Energia Elétrica

ABGD apresenta à ANEEL estudo técnico sobre impactos da geração distribuída no sistema elétrico

Análise inédita avaliou 27 mil alimentadores e cerca de 6 milhões de redes secundárias e aponta redução de perdas e adiamento de investimentos na rede.

Redação TN Petróleo/Assessoria ABGD
09/02/2026 16:39
ABGD apresenta à ANEEL estudo técnico sobre impactos da geração distribuída no sistema elétrico Imagem: Divulgação Visualizações: 124

A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) apresentou à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), na quinta-feira (5), um estudo técnico sobre os impactos da micro e minigeração distribuída (MMGD) no Brasil. O levantamento analisou aproximadamente 27 mil alimentadores de rede primária e quase 6 milhões de redes secundárias em todo o país. A exposição foi conduzida pelo conselheiro da entidade, José Marangon (foto).

O trabalho foi desenvolvido pela MRST Consultoria e Engenharia em parceria com especialistas do setor elétrico e pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), com base no banco georreferenciado da própria agência (BDGD). A metodologia utilizou agrupamento de redes representativas para reproduzir estatisticamente a realidade do sistema elétrico brasileiro e evitar distorções quando se analisa casos isolados.

Durante a apresentação, Marangon destacou que a maior parte das redes ainda possui baixa ou média penetração de geração distribuída. "Grande parte das redes sequer possui micro ou minigeração. Quando a penetração é baixa ou média, a geração próxima à carga traz benefícios, reduz perdas e posterga investimentos", afirmou.

Segundo o estudo, situações críticas aparecem apenas em cenários de alta penetração, ainda pouco frequentes no país. "Hoje a maior parte das redes não está em alta penetração. Condenar a GD por casos extremos não é estatisticamente razoável", disse.

Nesses casos, podem ser necessários investimentos em proteção, controle de tensão e expansão da transformação, mas soluções de armazenamento reduzem os efeitos nocivos à rede. "Quando a rede passa a funcionar como coletora de geração surgem inconvenientes, porque ela não foi projetada para isso. Porém esses problemas são resolvidos com investimento, principalmente com baterias, que trazem mais benefícios ao sistema", explicou.

O levantamento indica que apenas cerca de 3% das redes secundárias apresentam alta penetração e, mesmo nessas condições, não foram observadas violações relevantes de restrições elétricas. A entidade também defendeu critérios técnicos adequados na regulação. "Inversão de fluxo não é problema por si só. O correto é analisar tensão, carregamento e qualidade do fornecimento. O tratamento deve ser local, não generalizado", afirmou Marangon.

Além da operação das redes de distribuição, o estudo aponta contribuição para o sistema elétrico como um todo. "A geração próxima à carga ajuda o sistema, reduz o fluxo e pode inclusive colaborar com a transmissão quando controlada", disse.

Para a entidade, a evolução da geração distribuída está associada ao armazenamento estacionário e a utilização da própria bateria dos carros elétricos. "Estamos num processo de transformação com baterias e carregamento de veículos elétricos, o que tende a resolver muitos dos desafios operacionais e atender melhor o consumidor", concluiu.

Sobre a ABGD - A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) é a principal entidade representativa do setor de energias renováveis com foco em geração distribuída no Brasil. Fundada em 2015, abrange toda a cadeia produtiva de equipamentos e serviços do segmento. Atua de forma estratégica na defesa dos interesses do setor junto a órgãos reguladores, instituições governamentais e sociedade civil, promovendo políticas públicas, inovação tecnológica, sustentabilidade ambiental, eficiência energética e a democratização do acesso à energia limpa. A ABGD tem sido protagonista no avanço da geração própria de energia no país, impulsionando o crescimento do mercado e fortalecendo a transição energética brasileira.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Etanol
Indicadores Cepea mostram etanol hidratado em alta no me...
19/01/26
Posicionamento IBP
Importação de biodiesel
16/01/26
Bacia de Campos
Brava Energia anuncia aquisição de 50% de participação n...
16/01/26
Biocombustíveis
Com R$ 6,4 bi em 2025, BNDES faz aprovação recorde de cr...
16/01/26
Créditos de Carbono
Edital ProFloresta+ supera expectativas e recebe 16 prop...
16/01/26
iBEM26
Inteligência Artificial faz aumentar demanda por energia...
16/01/26
Resultado
Em 2025 a Petrobras produziu 2,40 milhões de barris de ó...
16/01/26
Pré-Sal
Equinor arremata primeira carga de petróleo da União do ...
15/01/26
REFAP
Produção de gasolina e diesel S-10 tem recorde de produç...
15/01/26
Internacional
Petrobras amplia presença no mercado internacional com v...
15/01/26
Resultado
Ministério de Portos e Aeroportos realizou 21 leilões em...
14/01/26
Combustíveis
Diesel Podium e Diesel Verana são os novos combustíveis ...
14/01/26
Pré-Sal
Campo de Tupi/Iracema volta a atingir produção de 1 milh...
13/01/26
Gás Natural
Tarifas da Naturgy terão redução em fevereiro
13/01/26
Fertilizantes
FAFENs Bahia e Sergipe entram em operação
13/01/26
Pré-Sal
Cinco empresas estão habilitadas para disputar leilão de...
13/01/26
Inteligência Artificial
PRIO usa tecnologia para acelerar a produção audiovisual...
13/01/26
Posicionamento IBP
Sanção do PLP 125/22 fortalece o mercado legal de combus...
13/01/26
Resultado
Portos do Sudeste movimentam 635 milhões de toneladas at...
12/01/26
Negócio
Vallourec conquista contrato expressivo com a Shell no B...
12/01/26
Brasil e Venezuela
Petróleo venezuelano vira peça-chave da disputa geopolít...
12/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.