“O principal veículo afetado pelas alterações climáticas é a água. O documento [Pacto das Águas] precisa tratar dessa questão. A construção de reservatórios, mesmo sendo tema polêmico, minimiza incidentes como alagamentos e garante a preservação em períodos de seca. Nós estamos dependendo de que, nesse processo de reforma da organização das Nações Unidas, a água passe a ter também uma verticalidade e não apenas essa transversalidade”, disse.

O presidente da ANA disse que também é necessária a criação de fundos globais para o desenvolvimento de políticas mais igualitárias em todo o mundo. No caso brasileiro, além de questões pontuais, como a qualificação do saneamento dos municípios, ele aponta como fundamental o fortalecimento do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.

A coordenadora da Rede das Águas, da organização não governamental SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro, disse que o debate do capítulo 18 da Agenda 21, na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, tratou a água de forma cautelosa. “Se esse modelo proposto for colocado em prática, será o melhor modelo capaz de enfrentar as dificuldades da escassez. Sem sentarmos [à mesa, para discussão do tema] grandes usuários da água, como a agricultura, os municípios e os estados, será impossível fazer uma boa gestão da água”, ressaltou.

O balanço hídrico superficial do Brasil poderá ser acessado pelo site da ANA, a partir de 23 de março. Desenvolvido pela ANA, o portal calcula, em tempo real, o volume de água que entra e sai do território brasileiro a cada hora.
 
Leia também: www.tnsustentavel.com.br 


Fonte: Redação/ Agência
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