Transição Energética

Agnes da Costa do MME defende a flexibilidade de cada país durante webinar sobre transição energética

Redação TN Petróleo/Assessoria MME
27/05/2021 10:11
Agnes da Costa do MME defende a flexibilidade de cada país durante webinar sobre transição energética Imagem: Divulgação Visualizações: 1712

O movimento de descarbonização é o principal motivador da transição energética mundial associado às novas tecnologias digitais da indústria 4.0 dos sistemas energéticos. A informação é da assessora especial em assuntos regulatórios do Ministério de Minas e Energia (MME), Agnes da Costa, ao participar de webinar promovido pela revista Exame, nesta terça-feira (25/5).

Com o tema "Transição Energética e o Brasil — Os Melhores do ESG", o evento também contou com a participação do ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e teve a moderação realizada por Emilio Matsumura, diretor-executivo do Instituto E+ Transição Energética.

DivulgaçãoA representante do MME afirmou que as transições energéticas são diferentes em cada país, pois cada um tem ponto de partida diferente. Segundo Agnes, a palavra-chave defendida pelo Brasil quanto ao movimento das transições energéticas é flexibilidade. Segundo ela, cada nação deve escolher a trajetória mais adequada à sua realidade, levando em consideração as vantagens competitivas e os recursos energéticos de que dispõe. O objetivo é fazer a descarbonização das matrizes energéticas ao menor custo possível para a sociedade e chegar mais rápido ao resultado.

O ponto de partida é bastante diferente para o Brasil, segundo Agnes, porque o País é extremamente renovável em sua matriz energética, com aproximadamente 43% renováveis. "Isso se deve muito aos biocombustíveis no setor de transporte", afirmou. No caso da matriz elétrica, o Brasil tem 85% da produção proveniente de fontes limpas, enquanto no restante do mundo o número está em torno de 28%.

Agnes explicou que o Brasil parte de uma configuração energética diferente, pois ao longo da história fez escolhas tecnológicas de acordo com os recursos à disposição. Ela exemplificou o setor elétrico, com o Sistema Interligado Nacional (SIN), que se originou da constatação da possibilidade de aproveitamento da diversidade hidrológica no país, com o desenvolvimento da hidroeletricidade em centenas de rios espalhados por todo o País.

"Foi-se, então, desenvolvendo as hidrelétricas ao longo dessas bacias hidrográficas, tudo interconectado em um único sistema que hoje nos permite colocar geração em todos os cantos. Sejam eólica ou solar, onde houver potencial a gente coloca", ressaltou Agnes.

Divulgação

No debate, Joaquim Levy destacou o papel desempenhado pela mobilidade elétrica e também os efeitos do desmatamento. "Quando se pensa na transição energética sob o prisma ambiental, o que a gente vai descobrir é que, ao contrário de outros países, no Brasil, a maior parte das emissões de gases de efeito estufa não acontecem no setor econômico, mas sim nos desmatamentos", alertou.

Agnes destacou que a transição energética será o principal tema levado pelo Brasil ao Diálogo em Alto Nível das Nações Unidas sobre energia, previsto para setembro. "Tudo o que temos nos incentiva a contribuir para essa agenda", ressaltou, ao enfatizar que o Brasil possui instituições sólidas na área de energia.

"Vamos levar à ONU a questão do hidrogênio sob a ótica da geração de conhecimento, o que inclui mapeamentos daquilo que já existe no país, mas também potenciais futuros, inclusive de capacitação para indústria e academia. Entendemos que a consolidação e a transparência sobre o conhecimento é relevante para atrair investimentos", afirmou Agnes. "Não é a cor do hidrogênio que importa, mas que o hidrogênio seja limpo, que não emita carbono", frisou.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Pessoas
Mauricio Fernandes Teixeira é o novo vice-presidente exe...
06/02/26
Internacional
Petrobras fica com 42,5% de bloco exploratório offshore ...
06/02/26
Sergipe Oil & Gas 2026
Ampliação de espaço no Sergipe Oil & Gas vai garantir ma...
05/02/26
Resultado
Produção dos associados da ABPIP cresce 22,8% em 2025 e ...
05/02/26
Descomissionamento
ONIP apresenta ao Governo Federal propostas para transfo...
04/02/26
Pessoas
Daniela Lopes Coutinho é a nova vice-presidente executiv...
04/02/26
Resultado
Com 4,897 milhões boe/d, produção de petróleo e gás em 2...
03/02/26
Pré-Sal
Três FPSOs operados pela MODEC fecharam 2025 entre os 10...
03/02/26
Pré-Sal
Shell dá boas-vindas à KUFPEC como parceira no Projeto O...
03/02/26
Gás Natural
GNLink recebe autorização da ANP e inicia operação da pr...
02/02/26
Gás Natural
Firjan percebe cenário positivo com redução nos preços d...
02/02/26
Etanol
Anidro e hidratado fecham mistos na última semana de jan...
02/02/26
GNV
Sindirepa: preço do GNV terá redução de até 12,5% no Rio...
30/01/26
Descomissionamento
SLB inaugura Centro de Excelência em Descomissionamento
30/01/26
Apoio Offshore
Wilson Sons lança rebocador da nova série para atender d...
30/01/26
Gás Natural
Firjan lança publicação e promove debate sobre futuro do...
28/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 terá programação diversa e foco na pro...
28/01/26
Internacional
Petrobras amplia venda de petróleo para a Índia
28/01/26
Offshore
Projeto Sergipe Águas Profundas tem plano de desenvolvim...
28/01/26
Royalties
Valores referentes à produção de novembro para contratos...
28/01/26
Gás Natural
Petrobras reduz preços do gás natural para distribuidoras
28/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.