Empresas

Agências negam serviço de auditagem da OGX

Moody's diz nunca ter realizado esse tipo de avaliação para a empresa.

Valor Econômico
22/07/2013 17:24
Visualizações: 1253

 

A afirmação de Eike Batista de que suas empresas eram auditadas por três das maiores agências de risco do mundo incomodou a Moody's, que respondeu nunca ter realizado esse tipo de avaliação da petroleira OGX. Em artigo para o 'Valor', Batista comentou, pela primeira vez, a crise em seus negócios e disse nunca ter sido alertado pelas agências que "auditavam" suas empresas de que o potencial de produção da OGX poderia não alcançar as altas expectativas. "Minhas empresas eram auditadas por três das maiores agências de risco do mundo, e nunca uma delas veio a mim ou a público alertar que não era bem assim", escreveu.
A Moody's, uma das maiores agências de rating do mundo, afirmou que nunca fez esse tipo de avaliação. "A Moody's não audita empresas e certamente não auditou a OGX", disse a analista da instituição Gretchen French.
A Moody's esclareceu que seus ratings refletem sua opinião sobre os riscos de crédito das obrigações financeiras e não têm caráter de auditoria. A analista também afirmou que a primeira nota atribuída à OGX, em maio de 2011, foi "B1", "considerado especulativo e sujeito a alto risco de crédito". Em julho de 2012, a perspectiva da nota foi alterada para negativa, indicando que o risco da empresa e a possibilidade de rebaixamento aumentavam. Desde então, o rating foi rebaixado várias vezes e agora está situado em "Ca", penúltima nota da escala. A perspectiva é negativa.
A Fitch Ratings, outra grande agência de classificação de risco, disse que a nota inicial atribuída à OGX, também em maio de 2011, foi "B+", o que caracteriza o investimento como altamente especulativo e equivale à nota "B1" da Moody's. "O rating 'B' indica que um significativo risco de inadimplência está presente, porém uma limitada margem de segurança ainda existe", informou, por meio de sua assessoria. Hoje o rating concedido pela Fitch à OGX é "CCC".
Procurada, a Standard & Poor's não comentou a afirmação de Eike. A primeira nota dada pela S&P à OGX, também em maio de 2011, foi "B", e atualmente é "CCC", que indica alto risco de inadimplência.
Em abril de 2011, pouco antes da atribuição das notas pelas agências, a consultoria independente do setor petróleo DeGolyer & MacNaughton divulgou relatório estimando o volume de recursos da OGX em 10,8 bilhões de barris de óleo equivalentes.

A afirmação de Eike Batista de que suas empresas eram auditadas por três das maiores agências de risco do mundo incomodou a Moody's, que respondeu nunca ter realizado esse tipo de avaliação da petroleira OGX. Em artigo para o 'Valor', Batista comentou, pela primeira vez, a crise em seus negócios e disse nunca ter sido alertado pelas agências que "auditavam" suas empresas de que o potencial de produção da OGX poderia não alcançar as altas expectativas. "Minhas empresas eram auditadas por três das maiores agências de risco do mundo, e nunca uma delas veio a mim ou a público alertar que não era bem assim", escreveu.


A Moody's, uma das maiores agências de rating do mundo, afirmou que nunca fez esse tipo de avaliação. "A Moody's não audita empresas e certamente não auditou a OGX", disse a analista da instituição Gretchen French.


A Moody's esclareceu que seus ratings refletem sua opinião sobre os riscos de crédito das obrigações financeiras e não têm caráter de auditoria. A analista também afirmou que a primeira nota atribuída à OGX, em maio de 2011, foi "B1", "considerado especulativo e sujeito a alto risco de crédito". Em julho de 2012, a perspectiva da nota foi alterada para negativa, indicando que o risco da empresa e a possibilidade de rebaixamento aumentavam. Desde então, o rating foi rebaixado várias vezes e agora está situado em "Ca", penúltima nota da escala. A perspectiva é negativa.


A Fitch Ratings, outra grande agência de classificação de risco, disse que a nota inicial atribuída à OGX, também em maio de 2011, foi "B+", o que caracteriza o investimento como altamente especulativo e equivale à nota "B1" da Moody's. "O rating 'B' indica que um significativo risco de inadimplência está presente, porém uma limitada margem de segurança ainda existe", informou, por meio de sua assessoria. Hoje o rating concedido pela Fitch à OGX é "CCC".


Procurada, a Standard & Poor's não comentou a afirmação de Eike. A primeira nota dada pela S&P à OGX, também em maio de 2011, foi "B", e atualmente é "CCC", que indica alto risco de inadimplência.
Em abril de 2011, pouco antes da atribuição das notas pelas agências, a consultoria independente do setor petróleo DeGolyer & MacNaughton divulgou relatório estimando o volume de recursos da OGX em 10,8 bilhões de barris de óleo equivalentes.

 

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