Indústria

Abrace pede redução do preço do gás natural

Brasil tem os maiores preços no mercado.

Agência Brasil
19/12/2012 17:46
Visualizações: 984

 

Para que o governo alcance o objetivo de tornar o Brasil um pais mais competitivo é fundamental que a redução das tarifas de energia seja mais abrangente. O preço menor não deve beneficiar apenas os consumidores de geração elétrica, mas, de forma complementar, estendidos àqueles que usam gás natural. A reivindicação é da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace).
Segundo a associação, o Brasil está no topo do ranking mundial, com os maiores preços praticados no mercado de gás natural.
“Aqui, o gás custa cerca de quatro vezes mais do que no exterior. Isso impacta a produção industrial e acaba repassado ao consumidor, no preço do produto”, disse nesta quarta-feira (19) o presidente da Abrace, Paulo Pedrosa, durante almoço com jornalistas.
A associação lançará em 2013 o projeto "+ Gás Brasil" destinado a preparar estudos sobre produção e custos do gás no Brasil, de forma a incentivar políticas de estímulo ao crescimento econômico e ao aumento da produção industrial.
A Abrace informa que, no Brasil, o gás natural é vendido a US$ 14 por milhão de unidades térmicas britânicas (MBTU), apesar do desconto oferecido pela Petrobras às indústrias. Sem a redução, o preço estaria 47% maior.
De acordo com um estudo da associação, mesmo com o desconto, nos últimos seis anos o preço do gás dobrou no Brasil, enquanto, no mesmo período, os preços de referência norte-americanos caíram quase 60%. “É o baixo preço do gás que está recuperando a economia dos Estados Unidos. Lá, os preços oferecidos são quatro vezes menores do que o nosso”, disse Pedrosa.
O preço alto prejudica diretamente a competitividade dos produtos brasileiros. “O Brasil tem reservas, mas esse gás acaba não sendo usado devido ao preço mais alto do que o importado”, acrescentou.
Segundo estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a pedido da Abrace, se o Brasil reduzir o custo do MBTU pela metade, para US$ 7, haveria aumento do Produto Interno Bruto (PIB) anual de 0,5 ponto percentual. Em valores nominais, até 2025 a redução de preço poderia gerar R$ 700 bilhões.
O Brasil é o 17º país no ranking mundial de consumo de gás. De acordo com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os setores de insumos básicos são altamente dependentes do gás natural. Fazem parte desse grupo, indústrias siderúrgicas e de minério de ferro, papel e celulose, alumínio, química, cerâmica e vidro.

Para que o governo alcance o objetivo de tornar o Brasil um pais mais competitivo é fundamental que a redução das tarifas de energia seja mais abrangente. O preço menor não deve beneficiar apenas os consumidores de geração elétrica, mas, de forma complementar, estendidos àqueles que usam gás natural. A reivindicação é da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace).


Segundo a associação, o Brasil está no topo do ranking mundial, com os maiores preços praticados no mercado de gás natural.


“Aqui, o gás custa cerca de quatro vezes mais do que no exterior. Isso impacta a produção industrial e acaba repassado ao consumidor, no preço do produto”, disse nesta quarta-feira (19) o presidente da Abrace, Paulo Pedrosa, durante almoço com jornalistas.


A associação lançará em 2013 o projeto "+ Gás Brasil" destinado a preparar estudos sobre produção e custos do gás no Brasil, de forma a incentivar políticas de estímulo ao crescimento econômico e ao aumento da produção industrial.


A Abrace informa que, no Brasil, o gás natural é vendido a US$ 14 por milhão de unidades térmicas britânicas (MBTU), apesar do desconto oferecido pela Petrobras às indústrias. Sem a redução, o preço estaria 47% maior.


De acordo com um estudo da associação, mesmo com o desconto, nos últimos seis anos o preço do gás dobrou no Brasil, enquanto, no mesmo período, os preços de referência norte-americanos caíram quase 60%. “É o baixo preço do gás que está recuperando a economia dos Estados Unidos. Lá, os preços oferecidos são quatro vezes menores do que o nosso”, disse Pedrosa.


O preço alto prejudica diretamente a competitividade dos produtos brasileiros. “O Brasil tem reservas, mas esse gás acaba não sendo usado devido ao preço mais alto do que o importado”, acrescentou.


Segundo estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a pedido da Abrace, se o Brasil reduzir o custo do MBTU pela metade, para US$ 7, haveria aumento do Produto Interno Bruto (PIB) anual de 0,5 ponto percentual. Em valores nominais, até 2025 a redução de preço poderia gerar R$ 700 bilhões.


O Brasil é o 17º país no ranking mundial de consumo de gás. De acordo com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os setores de insumos básicos são altamente dependentes do gás natural. Fazem parte desse grupo, indústrias siderúrgicas e de minério de ferro, papel e celulose, alumínio, química, cerâmica e vidro.

 

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