Iniciativa

AES Tietê investe em projeto inédito para geração de energia utilizando hidrogênio

A AES Tietê, braço de geração do Grupo AES no Brasil, em parceria com a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e com os Institutos Aqua Genesis e Hytron, está desenvolvendo um projeto inédito no Brasil para a produção de energia a partir do hidrogênio, para ser utilizada em horário de

Redação
16/05/2012 10:31
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A AES Tietê, braço de geração do Grupo AES no Brasil, em parceria com a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e com os Institutos Aqua Genesis e Hytron, está desenvolvendo um projeto inédito no Brasil para a produção de energia a partir do hidrogênio, para ser utilizada em horário de pico de consumo. A iniciativa, que conta com investimento de R$ 2 milhões, converte o hidrogênio em eletricidade utilizando a energia não assegurada das usinas hidrelétricas da AES Tietê.

 

A proposta do projeto prevê a construção de uma planta completa de produção, armazenamento e reconversão de hidrogênio com capacidade de geração de energia de 5 kW, utilizando o processo de eletrólise e a tecnologia de célula a combustível.

 

            O principal objetivo é aproveitar o excesso de água dos reservatórios das usinas para produzir hidrogênio, por meio do processo de eletrólise, e utilizá-lo para a geração de energia em horários de pico, garantindo avanços técnicos, econômicos e ambientais ao setor de energia.

 

“Hoje o setor elétrico verifica que a demanda de energia não se comporta uniformemente ao longo do dia, havendo um pico de demanda em horário específico. Desta forma, medidas que busquem uniformizar a curva de demanda diária de energia elétrica são de grande importância para o maior aproveitamento do sistema de geração como um todo”, afirma Marcos Arruda, diretor da área de Inovação da AES Brasil.

 

O projeto considera ainda que o hidrogênio produzido terá alto grau de pureza e elevado valor comercial, sendo possível a sua utilização em outros nichos de mercado local, como por exemplo, o setor químico e de transportes, agregando benefícios econômicos ao país.

 

A produção de hidrogênio por meio de energia não assegurada é inédita no país e tem potencial para ser uma nova oportunidade de negócios às empresas do setor elétrico ressalta Arruda. “Além de representar uma possibilidade para a normalização da curva de carga em horário de ponta, o hidrogênio produzido também poderá ser comercializado como um insumo químico, atendendo a demanda de diversos setores industriais que fazem uso desse gás”, explica.

 

Outra vantagem diz respeito à preservação ambiental já que o projeto busca estimar as emissões evitadas de carbono, e os respectivos créditos que a produção de hidrogênio eletrolítico pode promover. Para isso, está sendo realizado um estudo visando qualificar a produção de hidrogênio eletrolítico das usinas da AES Tietê como um possível projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) com o objetivo de reduzir emissões de gases de efeito estufa.

 

 

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