Energia Elétrica

Abertura do mercado livre possibilita a redução de custos com energia elétrica em até 30% para PME’s

A exemplo de grandes empresas que já se desfrutam desse modelo de consumo, unidades consumidoras com fatura na faixa entre R$ 10 e R$ 15 mil mensais serão as próximas beneficiadas, segundo CEO da Energizou

Redação TN Petróleo/Assessoria
03/02/2023 06:23
Abertura do mercado livre possibilita a redução de custos com energia elétrica em até 30% para PME’s Imagem: Divulgação Visualizações: 2003

Por conta da portaria recentemente publicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o mercado livre de energia passa a ser acessível a todos os clientes conectados em alta tensão a partir de 2024. Contudo, o processo não acontece da noite para o dia: a migração demanda adaptações, leva tempo e precisa da intermediação de uma comercializadora de energia para a adequação e gestão do consumo. 

Uma dessas corretoras, a Energizou, já auxiliou mais de 80 empresas de grande porte a migrar para o mercado livre. Entre elas, está a UNISA (Universidade Santo Amaro), na cidade de São Paulo, que ao deixar o mercado cativo obteve média de 22% de economia na fatura de energia já nos três primeiros meses de contrato. Em valores, isso representa uma redução de  R$ 30 mil a R$ 40 mil por mês. “Deixamos para trás a imprevisibilidade de gastos do mercado cativo. Essa economia nos permitiu investir na infraestrutura do campus e em diversos outros recursos que beneficiam nossos alunos”, afirma Alexandre Tobo, gerente de infraestrutura da UNISA.

Outro exemplo de grande porte é a Hersil, também de São Paulo, que atua no mercado administrativo premium de edifícios comerciais. Com uma crescente economia durante os três primeiros meses de consumo no mercado livre, a redução de custos de energia em um dos seus clientes do segmento de administração condominial, o Condomínio Millenium, chegou a 30%. “No mercado cativo, ficávamos atrelado às tarifas impostas pelo governo e os insumos diretos e indiretos que são tributados. Agora, nossa economia chega a variar entre R$ 10 mil e R$ 20 mil por mês”, diz o gerente predial Valdemir Medeiros.

Entre os exemplos de empresas de médio porte, a Megh, indústria fabricante de ceras e emulsões de São Paulo,  apresentou média de 17% de redução de custo em relação ao mercado cativo em três meses de mercado livre,  economizando entre R$ 10 mil e R$ 15 mil por mês. Já o Shopping Lajeado, no  Rio Grande do Sul,  teve média de 22%, e uma economia que chegou a  R$ 60 mil na fatura mensal. 

Ao abrir o mercado livre para empresas de qualquer porte, o MME dá agora essa mesma oportunidade de economia, liberdade de escolha e previsibilidade para pequenas e médias empresas. De acordo com o CEO da Energizou, Christian Cunha, os principais  beneficiados nessa nova fase são aquelas com consumo mensal de energia entre R$ 10 mil e R$ 50 mil. 

“Os consumidores dessa faixa só tinham como alternativa a Geração Distribuída (GD), focando na produção de energia fotovoltaica. Mas essa solução não os atendia plenamente, porque exige alto investimento de capital e desenvolvimento de projetos, ou contratos de arrendamento”, afirma Cunha. “No mercado livre, que até então estava aberto apenas para aqueles com faturas de valor muito maior, a economia é imediata e não demanda investimento inicial. É um mundo de possibilidades e escolhas, em que o consumidor pode optar por comprar energia de forma muito fácil e cada vez mais digital, com possibilidade de negociar preços e ter mais controle dos seus custos de energia, e com baixo risco.”

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