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Ações de sustentabilidade na Margem Equatorial terá GT entre a Petrobras e o Consórcio Amazônia Legal

Redação TN Petróleo/Assessoria
18/03/2024 07:08
Ações de sustentabilidade na Margem Equatorial terá GT entre a Petrobras e o Consórcio Amazônia Legal Imagem: Divulgação Petrobras Visualizações: 2284

Discutir prioridades e definir ações nas áreas ambiental e social na Margem Equatorial será o principal objetivo de um grupo de trabalho formado por representantes da Petrobras e dos governos dos estados que integram o Consórcio Amazônia Legal. A proposta foi definida nesta sexta-feira (15), durante reunião entre o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates e os governadores Carlos Brandão, do Maranhão; Helder Barbalho, do Pará; Clécio Vieira, do Amapá; Antônio Denarium, de Roraima além de representantes dos governos de outros estados das regiões Norte e Nordeste. O encontro ocorreu durante o fórum “Transição Justa e Segurança Energética”, organizado pela Petrobras em parceria com o Consórcio Amazônia Legal e o Governo do Maranhão, em São Luís.

A transição energética justa, que não seja excludente, beneficiando todos os segmentos da população, é uma das preocupações da Petrobras, de acordo com Jean Paul Prates, que realizou a abertura e o encerramento do evento. Para o presidente, o Fórum estreitou a relação de parceria entre a Petrobras e os estados do Consórcio Amazônia Legal, que é formada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. No diálogo, além da construção do grupo de trabalho, a Petrobras apresentará ao Consórcio a carteira de projetos que estão sendo desenvolvidos em relação à preservação e a sustentabilidade e investimentos na região. 

“Transição energética justa é aquela que não deixa ninguém para trás. Nem as gerações futuras, para as quais precisamos garantir as condições adequadas de vida do planeta, enfrentando a questão urgente das mudanças climáticas, nem as gerações atuais, que precisam agora de qualidade de vida, de justiça social, de energia acessível”, explicou Prates, ressaltando que a Petrobras buscará novas energias, sem abrir mão da produção de petróleo. “A Margem Equatorial, que vai do Norte ao Nordeste, talvez venha a ser a primeira região do mundo a desenvolver uma reserva de petróleo com muita responsabilidade, muitas contrapartidas socioambientais, muito cuidado, e ao mesmo tempo, com novas energias, como a eólica offshore. A Margem Equatorial será fundamental nessa transição justa, tanto sob o aspecto de novas reservas como na descarbonização das operações”, afirma Jean Paul Prates.

O governador do Maranhão, anfitrião do evento, destacou que o Fórum foi um marco histórico no debate sobre a Margem Equatorial, garantindo transparência e participação popular. “Tivemos a oportunidade de ouvir as explicações dos técnicos da Petrobras, em várias palestras, com pessoas que conhecem muito bem a área petrolífera e de gás, explicando o que pode ser feito daqui para frente. É isso que estamos fazendo aqui, buscando caminhos para que possamos prospectar e descobrir se realmente tem petróleo nessa região. Montamos um grupo de trabalho entre governadores da Amazônia Legal e técnicos da Petrobras e vamos formatar um grande projeto que vai ser pioneiro de exploração de petróleo com preservação, para a gente mostrar para o mundo esse novo modelo de exploração preocupada com o meio ambiente”, disse Carlos Brandão. 

Para o governador do Pará, Hélder Barbalho, que preside o consórcio Amazônia Legal, a exploração da Margem Equatorial, acontecendo de forma responsável e sustentável e compatível com a agenda ambiental da Amazônia e do nosso país, beneficiará a região, inclusive com a perspectiva de novos investimentos da Petrobras. Para Hélder a reunião garantiu um estreitamento da parceria entre a empresa e os estados amazônicos: “Por um lado, a Petrobras convencer e apresentar as soluções que possam fazer com que a demanda da companhia, como detentora dos direitos de exploração, possa ocorrer na Margem Equatorial, e os estados apresentando a proposta para que a Petrobras possa ser um parceiro estratégico para as soluções advindas da natureza que possam gerar preservação ambiental e, acima de tudo, possam transformar a floresta viva num novo e importante ativo para a construção de soluções sociais para população que vive na nossa região”. 

Palestras e Debates

O fórum “Transição Justa e Segurança Energética” promoveu palestras para debater as interfaces do tema. Diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Joelson Mendes, conduziu a palestra “Atuação da Petrobras nas Bacias Norte e Nordeste”, detalhando que o foco da pesquisa da Petrobras está nas novas fronteiras de óleo e gás. “Estamos em busca de uma nova geração de campos, que possam produzir e garantir a segurança energética do país, como avaliamos ser possível na Margem Equatorial, onde pretendemos contribuir para a inovação, ciência e tecnologia na região. Além disso, faremos investimentos que resultarão na geração de emprego e renda para a população local”, pontuou Joelson.

A programação incluiu também as palestras “Novas fronteiras e produção de petróleo e gás nas bacias terrestres de Solimões e Parnaíba”, liderada por Frederico Miranda, diretor de Exploração, Reservatório e Tecnologias de Baixo Carbono na Eneva; “Simulador do Impacto Socioeconômico do Petróleo e Gás na Margem Equatorial”, conduzida por Márcio Guerra Amorim, superintendente do Observatório Nacional da Indústria; “Circulação oceânica da região Amazônica e seus ecossistemas marinhos - Conhecimento existente e tecnologias inovadoras para preservação e prevenção”, do Carlos Leandro da Silva Jr., gerente de Negócios em Inovação da OceanPact; e “Fontes de Energia Fósseis e a Coexistência com as Renováveis”, conduzida por Elisa Salomão, Chefe do Departamento de Gás e Petróleo do BNDES.

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