Operação Lava Jato

13° Fase: Operador da Engevix é preso

Redação / Assessoria
22/05/2015 11:03
13° Fase: Operador da Engevix é preso Imagem: Divulgação Visualizações: 828

A pedido da Força-Tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal, a Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quinta-feira (21 de maio), mandado de prisão preventiva contra Milton Pascowitch, apontado pelo ex-gerente de serviços da Petrobras Pedro Barusco como sendo o operador da empreiteira Engevix em contratos com a Estatal. Além disso, foi cumprido um mandado de condução coercitiva do irmão e sócio de Milton, José Adolfo Pascowitch. Nesta 13ª fase da Operação Lava Jato, a Polícia Federal também cumpriu quatro mandados de busca e apreensão: dois nas residências dos irmãos Pascowitch e os outros em dois endereços de Henry Hoyer de Carvalho, operador financeiro do PP a partir de 2011, de acordo com depoimento do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Milton Pascowitch foi apontado pelo ex-gerente de serviços da Petrobras Pedro Barusco, em colaboração premiada ao MPF, como operador no repasse de propinas decorrentes de contratos firmados entre a Sete Brasil Participações S/A e o Estaleiro Rio Grande, o qual a Engevix compôs e atuou na construção de três sondas. No decorrer das investigações, corroboradas pelo depoimento do vice-presidente da empreiteira e réu em processo da Lava Jato, Gerson de Mello Almada, e por documentos apreendidos nas empresas do operador, comprovou-se que Milton Pascowitch transferiu valores irregulares à Diretoria de Serviços, sob a responsabilidade de Renato de Souza Duque, através de offshores e, sobretudo, de contratos de prestação de serviços fictícios firmados entre suas empresas e a empreiteira por ele representada. José Adolfo Pascowitch era responsável por subscrever contratos fraudulentos com a Engevix, além de ser o contato de Gerson Almada em negócios ilícitos.

De acordo com o MPF, a análise da quebra do sigilo fiscal da empresa Jamp Engenheiros Associados LTDA., de propriedade dos irmãos Pascowitch, demonstra que outras empreiteiras investigadas no âmbito da Operação Lava Jato efetuaram, a título de compensação por serviços supostamente prestados, depósitos de grandes valores em suas contas bancárias. Por sua vez, foram identificados pagamentos milionários efetuados pela Jamp para a empresa JD Assessoria e Consultoria LTDA., de propriedade do investigado José Dirceu de Oliveira e Silva.

Busca e apreensão – Dois dos mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos endereços residenciais de Henry Hoyer de Carvalho em Itanhandu/MG e no Rio de Janeiro/RJ. Carvalho é apontado por Paulo Roberto Costa como sendo o operador financeiro escolhido em meados de 2011 para atuar em coordenação com Alberto Youssef na operacionalização das propinas provenientes de empreiteiras contratadas pela Estatal e destinadas à liderança do Partido Progressista (PP) empossada após a saída de Mario Negromonte do comando do partido. Segundo Costa, “esse grupo que assumiu [a liderança do PP] se sentia desprestigiado e não confiava em Alberto Youssef”.

Antes disso, em 2008 e 2009, Carvalho já havia atuado como operador das propinas oferecidas e pagas a Paulo Roberto Costa pelo cônsul da Grécia Konstantinos Kotronakis para que fornecesse a estaleiros gregos informações privilegiadas acerca do cronograma de afretamento de navios pela Petrobras.

Carvalho ainda é apontado por Costa como um dos envolvidos, entre o fim de 2012 e o início de 2013, em um esquema de corrupção de funcionário público estrangeiro do Timor Leste. Na ocasião, teriam sido prometidas vantagens ao funcionário público estrangeiro para que se autorizasse a contratação de obras superfaturadas a serem executadas naquele país por empreiteiras brasileiras contatadas por Paulo Roberto Costa.

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