Santos

Agências pedem suspensão de tarifa no dia da greve

As agências de navegação marítima pedirão à Codesp a suspensão da taxa de atracação para os navios impedidos de deixar o Porto de Santos na última segunda-feira (21), por conta da greve de um dia deflagrada pelos doqueiros. Pe

A Tribuna
23/11/2011 10:04
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As agências de navegação marítima pedirão à Codesp a suspensão da taxa de atracação para os navios impedidos de deixar o Porto de Santos na última segunda-feira (21), por conta da greve de um dia deflagrada pelos doqueiros.

O Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar) informou nesta terça (22) que enviará correspondência à administradora do Porto para obter a isenção, por considerar que, com o protesto trabalhista, houve prejuízo às embarcações e, por consequência, às armadoras.

Apesar do pleito, o sindicato não tem o número exato de navios afetados pela greve.

Segundo estimativa feita por A Tribuna, com base na tabela de tarifas portuárias em vigor, um navio que ocupe por 24 horas 200 metros de cais nos armazéns 38 e 39, os mais caros do Porto, tem de pagar R$ 7.264,00 à Docas.


Porto sem Papel

O Sindamar relatou também que, durante a greve, as atracações e desatracações poderiam ter ocorrido normalmente se o Porto Sem Papel (programa que automatiza a liberação de atracações e partidas de navios no Porto) funcionasse de acordo como foi planejado. Na segunda-feira,o sistema,implantado pela Secretaria de Portos (SEP) em Santos, acusou por diversas vezes a liberação das embarcações, que ainda assim seguiram dependendo de aval do Setor de Atracação da Codesp para atracar ou desatracar, segundo o Sindamar.

“Se o sistema te dá sinal verde para ir embora,não tem sentido esperar uma ordem para o navio sair”, disse o diretor-executivo do sindicato, José Roque.

Pelas contas do Sindamar, o prejuízo só com o pagamento de sobrestadia foi de US$ 1,6 milhão. Para Roque, porém, o Porto perdeu muito mais, uma vez que esta cifra não compreende prejuízos com atrasos, infraestrutura ociosa e serviços cancelados.

A conta pela sobrestadia, afirma, é paga pelas companhias de navegação, uma vez que, na maior parte das vezes, a carta de afretamento prevê isenção desse custo para o dono da carga, em caso de greve.

O Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) foi procurado, mas também não apresentou cálculo de receita perdida por conta da paralisação.


Outro Lado

Em relação às críticas feitas ao Porto sem Papel, a Codesp informou, em nome da SEP, que o programa “funciona perfeitamente”, o que “não exclui a ação do homem no processo”. De acordo com a Docas, “há necessidade da atuação da ‘equipe da Atracação’ que, além de anuir algumas informações transmitidas através do sistema, realiza reuniões diárias para definir as prioridades de atracação”.

A Codesp comunicou ainda que “é do conhecimento de todos, em especial dos agentes de navegação, que o sinal verde não libera automaticamentea atracação, mas informa ao agenciador e órgãos anuentes que todas as formalidades foram cumpridas para que a embarcação seja incluída na reunião de atracação”.

O Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport) informou que, nesta terça, o trabalho foi retomado normalmente.
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