Comunicação

5 erros que sabotam a comunicação interna das empresas e como acertar para 2026

Redação TN com assessoria Humand
13/01/2026 14:10
5 erros que sabotam a comunicação interna das empresas e como acertar para 2026 Imagem: Pexels Visualizações: 68

O engajamento dos colaboradores no Brasil atingiu o pior nível da última década, caindo para 39% em 2025, segundo estudo da FGV EAESP e Engaja S/A, uma queda que representa impacto econômico estimado em R$ 77 bilhões por ano. A combinação de desconexão, falta de reconhecimento e sobrecarga emocional amplia a rotatividade e compromete a produtividade. Diante desse cenário, as empresas enfrentam a necessidade de redefinir suas estratégias de comunicação interna para 2026.

Para  Leandro Oliveira, diretor da Humand no Brasil, a queda no engajamento não é uma questão de falta de talento, mas de visibilidade. “Quando as pessoas não se sentem vistas e reconhecidas, elas se desconectam do time”, afirma. Ele reforça que o trabalhador brasileiro precisa entender que seu trabalho importa. Estudos como o Aon Employee Sentiment 2025 mostram que quase um quinto dos funcionários acredita que as empresas precisam fazer mais pelo bem-estar, enquanto 25% se sentem desvalorizados e 68% cogitam deixar seu emprego atual.

Apesar do cenário desafiador, há sinais de otimismo: 44% dos profissionais afirmam estar mais motivados a desenvolver novas habilidades para permanecer relevantes, ainda de acordo com o levantamento. Segundo Oliveira, essa disposição abre espaço para que as empresas ampliem engajamento e retenção por meio de investimentos estratégicos em desenvolvimento, capacitação e trajetórias de carreira.Para enfrentar esses desafios e preparar a comunicação interna para 2026, o especialista ainda sugere 5 pontos decisivos:

 

  • Priorize a visibilidade e o reconhecimento humano: 

 

“A comunicação interna precisa ir além dos KPIs e celebrar o esforço por trás dos resultados. Isso significa dar palco às histórias reais de colaboração e conquista”, reforça o diretor da Humand. Como sugestão, ele destaca que vale implementar canais onde os feitos individuais e de equipe sejam reconhecidos publicamente, reforçando o senso de valorização e pertencimento. 

Além de reconhecer resultados, empresas precisam fortalecer a inteligência emocional coletiva, criando mecanismos que tornem o colaborador um pilar fundamental para a equipe. “Quando as pessoas são vistas em suas contribuições diárias, cresce não apenas o engajamento, mas também a confiança psicológica, elemento essencial para equipes que inovam e colaboram com mais autonomia”, explica Oliveira.

 

  • Construa comunidades de trabalho conectadas: 

 

A cultura brasileira valoriza a comunidade. Utilize a comunicação interna para fomentar um ambiente onde as pessoas se sintam parte de algo maior. Crie espaços para interação, troca de experiências e compartilhamento de conhecimentos, promovendo a reciprocidade emocional e a construção de laços que fortalecem a coesão do time.

“Um time só se torna comunidade quando existe segurança para compartilhar vulnerabilidades, aprendizados e desafios. A comunicação interna pode fortalecer isso ao promover narrativas de pertencimento e iniciativas que aproximam times distribuídos, como comunidades temáticas, grupos de afinidade e rituais coletivos virtuais”, destaca o especialista. Ele complementa ainda que em empresas com força de trabalho operacional ou espalhada por várias unidades, criar essas “pontes de conexão social” é o que evita o isolamento e sustenta a motivação no longo prazo.

 

  • Simplifique e centralize a informação para aumentar a produtividade:

 

O mercado de trabalho está passando por transformações profundas ligadas à tecnologia e à IA. A produtividade já não se mede por volume de tarefas, mas por clareza e foco, portanto uma comunicação interna eficaz deve reduzir o ruído informacional, organizar fluxos e garantir que cada colaborador compreenda seu papel e o impacto de suas ações. "A produtividade não aumenta sobrecarregando as equipes com mais ferramentas e processos. Aumenta quando damos clareza, foco e conexão", pontua Oliveira. 

Essa clareza comunicacional tornou-se um diferencial competitivo: empresas com fluxos simples tomam decisões mais rápidas e reduzem atritos operacionais. Centralizar mensagens, padronizar canais e eliminar redundâncias comunicacionais evita retrabalho e preserva a energia cognitiva dos times. Para o executivo, em um contexto onde IA e automação aceleram rotinas, o que define produtividade não é velocidade, mas capacidade de priorizar o que realmente importa. 

 

  • Capacite o RH para uma atuação estratégica e humana: 

 

O RH está em um movimento de migração de uma agenda administrativa para uma mais humana, focada em cultura, colaboração e experiência do colaborador. A comunicação interna deve ser uma aliada do RH nesse processo, fornecendo dados claros, histórias reais e ferramentas para alcançar o frontline, permitindo decisões baseadas em insights e empoderando as pessoas. 

"O RH brasileiro está deixando de administrar processos para começar a contar histórias humanas. Esse é o movimento mais estratégico de 2026", afirma o diretor. Ele diz ainda que, quando o RH assume seu papel estratégico, ele passa a liderar conversas sobre cultura, pertencimento e performance, pilares cada vez mais determinantes para a competitividade das empresas brasileiras..

 

  • Utilize a tecnologia com propósito para potencializar pessoas: 

 

“A tecnologia não substitui pessoas; ela potencializa. Plataformas de comunicação interna devem ser ferramentas que organizam, simplificam e amplificam as mensagens, permitindo que a voz da empresa chegue a todos”, defende Oliveira. Ou seja, o objetivo final deve ser promover a transparência, o feedback bidirecional e o acesso facilitado à informação, construindo clareza e conexão que são o verdadeiro motor econômico invisível de qualquer empresa, de acordo com o executivo.

“O uso de tecnologia deve ter intencionalidade: o objetivo não é digitalizar tudo, mas conectar melhor. Plataformas de comunicação interna eficientes criam ‘vias de mão dupla’, permitindo que a empresa fale, mas também escute. E quando as pessoas têm espaço para expressar percepções, sugerir melhorias e receber respostas rápidas, cria-se um ecossistema vivo de colaboração”, conclui o diretor da Humand.

Sobre a Humand

A Humand é o aplicativo completo que conecta e une toda a empresa em uma plataforma intuitiva e acessível. Oferecemos uma comunidade digital privada que centraliza a cultura organizacional, a comunicação interna e o gerenciamento de recursos humanos por meio de mais de +30 módulos, permitindo que todos os processos sejam realizados a partir de um telefone celular, independentemente da localização do funcionário ou da necessidade de acessar um computador ou e-mail corporativo.

 

  • Somos uma empresa global com mais de +350 funcionários em +20 países.
  • Em 2022, fomos selecionados pela aceleradora americana Y Combinator (YC). 
  • Nossa plataforma é usada por mais de 1 milhão de funcionários de mais de 1.000 empresas em 40 países.
  • A Humand é ideal para empresas de pequeno, médio e grande porte, especialmente aquelas com uma força de trabalho distribuída em vários locais, como fábricas, lojas de varejo, hospitais, escritórios e muito mais.

 

Para obter mais informações, acesse: https://humand.co/pt/

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